Finanças pessoais

Casa – comprar ou arrendar?

Qual é a melhor escolha, comprar ou arrendar? Qual a opção mais barata? Qual tem mais vantagens? Neste artigo procuramos dar-lhe algumas respostas.

Pedro Pais Pedro Pais , 15 Setembro 2008 | 20 Comentários

Cada caso é um caso, mas havendo dinheiro disponível, a resposta é sobretudo uma questão de preferência pessoal. Há quem prefira ter uma casa a que possa chamar sua. Há quem não se queira maçar com a manutenção da casa (obras, por exemplo) e prefira deixar isso à responsabilidade de um senhorio. Há muitos outros motivos a favor de uma ou outra solução, cada um terá os seus.

Leia ainda: Comprar ou arrendar casa: o que compensa mais atualmente

De um ponto de vista puramente contabilístico, no entanto, há algumas contas que não são tão difíceis de fazer no que diz respeito a comprar ou arrendar. Por exemplo:

  • Em ambos os casos há, tipicamente, contas para pagar. Mas normalmente, no caso de arrendar um apartamento, o condomínio fica incluído na renda pois é responsabilidade do senhorio. As despesas de manutenção da casa (obras, por exemplo) também ficam a cargo do senhorio. E os impostos (IMI, sobretudo) também ficam a cargo do senhorio. Claro que ele vai tirar esse dinheiro todo a partir da renda mas pelo menos quem tem essas chatices todas é ele, não o inquilino.
  • A compra de uma casa tem uma série de encargos associados - escritura, impostos e os encargos com o banco, caso se recorra ao crédito. No caso de um arrendamento só se paga a renda, não há um peso inicial elevado. O dinheiro que eventualmente se tenha disponível pode ficar a render em vez de ser gasto tão rapidamente.
  • Uma situação que se vê hoje com alguma frequência é a de as pessoas venderem a casa 2 ou 3 anos depois de a terem comprado (seja porque mudaram de emprego, porque a família cresceu, etc). Nesse prazo de tempo, e caso a casa tenha sido comprada com recurso ao crédito, o montante que se amortizou da dívida tipicamente foi muito pouco (num empréstimo de 100 000€ a 30 anos, ao fim do primeiro ano ainda provavelmente o valor amortizado nem chega aos 1500€, apesar de já se ter pago ao banco 6000€ ou 7000€ em prestações - a maior parte juros). Muitas vezes nem chega ainda para cobrir os encargos iniciais referidos no ponto anterior.
  • Associado ao ponto anterior, caso haja uma troca de casa, quem arrendou não ganha nada com isso. Quem vende uma casa que já tinha "ganha" esse valor. Mas é preciso não esquecer que se havia um empréstimo sobre a casa antiga, a maior parte do que se ganha com a venda vai provavelmente para pagar esse empréstimo.
  • Tipicamente o valor de uma renda é mais baixo que o valor da correspondente prestação ao banco caso se pedisse um empréstimo pelo valor da casa. Essa diferença (mesmo nos casos em que é marginal) pode ser usada para outras coisas. No cenário ideal, é aplicada e posta a render para ser usada no futuro.

Como referi ao início, há outros factores, muitos deles difíceis de quantificar. Por exemplo, qual a probabilidade de o senhorio nos despejar um dia porque quer a casa para a filha que vai casar? Ou qual a probabilidade de mudarmos de local de trabalho dentro de 1 ou 2 anos (vender uma casa comprada a crédito neste espaço de tempo normalmente só dá direito a perder dinheiro, para além da carga de trabalhos que está associada à venda de um imóvel)?

Mais uma vez, cada caso é um caso. Mas, de uma maneira geral, para quem está em início de vida, com fortes probabilidades de ter que mudar de casa (porque muda de emprego, ou porque a família vai crescer, por exemplo) é capaz de ficar bem mais servido se arrendar casa do que se a comprar.

Se não tem dinheiro para dar de entrada para uma casa, mais vale arrendar também, pelo menos durante uns tempos - não só o impacto financeiro no imediato é mais baixo como, sendo a renda mais baixa, consegue amealhar dinheiro mais depressa também.

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21 comentários em “Casa – comprar ou arrendar?

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  3. Boas pessoal, alguém me sabe dizer como devo passar o 1º recibo de arrendamento? a minha inquilina pagou 2 meses, que se referem ao 1º e ao último mês que vai estar na casa. devo mencionar isso mesmo no descritivo do recibo?
    Cpts

  4. @Isabel,

    Se encontrares uma proposta de crédito pessoal cujas taxas de juro se aproximem sequer das de crédito habitação, diria que vais com muita sorte. O crédito pessoal é bastante mais caro… do tipo “várias dezenas de milhar de euros mais caro”.

    Deves recorrer a um crédito habitação para financiar os 30.000€ de que precisas… eventualmente pode haver alguns bancos que não estejam interessados em emprestar “tão pouco”, mas se avanças tanto dinheiro do teu bolso (30%, assumindo que o imóvel vale pelo menos os 45.000€), não deve ser difícil encontrar algum com que possas fechar negócio…

  5. Surgiu uma pssibilidade de adquirir um imovel T2 por 45mil dos quais preciso de 30mil.
    Devo recorrer a um credito habitação ou a um pessoal nesse montante?
    Quais as vantagens. Obrigada. Cumps

  6. Comprar para arrendar? Porque não! Com recurso a financiamento bancário? Porque não!
    É tudo uma questão de fazer contas. Valor de mensalidade actual, mensalidade futura (porque os juros não vão permanecer baixos para sempre), condominio (caso exista), impostos, seguros, renda proveniente do arrendamento, etc…
    É possivel encontrar no mercado imoveis que adquiridos com financiamento a 80%-90% conseguem pagar-se a eles próprios desde que arrendados.
    Contudo, atendendo aos custos de aquisição, deverá ser um investimento com um horizonte de retorno a médio / longo prazo (+ 10 anos), quanto mais longo o prazo menor será o risco.
    A divida vais sendo amortizada mês após mês, o valor do imovel vai aumentado (é o normal), as rendas vão sendo actualizadas anualmente… Qual é a duvida?
    Eu fiz uma experiencia de comprar para arrendar em 1996, recorri a financiamento (não me faz confusão ter uma divida se estiver subjacente a aquisição de um activo imobiliário), e as coisas não correram mal. Depois de uma 1ª experiência fiz a 2ª, 3ª e assim sucessivamente, hoje tenho 18 imoveis (entre habitação, comércio e terrenos), uma grande parte está arrendada e gera valor para pagar os encargos com os financiamentos, seguros, impostos, etc… O que devo já representa menos de 50% do valor dos imoveis, já descontado o efeito da actual crise que me comeu € 200.000,00, pelo que daqui a 10 anos espero estar numa situação muito confortável.
    O que me fez investir em imobiliário é acreditar que se trata de activos que no longo prazo sempre valorizam, salvo rarissimas excepções.
    O segredo, que não é segredo, é comprar bem, a bom preço e bem localizado. Quem não domina o négocio deverá procurar alguém que conheça o mercado, uma boa imobiliária por exemplo, pois não será dificil obter boas propostas de investimento.