ginasta Matilde Costa mostra medalhas
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Matilde Costa: De quinas ao peito, a menina que quer saltar para o pódio

Matilde Costa, ginasta portuguesa de duplo minitrampolim, participa pela segunda vez no Mundial desta modalidade.

Campeã nacional de duplo minitrampolim, Matilde Costa, de 18 anos, leva a bandeira portuguesa até Baku, no Azerbeijão, onde vai participar no CMGI – Campeonato Mundial por Grupos de Idade, a decorrer até ao próximo dia 28 de novembro. 

De salto em salto, literalmente, esta é uma história de superação que o Doutor Finanças quis apoiar e conhecer de perto. Com paixão e o expectável “brilhozinho nos olhos”, Matilde fala do salto em duplo minitrampolim com o entusiamo de quem ganha asas sempre e transforma o sacrifício em momentos de realização, de conquista.    

Do ballet às cambalhotas, foi um salto 

O percurso desportivo da Matilde começou entre 2010 e 2011. A sempre sorridente menina queria fazer ballet, mas não era possível praticar em Odivelas. Vai então para a ginástica no GCO - Ginásio Clube de Odivelas. Primeiro, eram cambalhotas e pinos, as bases da ginástica, explica Matilde, até que vieram os trampolins. 

“Já dávamos uns saltinhos... A passagem foi natural e proposta pelos treinadores, toda a classe seguiu para os trampolins (mini, duplo mini e trampolim simples)”, recorda.  

E quando deu por si, a Matilde praticava aquela que é definida como sendo a mais difícil das disciplinas dentro da modalidade do trampolim.  

O salto em duplo minitrampolim, inicia com uma corrida, com os metros que o ginasta, juntamente com o treinador, decidir que deve percorrer. Seguem-se dois saltos, com extensão ou não, e termina no colchão, onde tem de aguentar sem dar passos. 

E assim acaba a prova. Ao todo, nem um minuto demora. Não há segundas oportunidades, o que só faz disparar o nervosismo, assegura a atleta, acrescentando que a dificuldade vem também de só contar com uma tentativa. “Se falhamos o primeiro já não há oportunidade de fazer o segundo, enquanto no trampolim existe uma série com 10 saltos. Mesmo fazendo um menos bem, num outro pode compensar”, explica. 

ginasta Matilde Costa com foto em criança

De medalha em medalha, a segunda ida ao Mundial 

Em 2015, Matilde muda, passa a representar o Clube GymnoCrazy, sedeado em Algés, e a ser treinada e orientada por João Rito, especialista em trampolim e duplo minitrampolim. 

Na época seguinte (2016/2017) a atleta tem o seu melhor ano desportivo de sempre, vencendo quase todas as competições de duplo minitrampolim em que participa. Ao campeonato distrital individual, junta o torneio nacional de abertura; campeonato nacional por equipas; um 4.º lugar nas super-finais nacionais individuais; vence a Taça de Portugal; e fecha com um assinalável 6.º lugar no prestigiado torneio internacional Scalabis Cup. 

Todos estes resultados fizeram com que a Matilde conseguisse o feito inédito de se qualificar para o Campeonato do Mundo por Grupos de Idade, naquela que foi a melhor prestação desportiva da sua ainda curta, mas brilhante carreira. O evento realizou-se em Sófia, Bulgária, em novembro de 2017, no qual alcançou o 12.º lugar.  

Apesar do contexto de pandemia, depois de longa paragem sem treinos nem competições, a Matilde retomou as competições e voltou a sagrar-se campeã nacional em duplo minitrampolim, representando o Lisboa Ginásio Clube. E assim regressa ao Mundial. 

Treinador ou o amigo que ajuda a voar 

João Rito orienta os treinos de Matilde com a sabedoria técnica e a experiência de quem começou muito cedo, mais à séria a partir dos 9 anos, como praticante desta modalidade. E ainda não tinha 18, já ajudava o seu treinador. Aos 20 anos o “bichinho” de treinar já tinha ganho terreno e a sua carreira arranca a orientar já uma classe de atletas que, entretanto, consegue formar.  

