Calculadora descontos em talão

Pedro Pais Pedro Pais , 7 Junho 2012 | 71 Comentários

Nos últimos anos, muitas das superfícies comerciais têm aderido à moda dos descontos em talão, que se bem utilizados trazem boas oportunidades de poupança para os consumidores. Contudo, descontos em talão de 30% ou 50% não são iguais a descontos imediatos de 30% ou 50%, uma vez que na realidade o consumidor paga a totalidade da primeira compra e os descontos só incidem sobre a segunda*.

Para que lhe seja mais fácil perceber qual é o desconto efectivo associado a um desconto em talão e para que consiga comparar mais facilmente descontos imediatos com descontos em talão, colocamos à sua disposição a calculadora de descontos em talão (também em versão Excel mais abaixo).

Calculadora descontos em talão

*Desconto teórico máximo = taxa desconto / (1 + taxa desconto)

Esperamos que esta calculadora lhe seja útil. Se tiver algum comentário a fazer, por favor utilize a caixa abaixo.

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74 comentários em “Calculadora descontos em talão

  1. nao concordo nada com isto.
    um desconto em cartao de 50% será sempre de 50%. obviamente que terei de fazer compras no futuro, para usufruir desse valor (alias é com esse espirito que as lojas fazem os descontos) mas nao posso considerar o valor total das duas compras para perceber a percentagem do desconto. Nao fui fazer compras futuras de coisas que nao precisava apenas para obter o desconto que ficou no cartao…
    é apenas um adiar da obtenção do desconto para uma compra futura e nao no imediato.

    1. Então na sua opinião um desconto de 50% em talão é igual a um desconto imediato de 50%? Não é, pois não?
      A situação é que para pouparmos o mesmo, em valor absoluto, temos de gastar mais, logo o desconto é menor.

  2. A compra com desconto em cartão, no minimo, condiciona a sua escolha.
    O dinheiro fica retido, no minimo de uma dia para o outro.
    Numa conta com desconto em cartão, se não tiver liquidez não consegue adquirir o bem!… contrariamente a uma compra com desconto direto. Pode-se depois discutir as necessidades reais ou superfluas, mas isso é outra questão.

  3. Uma situaçao, pertinente e acho eu digna de resposta…
    Hoje no continente, descontos puramente em “cartao” tive uma situaçao que acho merece um comentario pela vossa parte (contabilistas gestores).
    Solicitei factura pela compra de material escolar, um diccionario, e na caixa me perguntaram, “deseja utilizar o saldo no cartao?” como vem a ser costume, mas adicionou um comentário “tenha em conta que utilizando o saldo no cartão o valor da factura é 0 (zero) ” evidentemente não utilizei o saldo, mas… ainda com o “lógico” desta situação (o supermercado não pode emitir facturas por um valor maior do que facturado) acredito em outras situações (compra de fraldas de incontinência, material escolar, livros…) tenha utilizado o saldo desconhecendo que o valor ao qual se refere a factura a pesar do valor total da mesma se refira so a diferencia do valor total menos o saldo do cartão.
    Se alguem pode fazer um comentário com conhecimento real, agradeço uma resposta. (pois é claro que eu posso utilizar o saldo para comprar bens declaráveis com fatura ou para comprar…. azeitonas…)

  4. Eu acho ótimo receber descontos em talão e aproveito muito rs.
    Mesmo que ele não seja igual ao desconto de cara de 50% por exemplo, é um desconto né?
    Pra mim sempre que tem qualquer desconto está valendo e eu adoro.
    Comprar é tudo de bom e o cartão do meu marido que sofre rsrsrsrssss.
    beijinhos, Carmen.

  5. se tivermos o dinheiro numa conta a prazo ele não ficará retido (emprestado)?
    No Continente também o fica e rende mais “juros” de um dia para o outro do que no banco que a maioria das vezes nem 1% nos dá ! Qual o problema de ficar retido? Ao menos enquanto está no cartão sei que não o gasto! Se as pessoas soubessem poupar fazendo pequenos mealheiros quando os juros estão em baixa e fazendo stocks de alguns bens essenciais a crise seria um pouco menos dolorosa !

