Finanças pessoais

7 sinais que revelam a sua fragilidade financeira

Sente a que a sua situação financeira não é a melhor? Fique a conhecer alguns dos sinais que apontam para eventuais fragilidades.

Finanças pessoais

7 sinais que revelam a sua fragilidade financeira

Sente a que a sua situação financeira não é a melhor? Fique a conhecer alguns dos sinais que apontam para eventuais fragilidades.

Antes da chegada da pandemia da Covid-19, que veio dificultar ainda mais a vida financeira dos portugueses, os números já mostravam que cerca de 70% das famílias tinham dificuldades em pagar as suas despesas mensais.

Neste contexto, destacavam-se os sinais de um nível de fragilidade financeira que, se não for corrigido, pode mesmo comprometer os objetivos e as necessidades essenciais.

Porém, saiba que é possível identificar estes sinais e tentar evitar situações mais complicadas.

1. Não ter fundo de emergência

Um dos principais sinais que revelam a sua fragilidade financeira prende-se com a inexistência de um fundo de emergência. Situações inesperadas acontecem e, por vezes, são bastante dispendiosas. Se não tiver um fundo de maneio para minimizar este impacto repentino, pode colocar a sua segurança financeira em risco.

Um fundo de emergência consiste num montante que assegure, pelo menos, cerca de 6 meses das suas despesas habituais. Assim, caso ocorra alguma situação urgente, como um cenário de desemprego ou um acidente que diminua consideravelmente os seus rendimentos, pode recorrer a este fundo.

Por exemplo, se gastar cerca de 500€ todos os meses em despesas, então deve ter no mínimo 3000€ no seu fundo de emergência. Dependendo da sua realidade, este valor pode ser superior ou inferior. Mais do que o próprio valor, o que importa é que este fundo cubra um determinado número de meses. Não só lhe garante segurança financeira adicional, como "paz de alma".

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2. Pagamento de contas em atraso

Não ter as contas em dia é outro dos sinais de instabilidade financeira. Se não for corrigida a tempo, pode ter consequências graves a longo prazo, pois só tende a piorar. Por exemplo, com o aumento dos preços dos produtos e serviços básicos tem de gastar cada vez mais dinheiro. Logo, se já estiver as suas contas em atraso e não conseguir aumentar os seus rendimentos, a dívida será cada vez maior e difícil de reverter.

De forma a reduzir as suas despesas, comece por negociar todos os contratos que tem. Despesas de eletricidade, internet, seguros de saúde, automóvel e de vida, entre outras, podem ser negociadas. Dependendo da sua situação, pode até conseguir poupar dezenas ou centenas de euros por mês. Além disso, independentemente de se encontrar em dificuldades financeiras ou não, deve sempre negociar. A sua carteira agradece.

3. Plafond do cartão de crédito ultrapassado

Um cartão de crédito traz várias vantagens, mas não deve ser utilizado para "gastar o dinheiro que não tem". Caso contrário, vai rapidamente colocar-se numa situação de incumprimento. Ultrapassar o plafond do seu cartão de crédito acarreta não só custos desnecessários, como pode comprometer o pagamento das suas despesas nos meses subsequentes.

Mesmo que até não ultrapasse o seu plafond, deve ter em consideração que gastar mais dinheiro no seu cartão de crédito além daquele que recebe todos os meses, só traz stress à sua vida. Se receber todos os meses 800€ e gastar 1000€ em cartão de crédito, terá de colocar, no mínimo, 200€ das suas poupanças para pagar essas despesas. Se parcelar esse montante, ainda vai ter de pagar juros.

Se estiver em dificuldades, deve evitar o uso do cartão de crédito. Ter um plafond generoso pode dar a impressão de que tem mais dinheiro disponível. Por essa razão, pode ficar com a sensação de que o problema se resolve facilmente, bastando passar o cartão no terminal de pagamento. No entanto, esse dinheiro não é seu e tem de ser pago.