Questionado sobre o que atrai os jovens para esta modalidade, o treinador afirma que os praticantes dizem viver aquilo que será “o mais perto da sensação de estar a voar”. Voos esses que nascem dos movimentos e acrobacias que podem fazer no ar.  

Sob a sua orientação, a Matilde “voa” há cerca de seis anos. É uma atleta determinada com muita vontade de atingir os seus objetivos, mas também tem muitos medos. Contudo, ser “um pouco medrosa também faz parte desta modalidade”, garante. O importante é ir ultrapassando estas barreiras, até porque estão sempre a aparecer novas. E a Matilde tem conseguido fazê-lo, remata o treinador. 

Para facilitar o seu trabalho conta ainda com o facto de a Matilde ser “uma miúda muito querida, simpática e amiga”.  

A par do sucesso, vêm os sacrifícios. João Rito diz-nos que a Matilde, tal como a maioria dos atletas, encontra a sua capacidade de superação precisamente no gosto e na paixão pela modalidade. Embora os leve a gerir todos os minutos de forma a conciliar estudos e treinos, abrindo mão dos encontros e saídas com amigos. Mas, em seu entender, o ideal é conseguir conciliar tudo. Não deixar nada para trás. 

Estar atento a este equilíbrio é um dos seus focos. Aliás, tem por hábito dizer aos seus atletas que antes do treinador, está o amigo. “Gosto de os ouvir, mesmo num dia em que vêm ao treino, mas não estão bem. Prefiro que me digam. Fazem outra coisa, vão só falar com os colegas ou vão mais cedo para casa. Sei que não vale a pena insistir para que façam alguma coisa nesse momento. É muito importante ouvir aquilo que eles sentem”, explica João Rito. 

A importância dos “paitrocínios” 

Outra das peças importantes na construção da carreira de um atleta é a sua família. João Rito aponta o papel que os pais (a quem chama de “paitrocínios”) têm em momentos-chave, nomeadamente nas viagens para participar em provas. Tal como no campo dos afetos.  

O treinador recorda as palavras da mãe de Matilde, Liliana Carmona, nesta matéria. Se por um lado, o apoio de um treinador é crucial, particularmente nos maus momentos, o apoio necessário só fica completo com o mimo dos pais que estão na bancada a assistir. 

Conciliar treinos e estudo 

O Estado divide um bolo grande, mas por todas as modalidades, e a esta, “chega cá muito pouco”, sublinha o treinador. Mesmo para quem participa em eventos de destaque internacionais, como o CMGI, não há qualquer tipo de apoio. “Custa ver, enquanto português e membro desta modalidade, mas sempre foi assim, particularmente entre estas idades. É uma pena porque com apoios podíamos chegar mais longe do que já chegamos. Portugal está entre os melhores nos trampolins, mas porque os atletas, os clubes e os treinadores fazem ‘das tripas, coração’. Os portugueses são mesmo bons e conseguimos dar algumas cartas. Mas, podíamos dar mais”, conclui.  

Desde muito cedo, Matilde sentiu a necessidade e pressão acrescida de conciliar os estudos e os treinos. Uma missão que assumiu, já faz parte da sua rotina, mas que confessa ser complicada de gerir. 

Foi graças aos pais que a atleta foi para a ginástica e são eles que, na maioria das situações, a levam para as provas. E nas provas, fazem questão de estar e apoiar. 

Mas, em matéria de apoios, também o treinador dá nota do tanto que ainda há por fazer. A ginástica, e particularmente os trampolins, não tem a visibilidade de outras modalidades, sem com isto querer estar a comparar com o futebol já que considera que este é um mundo à parte. No entanto, é por esta falta de visibilidade que se explica a ausência de patrocínios.   