    Meus senhores, a DISCIPLINA FINANCEIRA é o segredo !!!

  6. Se for como da última vez que vi um produto a 50% de desconto em cartão do Continente… o preço habitual era metade do preço que estava marcado o artigo nessa altura. Ou seja, nesse período levava-se o produto praticamente pelo preço habitual a pensar que tinha 50% de desconto.

  7. Vamos lá ver uma coisa, eu cnão concordo muito com estes cálculos. Efetivamente nós copramos os produtos por metade do seu valor, pois o dinheiro que “emprestamos” fica no nosso cartão e podemos usá-lo quando quisermos, agora não podemos ter a pretensão de que vamos comprar todos os outros produtos também com 50% de desconto.

    Para mim a grande diferença está no seguinte:
    1 – Quando compramos com desconto direto não necessitamnos de lhes dar o dinheiro, se o bem custa 100, com 50% desc fica em 50 e nós só damos 50.

    2 – Quando compramos com desconto em cartão, damos 100, mas ficamos com 50 ainda para lá gastar.

    Mas nós vamos sempre lá gastar, quer tenhamos o dinheiro em cartão ou no bolso.

    Agradeço que me expliquem se estou a pensar errado.

  8. Bom instrumentode análise. Mas se na segunda compra também forem adquiridos bens com desconto, aí aumentamos a percentagem (e valor real também) da poupança, certo?
    Normalmente, tanto no Intermarché como no Continente, recorro a compras onde tenho desconto em cartão. Não compro aquilo que posso adquirir no Jumbo, Pingo doce ou Minipreço com desconto direto. As compras com desconto em cartão têm de ser muito bem pensadas para que a poupança seja efetiva. Há que rentabilizar o valor do desconto noutras promoções, até porque temos de ter em conta que estamos a “emprestar” dinheiro.

  9. Filipe então faça o exercicio:

    2 pessoas tem 20€ na carteira e amanhã 1-Março-2013 uma vai a um supermercado com desconto de 50% em cartão e compra 1 garrafa de vinho de 5€ ficando o desconto no cartão, a outra vai a um supermercado com 50% na hora e gasta 5€ numa garrafa de vinho, no dia 2-Março-2013 as mesmas pessoas voltam ao mesmo supermercado que foram anteriormente e compram cada uma garrafa de vinho de 6€ sem desconto agora faça as contas e veja quanto sobra a cada uma. Vai ver que sobra o mesmo dinheiro nas duas situações.

    Uma apenas paga com o dinheiro que tem no bolso e a outra utiliza dinheiro que tem no cartão.

    O que eu gostava de saber é porque vocês metem a segunda compra de quem compra com desconto em cartão na equação para saber o desconto final ( só por que é obrigatório comprar no mesmo supermercado, e quem teve o desconto directo não é obrigado a ir ao mesmo supermercado? E isso faz sentido? Se é assim porque ficamos no final com a mesma quantia?

    1. Viva Rui,

      Apesar de entender o seu ponto de vista a matemática é simples:

      Se hoje eu for comprar uma garrafa de vinho por 10€ com 50% em cartão, gasto os 10€ e fico com 5€ no cartão.

      Volto amanhã para utilizar os 5 € do cartão num produto qualquer.

      Ou seja gastei 10€ e adquiri produtos no valor de 15€.

      15 € ——– 100%
      10 € ——– x

      x=1000/15 = 66,66%

      Ou seja paguei 66,66% do valor dos produtos o que corresponde a 33,33% de desconto.

      O exemplo que dá não é comparável porque quando se tem desconto em cartão têm que se voltar ao supermercado para usar o desconto. Quando é desconto directo de 50% não devemos incluir o 2ª produto nas contas.