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Fintech: Tendências que marcam o “hub” português

Fintech são combinações de tecnologia e finanças que estão a mudar o setor financeiro Acompanhe as mais recentes tendências deste universo.

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Fintech: Tendências que marcam o “hub” português

Fintech são combinações de tecnologia e finanças que estão a mudar o setor financeiro Acompanhe as mais recentes tendências deste universo.

A oferta de produtos e serviços financeiros está a mudar e a "culpa" é das fintech. Juntam finanças e tecnologia, numa combinação que se traduz em serviços financeiros inovadores, criativos, acessíveis, digitais e até mais sustentáveis. Burocracia reduzida, baixos custos e maior controlo sobre operações financeiras são pontos a favor destes novos jogadores do xadrez financeiro.

Desde logo, os serviços financeiros que as fintech disponibilizam destacam-se por serem vastos. E incluem:

  • meios de pagamentos;
  • financiamentos;
  • transferência de recursos;
  • seguros;
  • plataformas de gestão e organização de finanças pessoais;
  • intermediação e aconselhamento financeiro.

Leia ainda: Fintechs: Os desafios e o impacto da pandemia neste ecossistema

Portugal: um hub para as fintech

Especialmente desde 2016, com a realização da primeira edição da Web Summit, a inovação financeira acelerou em Portugal e as fintechs ganharam uma maior notoriedade . De acordo com o relatório Portugal Fintech 2021, o crescimento deste ecossistema continua pujante. Portugal continua a afirmar-se como um hub para as empresas de inovação financeira.

Que razões explicam este sucesso? O talento, o saber fazer, a visão e trabalho interdisciplinar, as parcerias de inovação e a orientação para a internacionalização, entre outras. O papel da legislação é também essencial neste "novo mundo financeiro". Estes players são recentes e a legislação financeira tem ainda dificuldade em enquadrá-las. Contudo, Portugal tem-se vindo a destacar pela positiva na área legislativa através de trabalho conjunto com os reguladores, no sentido de criar pontes entre a sleis e as fintech.

Ler ainda: Atrair talento é um dos maiores desafios das fintech em Portugal

Dos pagamentos ao blockchain

O ecossistema empreendedor financeiros e tecnológico é bastante diversificado. Estas empresas estão presentes em vários segmentos financeiros, dos mais típicos até de tecnologia informática avançada como o blockchain e as criptomoedas:

  • pagamentos e transferências financeiras;
  • empréstimos e créditos;
  • finanças pessoais;
  • ser viços e produtos financeiros alternativos;
  • cibersegurança;
  • seguros;
  • mercados de capitais e gestão da riqueza;
  • blockchain e criptomoedas.

Em comum têm a versatilidade, são disruptivas e 100% digitais. Em 2021 nasceram sete novas fintech dentro deste ecossistema tecnológico nacional e que vêm enriquecer ainda a oferta de produtos e serviços financeiros made in Portugal : a Yoonik (pagamentos e transferências financeiras), a Exxo Trade e a Paylink (empréstimos e crédito), Anachron Tech (finanças pessoais), Reflora (finanças alternativas), RM Analytics (mercados de capitais e gestão da riqueza) e a ZHARTA (blockchain).

Tendências: o que esperar do mercado?   

As principais tendências no setor financeiro mostram que as fintech ainda têm muito por onde se expandir e que a criatividade não tem limites. A digitalização dos serviços financeiros não é uma simples moda, é uma necessidade cada vez mais premente que estas empresas têm vindo a suportar e a acelerar, fazendo com que os playeres mais tradicionais direcionem os seus investimentos para a sua própria digitalização.

A pandemia trouxe também novas oportunidades para estas empresas. Especialmente, nas áreas dos pagamentos e do comércio eletrónico. Mas não só. A consciência e as preocupações ambientais oferecem novas possibilidades de produtos e serviços financeiros que estas empresas podem oferecer. O relatório aponta seis tendências que podem vir a facilitar o crescimento destes novos players financeiros.

Novos riscos nos pagamentos eletrónicos

Além do aumento avassalador das compras online já implicar alguns cuidados com a fiabilidade do vendedor ou a qualidade do produto, registou-se também um aumento da exposição de compradores e vendedores ao cibercrime. Essa exposição traz novos riscos e desafios para os pagamentos eletrónicos. É preciso garantir a sua máxima segurança e também que se adaptam aos novos modelos de comércio eletrónicos (cada vez mais flexíveis).