Com o passar dos anos não ficou mais fácil. Agora, com 18 anos, a Matilde está a preparar-se para entrar na universidade e as dificuldades de conciliação continuam bem presentes. Desde logo porque a universidade escolhida, na qual pretende fazer o curso de design, fica longe do local de treino. Mas, como nunca baixa os braços, espera concluir em breve a carta de condução e ter um carro para superar mais esta barreira.  

Uma coisa é certa, Matilde está decidida a continuar. Convictamente decidida a continuar, afirma que nada a vai impedir de continuar a saltar. 

Amigos e escola sempre a apoiar 

Ao longo dos anos, outro apoio fundamental foi o dos amigos, colegas e professores. Na verdade, ter uma amiga tão focada e dedicada à sua carreira desportiva, é viver num misto de emoções. Se por um lado ficam contentes e vibram com as suas conquistas, por outro, ficam chateados quando diz que não pode ir sair com eles. “… estão sempre a convidar-me mas eu tenho treino, tenho sempre treino e nunca posso ir sair”. 

Os professores também acompanham e apoiam a Matilde. Ficam contentes. Particularmente na época 2017/2018, aquela em que ganhei mais medalhas, a professora de educação física era avisada sobre as datas das provas e depois perguntava sempre sobre os resultados. Levava sempre a medalha para lhe mostrar. Foi muito engraçado e bom sentir este apoio. 

Também em 2017, participou no Mundial e esteve fora 10 dias. Os professores permitiram a entrega de trabalhos ou a realização de testes que coincidiam com esta ausência posteriormente. Num primeiro momento, foi o alívio de não ficar para trás, mas depois veio o peso e a pressão de ter de fazer tudo o que tinha sido adiado de seguida, sem intervalos. 

Contudo, ficou contente por existir esta flexibilidade por parte dos professores. No final, os resultados, também neste palco, foram bons. 

Mas em matéria de apoios, a história da Matilde fica-se por aqui. Porque, tal como ela própria sublinha, falta tudo o resto. 

Falta de apoios dá lugar à mágoa 

Tanto nos campeonatos distritais, nacionais, europeus ou mundiais são os próprios atletas que têm de financiar todo o processo: da inscrição na prova à viagem, alojamento e afins. “Acho que deveria existir mais apoio. Como há, por exemplo, no futebol", lamenta a Matilde.

No total, cada participação, sobretudo as que acontecem lá fora, tem um custo na ordem dos milhares de euros. 

Num tom algo magoado, Matilde afirma que tanto falta apoio financeiro como falta reconhecimento. "Quando alguém ganha alguma coisa, e temos muitos campeões mundiais em duplo minitrampolim e trampolim, que ninguém sabe sequer que existem. Este ano, o Diogo Abreu esteve nos Jogos Olímpicos, infelizmente falhou a prova e foi muito triste para nós, mas na verdade acho que as pessoas nem sabem que é este atleta."   

ginasta Matilde Costa, campeã de duplo minitrampolim apoiada pelos Doutor Finanças, mostra algumas das suas medalhas

À conquista do Mundial 

"Não estava muito à espera de ir [a este Mundial] porque existiam três competições e as duas melhores notas das provas são recolhidas para um ranking das ginastas e as quatro com melhores resultados é que seguem para o Mundial. E eu falhei logo na primeira prova. O que me fez excluir logo a opção de ir. Contudo, a segunda prova correu bem melhor". 

Mais tarde, no campeonato nacional, com uma dose extra de apoio e força dada pelo seu treinador, a Matilde vive a melhor prova desta época. A atleta sagrou-se campeã nacional e apurou-se para o mundial. Um feito inédito na sua carreira que, entre tantos títulos, consta o de campeã nacional por equipas e nível individual. 

Como que numa montanha-russa de sentimentos, o peso deste título fez-se sentir e se, por um lado, acrescentou força para o defender, por outro, fez disparar a pressão. "Sou campeã nacional e supostamente sou a melhor de Portugal e isso traz-me mais pressão”, sublinhou. 

Pronta para trazer o ouro?  

