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Evitar compras por impulso: Adira à regra das 72 horas

Evitar compras por impulso significa pôr de lado as nossas emoções e comprar com base na razão. É aqui que entra a regra das 72 horas

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Evitar compras por impulso: Adira à regra das 72 horas

Evitar compras por impulso significa pôr de lado as nossas emoções e comprar com base na razão. É aqui que entra a regra das 72 horas

Evitar compras por impulso é algo que muitos de nós gostaríamos de fazer depois de ter visto o seu impacto no nosso orçamento no final do mês.

Mas se sabemos quais as suas consequências, porque continuamos a fazer? Porque não conseguimos evitar de repetir o mesmo comportamento? É simples, os comerciantes sabem como captar a nossa atenção e como espoletar a ação de compra e levarem-nos a fazer compras por impulso.

Bem, mas se eles sabem, nós também podemos saber e com isso tomar medidas que nos impeçam de continuar a ter este impacto negativo no nosso orçamento. Principalmente agora que a inflação está a subir.

Mas vamos por partes.

O que são compras por impulso

Se foi passear e viu numa montra uma peça de roupa à qual não conseguiu resistir e comprou, ou visitou um site e comprou aquela saia de que gostou tanto, acabou de fazer uma compra por impulso. Se foi ao supermercado e viu um produto que nem conhecia em promoção e colocou no seu carrinho, então acabou de fazer outra compra por impulso.

O mesmo se passa quando vai aos saldos ou na Black Friday e vê uma promoção incrível e compra sem pensar se precisa ou não.

Todas elas foram compras por impulso, compras mais emocionais e menos racionais. Ou seja, foram compras que fez para satisfazer o desejo que apareceu naquele mesmo instante.

As compras por impulso são aquelas que muitas vezes depois de as fazer chegamos à conclusão que foram um desperdício de dinheiro, e que nem precisávamos delas.  Mas a verdade é que já gastámos o dinheiro e, por isso, o nosso orçamento mensal ficou menor.

Fatores que desencadeiam as compras por impulso

De facto, as compras por impulso podem ser desencadeadas por alguns fatores que servem de gatilho.

Podem ser desencadeadas por:  

  • um anúncio de um desconto fantástico;
  • a informação de que está em liquidação;
  • uma embalagem atrativa;
  • a acompanhar outros produtos de oferta;
  • um anúncio de último dias.

Mas também podem resultar de:

  • habilidade do vendedor em convencer o cliente;
  • problemas emocionais do comprador.

Como aproveitam os comerciantes destes fatores

Comprar a preços baixos e com descontos são sempre uma forma de sentirmos que estamos a fazer um bom negócio com a compra que estamos a fazer, certo?  É por isso que as lojas fazem promoções no início da estação e saldos no fim. Estão a aproveitar-se da sensação de que estamos a fazer um bom negócio.

E já viu que os produtos em promoção estão numa zona de destaque ou de passagem? Essa é outra das estratégias usadas pelos comerciantes: colocar os produtos que querem “despachar” na denominada “zona quente da loja”. São produtos que vê quando passa e pega por impulso antes de chegar à caixa de pagamento.

Outra das estratégias de venda é criada pelo sentido de urgência. Cartazes com a mensagem “preço imbatível só hoje”, ou “liquidação hoje” levam a que compre por impulso com receio de perder a promoção. Mas lembre-se esta é mais uma estratégia de venda.

A internet entre as responsáveis pelas compras por impulso

Usamos cada vez mais a internet e a nossa presença nas redes sociais diariamente é cada vez maior. As compras online ganharam peso nos últimos anos, muito na sequência da pandemia que nos levou a mudar alguns hábitos de consumo.

Já reparou na quantidade de anúncios que lhe aparecem quando está numa rede social com ofertas de produtos que até se enquadram no seus nossos gostos pessoais? As empresas fazem uso de algoritmos para conhecer os seus interesses. Depois é fácil mostrar-lhe algo que até gostaria de comprar.

E esses estímulos ao consumo que nos rodeiam diariamente, levam a compras por impulso, que até ficam só à distância de um clique.

Leia ainda: Devo poupar ou gastar o meu dinheiro extra? Aspetos a considerar

Como evitar as compras por impulso

Agora que já sabe o que são compras por impulso, o que as motiva e como se aproveitam os comerciantes delas para o levar a comprar, saiba como pode evitar estas compras.

