Finanças pessoais

Investimentos: Por detrás do óbvio…

Investir pode parecer um processo simples e fácil, mas na realidade não o é. É preciso ter algumas noções e muita atenção.

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Investimentos: Por detrás do óbvio…

Investir pode parecer um processo simples e fácil, mas na realidade não o é. É preciso ter algumas noções e muita atenção.

Ao longo dos meses temos chamado a atenção para a importância de sabermos ou percebermos onde estamos a investir. Não basta escolher um nome que conhecemos e comprar umas ações.

Pelo contrário, será importante termos uma ideia do que está por detrás daquela empresa que nos chama a atenção, se os resultados estão a crescer, se irá ter novos mercados, que produtos poderá lançar, se existe ou não concorrência relevante, se a valorização atual corresponde ao negocio presente e futuro…

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Investir em Gestão Ativa

Claro que nem todos têm a capacidade para poder fazer esta análise rigorosa e minuciosa. Por este motivo, o melhor é abordarmos outras opções de investimento, que nos protegem mais face a situações imprevistas que a maior parte dos investidores não consegue identificar.

A solução de investir em fundos é uma excelente alternativa, uma vez que permite adotar uma carteira de uma equipa de gestão que está permanentemente a avaliar novas oportunidades e a “controlar” as posições que tem em carteira, através da análise dos números da empresa, do mercado em que está inserida ou através de contactos com a equipa de gestão de cada uma das empresas.

Esta opção é denominada investimento em gestão ativa, porque cada fundo tem uma equipa de gestão que diariamente trabalha dentro dos pressupostos anteriormente apresentados. Nestes casos, o “trabalho” do investidor passa por escolher o ativo que vai ao encontro aos seus objetivos, ou seja, se pretende um fundo com menos posições em carteira, caracterizado por uma abordagem mais fundamental, ou um fundo mais sistemático, que não se preocupe tanto com a vertente micro (cada empresa) mas sim com um foco macro.

Investir em Gestão Passiva

Outra alternativa é o investimento em gestão passiva ou de uma forma simples, em ETF. Por exemplo, investir no índice do S&P500 através de um ETF que o replique na perfeição. Neste caso, não existe uma equipa de gestão que toma decisões sobre em que empresas deve realocar o dinheiro que tem disponível no fundo, pelo contrário, o dinheiro disponível serve para comprar empresas na proporção do S&P 500 (neste exemplo). O investimento, nestes casos, tem como objetivo estarmos expostos a um mercado que pretendemos, através de uma diversificação considerável, sabendo de antemão que estamos a investir ao sabor do mercado.

Diferenças entre gestão ativa e passiva

No caso da gestão ativa, sabemos que a equipa de gestão se preocupa em alterar a carteira de acordo com o contexto de mercado que estejamos a atravessar e de acordo com as suas convicções. Na gestão passiva isto não se passa, apenas limita-se a seguir o mercado.

2021

Ao longo de 2021 temos abordado inúmeros riscos que poderiam condicionar a performance dos diferentes ativos financeiros. Desde logo a covid-19 e o seu ressurgimento, que acabou por acontecer com novas variantes, a redução dos estímulos económicos, o início da subida das taxas de juro ou a influência que a inflação pode ter no curso da economia global.

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A verdade é que todos estes riscos foram sendo ultrapassados e os investidores mantiveram um otimismo generalizado que permitiu que o ano de 2021 fosse um dos melhores de sempre.

Como exemplo, temos os principais índices americanos que apresentam valorizações entre os 18% e 25%.

Neste artigo vamo-nos focar num desses índices – Nasdaq Composite, que é composto por mais de 2.500 empresas. Desde o início do ano, a performance deste índice tem sido muito positiva, aproximadamente 18%. Esta rentabilidade, por si só, anima os investidores.

Mas para termos uma noção da forma equilibrada como o mercado se está a comportar ou não, devemos analisar quais as componentes, sectores ou empresas que estão a contribuir mais positivamente para a performance do índice.

Analisar o desempenho deste índice excluindo as cinco maiores empresas do índice Nasdaq Composite é ilustrativo: a performance desde o início do ano é de -20%! Este é um dado surpreendente e revelador. A força de mercado está centrada em poucos títulos, o que demonstra uma concentração extrema do mercado, não sendo um sinal de vitalidade, pelo contrário. Se um destes cinco “pesos pesados” tiver um percalço, poderemos ter uma correção muito forte, tendo em conta o peso excessivo que cinco títulos representam num dos maiores índices de ações do mundo.

Ao longo deste artigo, temos vindo a referir a importância de sabermos onde vamos investir, ou em alternativa, encontrar soluções que nos permitam definir uma estratégia de investimento diversificada e equilibrada. Existem pequenos pormenores que podem ter uma grande influência nas nossas opções e quanto mais informação tivermos, mais racionais e fundamentadas serão as nossas decisões de investimento.

O exemplo do Nasdaq Composite é perfeito para a perceção de que devemos tentar aprofundar o conhecimento dos ativos que temos em carteira, de forma a termos uma clara noção do risco/beneficio que podemos vir a obter e, estarmos preparados para definir uma estratégia para um cenário mais adverso.

Leia ainda: Poupar ou investir: Que diferenças separam estes dois conceitos chave?

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