O financiamento a crédito tem assistido a níveis de incumprimento bastante elevados. Infelizmente, o desconhecimento das diferentes formas de correção dos incumprimentos tem levado muitas famílias a cometerem erros que os levam a uma situação pior do que a inicial.

Para que não cometa determinados erros aqui estão algumas dicas que ajudam a corrigir o descontrolo financeiro.

Redobre a atenção com o crédito fácil

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Quando chegamos a uma situação de escassez de dinheiro há a tentação de procurar formas aparentemente fáceis de aumentar o rendimento. Mas é sempre uma aparência, pois não existem soluções milagrosas. Um bom critério que pode adotar é que quanto mais fácil é a obtenção de crédito mais deve desconfiar. Se é assim tão fácil é porque lhe vai sair muito caro. Ainda nos lembramos da facilidade com que algumas instituições bancárias enviavam para nossa casa soluções de crédito pré-aprovado sem que nós tivéssemos de fazer nada para isso.

Temos observado que há alguma tendência para o desaparecimento deste tipo de comunicação entre os bancos e os clientes. Em substituição, temos visto o surgimento de particulares que atuam como “donas brancas”. Há um aproveitamento por parte dos agiotas para se aproveitarem de situações de fragilidade económica e cobrarem juros elevadíssimos. Lembre-se que o barato pode sair-lhe muito caro!

Não recorra a crédito para pagar as despesas essenciais

Procure ter um orçamento familiar em que tenha bem contabilizado os seus gastos essenciais. Faça contas à vida de forma que esses gastos nunca sejam colmatados com recurso a dinheiro de terceiros. Isto é, solicitar um crédito para pagar este tipo de despesas é claramente um sinal de alarme de descontrolo financeiro.

As formas de recorrer a dinheiro que não é nosso são variadas e de fácil acesso. A utilização do descoberto da conta ordenado, ou o recurso ao cartão de crédito, são exemplos de formas fáceis (e caras) de recorrer no imediato a dinheiro que julgamos ser nosso, mas que é do banco. Pagar despesas essenciais desta forma é encarecer muito os gastos do dia a dia. Se está nesta situação não fique paralisado. Tudo tem solução e nós podemos ajudar para intervenção imediata.

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Recorra a especialistas na negociação dos seus créditos

A generalização das dificuldades financeiras entre os portugueses e os consequentes níveis de incumprimento podem ajudar a resolver a situação. Repare que este cenário tem levado as instituições financeiras a perceber que mais vale negociar no imediato com o devedor do que nunca mais ver essa dívida saldada. Os bancos não facilitam e muitas vezes aproveitam-se do desconhecimento dos particulares, por isso é importante aprender a negociar com as instituições financeiras para conseguir reduzir prestações e cortar custos (por exemplo, cortar com comissões ou seguros que não precisa). A este nível tem sempre a possibilidade de recorrer a consultores especializados em negociar com os bancos. O Doutor Finanças pode ajudá-lo neste processo de renegociação. Saiba mais aqui.

Dê largas à criatividade e reduza os custos

É comum encontrarmos pessoas que afirmam já não ser possível fazer mais nada, que no fundo atiram a toalha ao chão e desistem de fazer mais alterações à sua vida. Esta atitude de desânimo não nos leva a lado nenhum. Se está numa situação de dificuldades financeiras, ou perspetiva vir a estar, não se esqueça que existem soluções para reduzir mais os seus encargos. A dificuldade aguça o engenho e obriga-nos a ser criativos. Assim como muitas empresas nacionais começaram a virar-se para fora e aumentaram os níveis de exportação, também as famílias portuguesas podem encontrar novas formas de equilibrar as finanças pessoais. É uma questão de determinação.