Quando sair não leve cartões. Leve apenas dinheiro

Esta é uma das medidas eficazes nas compras físicas. Ao pagar as suas compras com dinheiro vê realmente o dinheiro que está a gastar, o que é seguramente um fator desmotivador da compra.

Por outro lado, se pagar com o cartão de débito não terá logo a noção do impacto no seu orçamento. E se pagar com cartão de crédito, só quando chegar o extrato para pagar terá noção do verdadeiro “estrago” nas sua finanças.

Assim, se for dar uma volta às lojas leve dinheiro. Verá que não fará compras por impulso ou, se as fizer, terá maior controlo.

Na ida ao supermercado leve uma lista de compras

Quantas vezes foi ao supermercado e saiu de lá com mais do que inicialmente tinha pensado? Seguramente, muitas vezes.

Mas existe uma maneira de o evitar. Faça a lista exaustiva do que precisa e compre só o que estiver na lista. Lembre-se que os produtos apelativos estão no caminho da caixa ou em zonas onde irá decerto passar. Mas se não estão na sua lista não compre. Tenha em mente que a sua disposição faz parte da estratégia para o incentivar a comprar.

Leia ainda: Vale a pena poupar no supermercado?

Não compre nada quando estiver triste ou irritado

As compras são muitas vezes um escape quando se está triste, irritado ou com uma sensação de desânimo. O nosso estado de espírito é mau e comprar uma roupa bonita, um perfume ou mesmo aquele telemóvel que tanto gostaria de ter pode ser visto como o levantar o moral que tanto precisamos.

Mas claro, essas compras são desencadeadas pelos nossos problemas emocionais e não os vão resolver. Por isso, quando estiver assim dê um passeio e evite zonas de lojas.

Nas compras online e nos saldos use a regra da 72 horas

Lembre-se que as compras por impulso têm por base a emoção e não a lógica. De facto, se parasse para pensar teria feito aquela compra? É aqui que entra a regra das 72 horas.

Esta regra, que tem vindo a ser cada vez mais usada como estratégia para evitar as compras por impulso, assenta em fixar um período temporal que possibilite que no nosso cérebro a lógica se sobreponha à emoção.

Adira à regra das 72 horas

A regra, como dissemos tem a premissa de que 72 horas é o tempo necessário para que o nosso cérebro passe de um estado emocional para um estado racional.

Nesse período terá de realizar três ações: parar, pensar e por fim reavaliar. Só depois decidir comprar ou não comprar.

Como pôr em prática a regra das 72 horas

Está numa rede social ou na internet e vê um anúncio de um produto que lhe chama a atenção e a sua primeira reação é comprar de imediato.

É a altura certa para pôr em prática a regra das 72 horas:

  1. Pare - Não faça de imediato a compra. Guarde o produto nos seus favoritos ou coloque numa lista de produtos que gostaria de comprar. Mas não se esqueça de registar o preço do produto, precisa dele para as fases seguintes.
  2. Espere e pense  - Nas 72 horas seguintes irá fazer o seguinte:
    - Veja se não tem um produto idêntico em casa;
    - Pense se precisa mesmo do produto;
    - Calcule o seu salário/hora e veja quantas horas terá de trabalhar para comprar o produto;
    - Olhe para o seu orçamento e analise qual impacto que terá a compra do produto;
    - Pense no que poderia fazer com o dinheiro que vai gastar na compra
  3. Reavalie - Depois de ter feito toda a análise anterior chegou a hora de reavaliar a decisão de compra. E, assim, decidir se pode evitar fazer a tal compra por impulso.

Continua a querer fazer a compra? Se tem necessidade do produto (ou mesmo a vontade) e esta não afeta o seu orçamento? Então compre.  

Se mantém dúvidas quanto à compra pense bem, talvez a melhor decisão seja não comprar.

A regra das 72 horas torna as compras por impulso em compras racionais

Nas 72 horas que impôs a si mesmo antes de finalizar a compra, o seu cérebro teve tempo de reconhecer a diferença entre desejo e necessidade. Ou seja, teve tempo de transformar o impulso em lógica.

Mas esta regra não significa que não deve comprar, significa que ao decidir comprar está a tomar uma decisão racional e não emocional. É apenas um pequeno intervalo de tempo entre o ver o produto e a decisão da compra, mas que pode fazer toda a diferença no seu orçamento.

Leia ainda: Poupar centenas de euros num ano? A internet e as aplicações ajudam

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