Estes novos modelos requerem uma infraestrutura de pagamentos robusta que os torne seguros, confiáveis ​​e simples para compradores e vendedores.

Homem a ver o telemóvel e à volta é possível ver-se icons de aplicações, que parecem sair do aparelho

Serviços financeiros vistos como experiência

Os serviços e produtos bancários e de seguros, na sua maioria, ainda são vistos como uma necessidade. Por isso a lealdade dos clientes para com os bancos e seguradoras que consideram credíveis ainda é um fator de peso. No entanto, esta ideia de lealdade está a ser substituída por uma relação focada na experiência.

Logo, o objetivo de quem oferece serviços financeiros passa a ser oferecer ao cliente a melhor experiência possível. O cliente é posto no centro e controla totalmente a sua vida financeira. Desse modo, o papel das entidades que prestam esses serviços não é apenas vender um produto ou um serviço, mas contribuir para um grau de alfabetização financeira que capacite o cliente para tomar as melhores decisões.

Popularização da tecnologia blockchain

O blockchain é uma tecnologia informática que tem como objetivo garantir a segurança das operações informáticas. Esta tecnologia tem vindo a ganhar destaque por ser utilizada com as moedas virtuais, as criptomoedas, cuja lógica de funcionamento assenta diretamente nesta tecnologia. Assim, possibilita uma abordagem segura e descentralizada das finanças pessoais e ainda substituir as notas e moedas tradicionais por dinheiro e moedas virtuais.

Cooperação

Há uma tendência crescente e uma predisposição para que bancos, seguradoras e outras instituições financeiras mais tradicionais cooperem com as fintech. A colaboração entre os "novos" e os "velhos" mundos financeiros pode ser um jogo de soma positiva, em que ganham todos os lados. Esta cooperação permite oferecer serviços combinados e explorando novas maneiras de distribuir serviços bancários. Por isso, é de esperar que operações de investimento, aquisições e parcerias entre os tradicionais e os disruptivos players do setor financeiro e tecnológico.

Serviços financeiros mais sustentáveis

Promover cadeias de valor transparentes, a diversidade, inclusão e igualdade de género e a economia circular vão estar, cada vez mais, nas decisões e gestão dos produtos financeiros. Estão a aparecer fintech em que a partir de uma simples aplicação é possível ter acesso a uma plataforma de investimentos em produtos financeiros verdes sem ser preciso ir ao banco para investir ou que lhe dizem qual é a pegada ecológica dos seus pagamentos e compras.

Leia ainda: Investimento sustentável: investir e ajudar o planeta

Modelos de trabalho híbridos

Com a pandemia intensificou-se o teletrabalho e os modelos tradicionais de trabalho, bem como o local de trabalho foram repensados. Muitas empresas já admitiram não voltar ao escritório ou optar por um modelo que mistura trabalho presencial e remoto, tornando-o uma prática definitiva. Ora, estes novos modelos de trabalho podem vir a facilitar o crescimento dos nómadas digitais, que procuram produtos e serviços financeiros virtuais, eficientes, simples e globais. O habitat por excelência das fintech.

O que está e pode mudar na regulação?

Para além de ser vital que a regulação acompanhe a evolução do mercado e se adapte às novas realidades do setor financeiro, importa que seja capaz de acolher as fintech. Assim, existem tópicos de discussão em aberto que muito podem influenciar a sua evolução, designadamente:  

  • Criação de moedas digitais pelos bancos centrais. Trata-se de uma versão virtual do dinheiro emitido e garantido por um banco central. Pode ser uma solução ambientalmente mais sustentável, segura, inclusiva e totalmente digital.
  • Novas fontes alternativas de capital como é o caso do financiamento colaborativo.
  • Incorporação da sustentabilidade nos critérios de decisão de investimento. As decisões sobre investimentos devem ir além dos critérios e indicadores financeiros e considerar também aspetos não financeiros relacionados com as dimensões ESG da sustentabilidade (ambiente, social e governance).
  • Eliminar o greenwashing. Importa melhorar a transparência, a padronização e o conhecimento sobre os critérios ESG para evitar abusos e equívocos.

Leia ainda: 5 ideias para planear a independência financeira

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