Entre sorrisos e gargalhadas feitas de nervoso miudinho, Matilde lá responde a esta questão da medalha de ouro, dizendo-nos que não acredita ser possível mas... “nunca se sabe”, acrescenta. 

Já em processo de treino para o Mundial, mais intenso no último mês, Matilde garante que a preparação correu bem e tem a expectativa de que a prova também vai correr bem. “Não penso muito no ouro, nas medalhas, porque isso estraga tudo o resto”, sublinha. 

Rumo a Baku, os dias de Matilde são vividos, mais do que nunca, focada nesta sua missão. Treina duas horas por dia e só descansa ao fim de semana. A intensidade, que só existe nesta altura do ano devido à conquista da presença no Mundial, traduz-se em trabalho reforçado tanto nos saltos do duplo minitrampolim como na preparação física. 

Quando regressar de Baku, certamente de sorriso no rosto mesmo que na bagagem não venha uma medalha, Matilde vai ter à sua espera a família e os amigos, um merecido tempo de descanso. E, finalmente, alguma diversão com os amigos. 

Os amigos, garante, estão muito entusiasmados com esta ida ao Mundial e pedem-lhe que partilhe e relate tudo o que vai acontecer em Baku. Quando regressar, independentemente dos resultados, vai dizer que sim às saídas com as amigas, certa de que todas as vezes que disse que não, que procurou forças para não perder o foco, que teve de se dividir e multiplicar para estar bem em todas as frentes, estava a fazer o certo. O sacrifício faz parte, garante a jovem atleta. E as amigas acabam sempre por perceber as escolhas que faz.    

As provas nacionais regressam apenas algures no primeiro trimestre do novo ano. O ritmo vai desacelerar, mas o entusiasmo e paixão da Matilde pelo duplo minitrampolim nem por isso.  

Desde logo, porque depende diretamente do apoio dos pais, sendo que a sua disponibilidade, ou falta dela, vai ditando os ajustes, sobretudo para garantir a ida aos treinos. Razão pela qual não tem dúvidas de que a família é o pilar de todo este percurso.  

ginasta Matilde Costa com os pais, Liliana Carmona e João Costa

Quando os pais se “transformam” em ginastas 

“Tudo começou de uma forma muito natural, nada foi imposto. Foi muito engraçado vê-la tão pequenina e logo a empenhar-se tanto”, recorda João Costa. 

Porém, o pai da Matilde não esconde que desde sempre houve algum nervosismo com a participação em provas, mas que são sempre vividas com grande entusiasmo e confessa que ficam em êxtase sempre que surgem os bons resultados. 

Os pais, João e Liliana, que para além dos gémeos Matilde e Nuno, têm o Luís, sempre se preocuparam em encontrar uma atividade desportiva para cada um dos seus filhos, considerando ser fundamental para a sua saúde física e mental. Com esta base, cada um fez a sua escolha, diferentes entre si, e a todos, estes pais, tentam apoiar de igual modo. 

“Relativizando a importância das coisas no contexto geral da vida”, sempre incentivaram a que levassem a sério tudo o que fizessem. E com a Matilde assim foi, desde que o ballet foi trocado pelas cambalhotas e os treinadores de então começaram a puxar logo por ela. 

“Com total liberdade e sem pressão”, os pais da atleta cedo perceberam que inato, ou não, havia na Matilde um incontornável talento para esta prática. “Ela aproveitou-o e muito bem”, frisa João. 

A carreira da Matilde começa a ser contruída e a família tem de se organizar em torno deste projeto. Alteraram-se as rotinas com mais treinos e mais complicações e, segundo o João, mais ginástica para os próprios: “também nos tornámos uns ginastas na forma como gerimos os horários, metemos férias, nos organizamos com outros pais para as idas aos treinos, mas, sobretudo, dos avós. Sem eles, ela não teria ido treinar”. 

João Costa tem a certeza de que este cenário é comum a todos os pais que têm os seus filhos a praticar um desporto e que tudo fazem para que eles não deixem de fazer o que gostam. 

