Rendimentos

9 coisas a ter em conta quando está a negociar o seu salário

Fizeram-lhe uma oferta de trabalho, mas o salário não é aquele que esperava? Reunimos 9 dicas para o ajudar a preparar a negociação.

Há quem prefira negociar o salário líquido, ou seja, o valor correspondente àquilo que vai efetivamente ganhar depois de descontos feitos e taxas pagas, para ter uma ideia mais clara do dinheiro com que poderá contar, e muitas vezes também por não saber calcular o salário líquido a partir do bruto.

Por aqui, contudo, somos team #SalárioBruto for the win! Isto porque negociar o valor líquido dá menos flexibilidade na negociação e pode ser mais arriscado, uma vez que é muito volátil.

Por exemplo, se os valores de taxas e impostos forem alterados depois de a negociação ser feita, ou se a sua situação familiar mudar (se se casar, por exemplo), entre vários outros fatores, o salário líquido vai mudar, enquanto que o salário bruto é um valor estanque e é o único que fica efetivamente contratualizado.

Assim, é muito mais seguro negociar o salário bruto e saber como calcular o líquido, para poder saber sempre com o que contar.

O que deve, então, fazer e ter em conta no momento de negociar o salário bruto?

Leia ainda: Salário líquido: Saiba quanto vai ganhar em 2022

1. Informe-se

Nem sempre o que gostaríamos de receber corresponde ao que se pratica no mercado. Antes da negociação, descubra qual é o salário médio de uma pessoa na sua posição e com a sua experiência no mercado de trabalho para que se está a candidatar. Use plataformas como Glassdoor e Indeed, ou fale com pessoas da área em questão, por exemplo, para ter informação pertinente do seu lado no momento de negociar o seu salário.

2. Sem medos!

O tema “dinheiro” é delicado no geral, especialmente quando debatido com um potencial empregador, e ainda por cima se o valor base proposto for decente. Mas, se sente que faz sentido falar sobre o assunto, faça o seu trabalho de casa, leve a sensibilidade e o tato consigo, acrescente uma dose de confiança, e mantenha presente que não vai falar com um inimigo mas sim com alguém que o quer na equipa e, em princípio, quer que esteja feliz.

3. Apresente as suas razões

Foque-se no “porquê”. Mais do que negociar o salário de forma que se torne em algo atrativo para si, deve dizer à empresa os motivos pelos quais acredita que o valor faz sentido. Porque é que a empresa lhe deve oferecer o que está a propor? O que pode dar à empresa que justifique este salário?

A sua experiência e as skills que tem relevantes para o trabalho que vai fazer valem mais do que aquilo que lhe está a ser oferecido? Questione-se sobre estes pontos, e certifique-se de que responde a todos antes de apresentar os seus argumentos.

4. Compreenda a oferta de benefícios

A oferta de benefícios como forma de complementar os salários fixos potencia o rendimento do colaborador e poupa dinheiro à empresa, pelo que cada vez mais as empresas caminham neste sentido. Perceba se há benefícios previstos na sua compensação além do salário base e como vão maximizar aquilo que vai receber. Se a empresa usa Coverflex pode oferecer cartão refeição, vales infância, ou o pacote completo de benefícios flexíveis.

Leia ainda: Benefícios flexíveis no trabalho: Dos mais comuns às novas tendências

5. O trabalho é remoto?

Se a posição a que se está a candidatar é fully remote (trabalho integralmente remoto), compreenda se a empresa oferece alguns benefícios que vão ao encontro deste regime de trabalho, como por exemplo um montante para equipar o seu escritório em casa.

6. Diga a verdade

Pode dar à empresa informações que sinta que podem fazer a diferença no momento de decisão sobre aquilo que será o seu salário - por exemplo, se receber outra oferta de emprego em que o valor proposto é mais elevado do que aquele que lhe está a ser proposto por esta empresa, fornecer essa informação pode dar-lhe margem de negociação.

Mas é fundamental que não inflacione esse valor ou fuja à verdade de outra forma qualquer - não só a empresa pode ter forma de confirmar o que está a dizer, como começar com falta de transparência não é, de todo, um bom presságio.

7. Há transparência salarial na empresa?

Por falar em transparência, e embora este ponto não esteja necessariamente relacionado com a negociação do salário, achamos relevante chamá-lo a atenção para a importância da transparência salarial. Nem todas as empresas o fazem, mas nunca é demais sensibilizar para o tema, não pela simples curiosidade de se saber o que os colegas recebem, mas sim para fomentar a igualdade salarial entre todos os colaboradores.

Segundo dados da Comissão Europeia, as mulheres ganham, em média, menos 14,1% por hora do que os homens. Os dados são de 2019 e fazem uma média da situação na União Europeia, o que significa que há situações em que a desigualdade salarial é menor mas também há casos em que é maior. Já nos Estados Unidos, os trabalhadores LGBT ganham menos 10% do que o salário médio.

Independentemente do género com que se identifique, pode questionar sobre o tópico na altura da negociação do salário, não só pelos motivos mencionados mas também porque saber quanto a empresa paga a pessoas em posições semelhantes pode ajudar no momento da negociação.

Leia ainda: Responsabilidade Social: Que papel tem na reinvenção das empresas?

8. Saiba quando parar

Sugerimos-lhe acima que levasse a sensibilidade e o tato consigo. Use-os para a negociação do seu salário, mas também para saber identificar o momento em que já disse tudo. Se a empresa não lhe parece inclinada para corresponder às suas expectativas de salário, insistir não vai levar a negociação a bom porto.

E, se sentir que não lhe está a ser oferecida uma compensação justa, talvez seja melhor espreitar outras oportunidades de emprego do que começar uma relação com a empresa com o pé esquerdo.

9. Tudo por escrito

No momento em que se chegar a uma conclusão sobre a sua compensação, certifique-se de que fica tudo por escrito. Muitas empresas enviam um documento com os valores e os detalhes acordados mas, caso não tenha a certeza de que isso vai acontecer, peça à empresa que o faça. Lembre-se de que nesse documento deve estar mencionado tudo o que ficou combinado: o salário bruto base, benefícios, subsídios, e tudo o resto que faça parte da sua compensação, bem como uma indicação das suas responsabilidades dentro da empresa.

Quando recebem uma oferta de trabalho, muitas pessoas aceitam o primeiro valor que lhes é proposto. O medo de negociar é frequente e passa pelo receio de serem mal interpretadas, de não estarem bem preparadas para negociar, ou mesmo de que só o facto de questionar o salário possa levar a empresa a voltar atrás na oferta de trabalho.

Acontece, no entanto, que muitas empresas esperam uma negociação da parte do candidato. O valor inicial é um valor base que, dependendo do que o candidato trouxer para cima da mesa, pode subir. É, assim, muito importante que se prepare para falar sobre o tema, e que aborde o assunto com objetividade, mantendo o respeito pela empresa - e por si.

Leia ainda: Como escolher entre duas propostas de trabalho

A compensação não precisa de ser tão complicada. A Coverflex é a solução de compensação flexível que ajuda a reduzir os custos das empresas e maximizar o potencial de rendimento dos colaboradores. Benefícios, seguros, subsídio de alimentação e descontos: tudo num só lugar.

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