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Março: Mês pacífico nos mercados financeiros

Março foi marcado por vários eventos com impacto nos mercados financeiros, mas o balanço final não foi significativo,

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Março: Mês pacífico nos mercados financeiros

Março foi marcado por vários eventos com impacto nos mercados financeiros, mas o balanço final não foi significativo,

A invasão da Rússia à Ucrânia começou no dia 24 de fevereiro, e março foi o primeiro mês completo num cenário de guerra na Europa. Este acontecimento por si só já nos poderia indicar que o comportamento dos mercados financeiros teria sido negativo, porque a guerra entre estes dois países tem uma relevância económica elevada.

Tratam-se de duas economias com grande importância em termos energéticos (gás e petróleo), que influenciam os custos de produção em todo o mundo, alavancando o efeito de inflação que já se começava a sentir como reflexo das medidas tomadas durante a pandemia.  

Outro sector com impacto em termos mundiais é o dos cereais (Ucrânia) e que tem também uma grande relevância no mundo global em que vivemos.

Complementarmente, existe o efeito de incerteza e insegurança, não só relativamente à Ucrânia, mas também a meia Europa que tem receio dos próximos passos por parte da Rússia. Uma das medidas conjunturais deste acontecimento é o anunciado reforço dos orçamentos da defesa dos diferentes países da União Europeia, que espelha na perfeição o estado de espírito que as ações da Rússia estão a causar no nosso continente.

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Contexto macroeconómico pré-guerra

A invasão surge num contexto particularmente desafiante, caracterizado por taxas de desemprego reduzidas, crescimento elevado (pós-Covid), inflação muito alta e a ficar descontrolada, taxas de juro reduzidas e por grandes estímulos implementados pelas autoridades governamentais e monetárias, que geraram um aumento exponencial da dívida global.

No início do ano, o grande debate centrava-se na decisão ou não dos Bancos Centrais (BC) dos diferentes blocos normalizarem as suas políticas monetárias, através da subida de taxas e da retirada progressiva de estímulos.

A guerra entre a Rússia e Ucrânia veio agravar toda esta envolvência. A inflação tornou-se ainda maior e mais persistente, “obrigando” os BC a ter de intervir mais rapidamente do que o esperado, de forma a evitar que a inflação fique descontrolada.

Por outro lado, se os BC subirem as taxas de juro a economia irá ressentir-se, numa fase em que as perspetivas de crescimento começam a baixar, em função de todos estes acontecimentos e das notícias provenientes da China, que nos indicam um aumento dos confinamentos em consequência do surgimento de novos casos de Covid.

As restrições e disrupções relacionadas com a guerra e com a situação que estamos a assistir na China, juntamente com o aumento generalizado da inflação (maior subida dos últimos 40 anos), faz com que as expectativas de crescimento se reduzam substancialmente.  

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Mercados financeiros: Reflexo ou desconexão da realidade?

O mês de março, numa primeira fase, trouxe quedas generalizadas nos ativos financeiros. Contudo, à medida que os dias foram avançando, assistimos a uma recuperação dos mercados acionistas, com os diferentes índices a terminarem o mês num nível superior ao pré-pandemia.

Não deixa de ser um comportamento extraordinário, tendo em conta os riscos e incertezas que temos pela frente, não só económicos (Bancos Centrais) como Geopolíticos (Guerra Ucrânia).

O único segmento que apresentou desvalorizações foram as obrigações, pelo simples facto de os investidores anteciparem uma subida das taxas de juro por parte das entidades monetárias. Não deixa de ser interessante verificar que a anunciada subida de juros acabou por não afetar a valorização ou perspetivas de crescimento das empresas nos mercados bolsistas.

Performance da carteira

Conforme referido anteriormente, os ativos das nossas carteiras (moderada e dinâmica) mais afetados negativamente foram a classe das obrigações. Na classe de ações, a exposição aos EUA e mercados desenvolvidos teve uma performance muito positiva, enquanto que a exposição à Asia, muito influenciada pela China, teve uma contribuição negativa para o resultado final.

Em termos globais, as duas carteiras tiveram um comportamento pacífico ou residual, com quedas de -0,04% e de -0,09% respetivamente.

Desde que as implementámos, apresentamos uma performance de 5,03% na carteira moderada e de 4,22% na agressiva.

Desempenho da carteira com perfil moderado

Tabela com a composição e desempenho dos ativos que compõem a carteira de investimento com perfil moderado.
Nota: As rendibilidades apresentadas não têm em consideração custos e impostos, designadamente comissões de custódia e custos de transação. As rendibilidades líquidas seriam sempre inferiores às rendibilidades brutas apresentadas.

A composição da carteira com perfil moderado

Desempenho da carteira com perfil dinâmico

Tabela com a composição e desempenho dos ativos que compõem a carteira de investimento com perfil dinâmico.
Nota: As rendibilidades apresentadas não têm em consideração custos e impostos, designadamente comissões de custódia e custos de transação. As rendibilidades líquidas seriam sempre inferiores às rendibilidades brutas apresentadas.

A composição da carteira com perfil dinâmico

Leia ainda: Fevereiro: Conflito Rússia/Ucrânia domina as atenções dos investidores

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