Fez um crédito e está com um peso na consciência? Precisa de pedir um crédito e está com receio de tomar uma decisão errada? O Dr. Finanças tem procurado contribuir para a discussão do crédito bom e do crédito mau e gostaríamos de lhe apresentar alguns argumentos para que possa tomar a melhor decisão para o seu caso concreto.

O crédito é bom ou é mau?

Costumamos dizer no Dr. Finanças que não existem muitas coisas que sejam boas ou más à partida. O que torna as coisas boas ou más é a utilização que lhes damos. Assim, temos de nos questionar:

  • Será que preciso mesmo de pedir dinheiro emprestado?
  • Será que preciso mesmo de fazer esta compra ou esta despesa?
  • Tenho alternativas ao crédito?
  • Posso esperar algum tempo, poupar e comprar a pronto?
  • A prestação deste crédito enquadra-se no meu orçamento familiar?

São muitas as perguntas que temos de nos colocar. Podemos ter dúvidas mas a existência de dúvidas é já um sinal de que talvez não precisemos ou não devamos fazer aquele crédito em particular.

O que faz um crédito bom?

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Um crédito bom permite – por exemplo – fazer face a uma despesa essencial à nossa sobrevivência.

 

Mais uma vez, é a utilização que fazemos do crédito que tem a capacidade de o tornar algo bom. Assim, destacamos algumas ideias que podem fazer um crédito ser bom para as suas finanças pessoais:

  • Permite-me fazer face a uma despesa essencial para a minha sobrevivência (por exemplo, uma despesa de saúde);
  • Permite-me evitar ou reduzir custos (por exemplo, um crédito habitação evita que tenhamos de pagar a um senhorio ou o crédito consolidado reduz significativamente as nossas prestações);
  • Permite-me realizar um investimento criador de valor (por exemplo, lançar o meu próprio negócio).

O que torna um crédito mau?

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Um crédito mau é, entre outras coisas, um crédito que visa ajudar a pagar algo desnecessário e fora do orçamento familiar.

 

Um crédito mau é um crédito que tem pelo menos uma destas características:

  • Compra de um bem ou serviço desnecessário;
  • Compra de um bem ou serviço cujo valor irá reduzir fortemente no tempo;
  • Prestação claramente fora do orçamento familiar;
  • Contrato com taxas de juro demasiado elevadas ou acima da média.

Como garantir que tenho o melhor crédito possível?

Se já respondeu às questões acima formuladas e se já se decidiu por um crédito bom, restará procurar toda a informação possível para garantir que consegue suportar a prestação mensal (mesmo se as condições se alterarem) e que tem a taxa de juro mais baixa possível. Se precisar de aconselhamento não hesite e deixe as suas dúvidas nos comentários a este artigo ou preencha o seu pedido de simulação.