Aproveitei o facto da minha filha querer um telemóvel para a desafiar a gerir dinheiro. Com 12 anos incentivei a minha filha a ganhar os seus primeiros tostões e a conseguir comprar um bem (que na sua perspetiva era de primeira necessidade). Pelo caminho, aprendeu a gerir uma conta, fez um crédito e percebeu a magia dos investimentos.
Contexto: a minha filha queria muito comprar um telemóvel. Há meses que o pedia. Mas, como em tudo na vida, as coisas não caem de mão beijada.
Aproveitei esta sua urgência para a “obrigar” a mergulhar, sem dor, nas finanças pessoais. O meu objetivo? Ajudá-la a lidar com o dinheiro de forma descomplicada. Nada melhor do que usar uma vontade dela para a levar a pôr a mão na massa, numa altura em que o seu risco é em tudo controlado (por mim).
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Incentivar o empreendedor que há dentro deles
Com 12 anos, a minha filha ganhou dinheiro na sua primeira aventura pelo mundo do empreendedorismo.
Nos últimos meses, a minha filha pediu, por diversas vezes, um telemóvel novo. Aproveitei este seu desejo para lhe transmitir algumas bases de empreendedorismo. Como? Reuni alguns objetos usados e disse-lhe que podia comprar o telemóvel com o dinheiro da venda desses objetos.
Para facilitar estas vendas, disse-lhe para instalar o OLX, acompanhei-a na criação de conta e explorámos a aplicação. Tratou dos anúncios, estipulou preços e fez toda a gestão. Regra: tinha tudo de passar por mim, antes de publicar ou responder a qualquer interação.
Além disso, se vendesse produtos que eram meus, tinha de me pagar uma comissão de 20%. O dinheiro é-me indiferente, mas pretendia ensinar-lhe que os artigos possuem um custo e incentivá-la a preferir vender primeiro artigos dela.
Este processo exigiu que ela fizesse um “estudo de mercado”: que outros anúncios existiam, como é que são feitos estes anúncios, que preocupações devia ter, entre outras questões.
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