Ao mesmo tempo que não deve usar o cartão de crédito como “penso rápido”, não deve contrair um crédito pessoal para pagar outras despesas em dívida. Se não tiver dinheiro para pagar uma despesa de 500€, muito dificilmente terá dinheiro para pagar esse valor, acrescido de comissões e juros. Ao invés de recorrer ao crédito, pondere reduzir as suas despesas, aumentar os seus rendimentos ou opte pela consolidação.

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4. Pede dinheiro emprestado para pagar as despesas?

Recorrer a familiares ou amigos para pagar as suas despesas é outro sinal que demonstra fragilidade financeira. Embora possa parecer a solução mais simples, pode ter consequências sérias. Ao contrário de um crédito, se pedir dinheiro emprestado a familiares não paga juros e pode ter até mais facilidades de pagamento. No entanto, se não honrar os seus compromissos, pode prejudicar as suas relações familiares. 

Para evitar complicações, opte primeiro por reduzir consideravelmente as despesas consideradas desnecessárias. Compras por impulso, refeições fora, entre outros, são hábitos que deve evitar enquanto os seus rendimentos não forem suficientes para ir de encontro ao seu estilo de vida. Se já tiver reduzido todas as suas despesas ao essencial, então a alternativa passa por aumentar os seus rendimentos, seja através de um aumento salarial ou um trabalho extra.

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Homem oferece notas de 20 euros, numa alusão ao aumento do salário devido às tabelas de retenção na fonte

5. Não ter quaisquer poupanças

Tal como os rendimentos, também as poupanças trazem segurança à sua vida financeira. Por isso, se não tiver atualmente quaisquer poupanças, deve repensar as suas prioridades. Assim, uma das formas mais eficazes de poupar é definir um orçamento.

Em primeiro lugar, deve identificar todas as despesas mensais e organizá-las por categorias, nomeadamente saúde, educação, alimentação, entre outras. Depois, deve identificar as despesas desnecessárias e eliminá-las. A seguir, deve definir um limite por cada categoria. Ao longo do mês, monitorize as suas despesas de forma a não ultrapassar o limite que definiu.

Inicialmente, é expectável que o seu orçamento não contemple todas as despesas, especialmente as anuais (pagamento do IMI ou IUC). Por essa razão, deve ajustar o seu orçamento ao longo do tempo, de forma a representar corretamente a sua realidade. Não desista caso não veja resultados imediatos. Cumprir um orçamento não é fácil, especialmente se nunca o fez.

6. Atrasos no salário comprometem os seus pagamentos

Nem todas as empresas têm liquidez suficiente para pagar os salários no mesmo dia, todos os meses. Logo, é mais um cenário que reforça a necessidade de ter um fundo de maneio. Neste caso, para fazer face a atrasos no salário.

Se um atraso (nem que seja só de uns dias) compromete os pagamentos das suas despesas, como a conta da eletricidade ou da água, então necessita de fazer mudanças na sua vida financeira.

Por exemplo, se conseguir diminuir as suas despesas mensais em 50€, isto significa que no final do ano vai ter quase 800€ a mais. Suponha que toma o pequeno-almoço fora de casa antes de ir trabalhar e gasta 3€ todos os dias. Esta quantia diária pode parecer pequena, mas no final do mês pode fazer toda a diferença.

Leia ainda: 7 mudanças no estilo de vida para aumentar as suas poupanças

7. Retirar dinheiro do seu PPR para pagar despesas

Recorrer ao dinheiro amealhado no seu PPR para fazer face a emergências é um prenúncio de que algo não vai bem nas suas finanças. Em situações inesperadas, deve recorrer primeiro ao seu fundo de emergência e, só depois, às poupanças. 

Ao recorrer ao seu PPR, está a pedir dinheiro emprestado ao seu futuro para pagar as despesas do presente. Se o fizer várias vezes, não só vai ter custos associados devido à mobilização antecipada, como vai comprometer as poupanças disponíveis depois de se reformar. 

Assim sendo, deve evitar despesas desnecessárias e poupar esse dinheiro para construir o seu fundo de emergência. Caso contrário, qualquer emergência pode colocá-lo numa situação financeira complicada. Lembre-se,todos os euros contam.

Leia ainda: Quanto pago de impostos sobre os rendimentos obtidos com o PPR?

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