Apoios? Mãos à obra  

Este casal, fruto da experiência com os seus filhos atletas, teve de facto de fazer uma grande ginástica também no seu orçamento familiar. João Costa alerta que 90% das práticas desportivas em Portugal, independentemente da modalidade, são pagas. A ginástica e os trampolins não são exceção e a Matilde sempre pagou para poder praticar. Desde as mensalidades, às viagens (sendo que a atleta já competiu de norte a sul do país, só faltando as ilhas), alojamento, refeições ou equipamentos desportivos, tudo é suportado pela família. 

Falamos de uma família de classe média baixa, com todos as despesas fixas comuns (da casa ao carro e afins) e no seu orçamento fazem caber as despesas inerentes às práticas desportivas dos três filhos. “Quando é para a felicidade deles, tudo se resolve, tudo se trata”, garante João Costa. 

Assim, é preciso arregaçar as mangas e encontrar soluções. Os pais da Matilde tratam também de angariar fundos e patrocínios que ajudem a suportar as despesas, nomeadamente, as da Matilde, e assumem que uma fatia bem significativa é apoiada por amigos (mesmo que muitos sejam anónimos). A criatividade e o esforço têm levado a família a fazer um pouco de tudo: rifas, colocação de mealheiros em locais específicos e enviar muitas cartas ou emails para empresas, na esperança de que alguma se identifique com esta sua demanda e os apoie. Foi exatamente o que aconteceu com o Doutor Finanças.

A ausência das entidades oficiais 

Na verdade, devido à falta de apoio e comparticipação, sobretudo da parte das entidades oficiais, este esforço está a ser feito por todas as famílias que têm os seus filhos a competir no CMGI.  Mas, reforça João Costa, tudo é feito para que não se perca mais uma oportunidade de representar o nosso país. “Apesar destas dificuldades todas é sempre uma honra ir a uma competição destas. É uma oportunidade única”. 

Certo de que esta falta de apoio oficial em muito dificulta a carreira desportiva dos jovens, João Costa deixa o apelo: “Era bom que se olhasse para estes jovens, mais do que não seja porque participam e representam o país.  São muitos e de diferentes idades. A Matilde teve a sorte de reunir os apoios todos mas pode haver quem não os consiga. As despesas da viagem, alimentação e equipamento desportivo era o mínimo”. 

De obstáculo em obstáculo 

Estatuto de atleta de alto rendimento. Um ilustre desconhecido para a maioria das pessoas que teima em figurar entre os principais obstáculos à carreira da Matilde e de tantos outros atletas portugueses, destaca João Costa. 

O estatuto é conferido pelo Estado aos atletas desde que reúnam uma série de condições e resultados constantes (naturalmente difíceis de alcançar e manter precisamente devido às fracas condições que têm) confere algum apoio, nomeadamente comparticipações financeiras, mas é inalcançável para muitos que, orgulhosamente, representam a nossa bandeira.  

Na verdade, participar em competições internacionais em representação da Seleção Nacional, não é, por si só, condição suficiente para que estes sejam considerados de alto rendimento. 

João Costa pede assim que esta situação seja revista pois seria mais uma forma de ajudar a aliviar as despesas. Fá-lo a pensar na Matilde, mas também em nome de todos os outros jovens que têm o sonho e oportunidade de ir ao Mundial, e até daqueles que, entretanto, desistiram.  

Mesmo que durante as últimas semanas, por força dos horários trocados, João pouco ou nada tenha visto a sua filha, não esconde o entusiasmo com a partida para Baku. A repetir todo este processo e azáfama pela segunda vez (a Matilde já participou no Mundial de 2017, na Bulgária), desta vez, nenhum dos pais vai poder acompanhá-la devido às restrições impostas pela pandemia da Covid-19.   

Assumidamente pragmático, o pai João garante conhecer as valias da sua filha. Assim, de ouro ou outro vil metal, está convicto que Matilde vai levar Portugal até à final. “O que vier a partir daí, é lucro. É um orgulho!”. 

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