Finanças pessoais

7 dicas para reduzir a sua pegada ambiental nas operações financeiras

Saiba como pode ser fácil, cómodo e simples reduzir a sua pegada ambiental fruto das operações financeiras. E ainda consegue poupar.

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7 dicas para reduzir a sua pegada ambiental nas operações financeiras

Saiba como pode ser fácil, cómodo e simples reduzir a sua pegada ambiental fruto das operações financeiras. E ainda consegue poupar.

O ambiente é uma das prioridades do século. Reduzir a pegada ambiental é uma meta comum a empresas e pessoas. Mas, será que a consciencialização se estende à pegada ambiental que deriva de pagamentos, compras, transferências bancárias, abertura de contas ou subscrição de produtos financeiros? Na verdade, estas ações também podem causar emissões e ter impacto negativo no ambiente.

Neste artigo, partilhamos algumas formas de fazer as mesmas operações financeiras, mas com menos impacto. Ou, se possível, de forma neutra e sem deixar pegada.

Pegada ambiental nas operações financeiras

Não é de hoje o interesse da banca em tornar-se, cada vez mais, sustentável. O setor bancário e financeiro em geral já reconheceu e assumiu o seu papel na condução de uma economia hipocarbónico, envolvendo desde os bancos centrais aos bancos comerciais e reguladores financeiros.

Os bancos e as instituições financeiras têm um papel crucial no que diz respeito à concretização dos ODS - Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Contudo, o sucesso para ser financeiramente mais sustentável depende de todos, inclusivamente de si. As novas tecnologias dão-lhe uma ajuda.

1. Conhecer a sua pegada ambiental

O primeiro passo para reduzir é saber o que reduzir. Existem aplicações (app) que pode descarregar e que lhe dizem qual é a pegada ambiental de um pagamento ou de um compra. Para além de lhe apontar as emissões de gases poluentes que essas ações causam, ainda sugerem alternativas, seguramente, mais ecológicas.

Neste contexto, existem fintechs particularmente vocacionadas para ajudar. Por exemplo, através da aplicação da britânica Minimum é possível saber quanto custa ao ambiente as suas compras. Roupa, sapatos, peças de decoração, livros e até uma simples sandes. Já é possível saber o quão ecológicas são as suas compras.

2. Apoiar projetos de desenvolvimento e investimento sustentável

Assim, depois de conhecer a pegada ambiental de certas operações financeiras estará, certamente, em melhores condições de fazer opções mais conscientes. Além disso, o seu desejo de melhorar a sustentabilidade ambiental pode ir mais longe se for ainda mais proativo. Por exemplo, procure aplicações que dão a possibilidade de investir em projetos de desenvolvimento sustentável diretamente através das suas plataformas. Entre muitas outras, uma possibilidade é a francesa Helios, um neobanco que além de proporcionar o mesmo serviço, oferece também uma conta digital com cartão de débito feito de madeira e permite aplicar dinheiro em projetos sustentáveis.

Leia ainda: Investimento sustentável: investir e ajudar o planeta

3. Ter uma conta bancária 100% digital

Abrir uma conta 100% digital, deixando para trás toda a papelada, é mais uma forma de reduzir a sua pegada ambiental. Ter uma conta digital que possa movimentar através de uma app ou do homebanking sem ser necessário ir a um espaço físico é uma mais-valia para o ambiente. Pode fazer pagamentos, investimentos, falar com o seu gestor de conta, consultar investimentos, utilizando, exclusivamente, a internet e o telefone.

Todos os materiais e documentos referentes à subscrição de produtos financeiros, extratos bancários são completamente digitais. Assim, deve apenas garantir que tem espaço na sua caixa de correio eletrónico para receber as comunicações do seu banco.

Em Portugal, o Activ Bank ou o Unibanco disponibilizam estas contas digitais. Mas, a tendência é para que a oferta destes modelos aumente a par do crescimento das fintech e dos neobancos.

codigo qr num telemóvel

4. Reciclar os cartões bancários

O que faz aos cartões bancários que já não utiliza, passaram de validade ou se estragaram? Pode reciclá-los. Porém, a reciclagem dos cartões bancários não é feita através do método usado com o restante plástico, já que contêm componentes eletrónicos que não são digeridos no processo de reciclagam. Por isso, atenção, não pode separar e colocar os cartões que já não usa no ecoponto amarelo. Pode e deve entregá-los para reciclagem através de outro sistema.

Recentemente, nasceu o movimento MERECE que se destina à reciclagem de cartões eletrónicos. Basta dirigir-se ao seu banco e depositar o cartão no ponto de recolha. Após a recolha dos cartões inutilizados estes são transformados em pequenos pedaços de plástico que depois servem de matéria-prima para peças de mobiliário urbano. Os mais recentes estudos apontam para que a produção de cada cartão com componentes eletrónicos tenha uma pegada ambiental de, aproximadamente, 150 gramas.

5. Fazer compras sem pagar em dinheiro

Com as diversas formas de pagamentos eletrónicos que temos à disposição os pagamentos em dinheiro já estão em segundo plano e quase que "fora de moda". Esta é mais uma forma de reduzir a sua pegada ambiental em matéria de operações financeiras. É mais ecológico, seguro e cómodo. Com a pandemia da Covid-19 tornou-se também uma prática mais saudável e, cada vez mais, recomendável. Assim, pode escolher entre usar cartões bancários, o telemóvel, o homebanking, para fazer os seus pagamentos. Contudo, efetivamente, só funcionam se o vendedor também tiver essas funcionalidades e se usar a internet.

6. Explorar novas tecnologias cashless

A utilização das novas tecnologias desde os telemóveis, aos robôs e à inteligência artificial, têm transformado o modo como vivemos, fazemos compras e viajamos. Em cidades cada vez mais inteligentes e ultra conectadas, viver sem dinheiro físico pode mesmo ser possível. Tudo, graças às tecnologias de pagamento mobile. Tratam-se de soluções cashless em que, como o próprio nome indica, basta um smartphone ligado à internet para pagar compras ou subscrever um serviço.

As alternativas digitais para fazer operações financeiras não se resumem ao uso de um cartão ou a fazer pagamentos. Há todo um manancial tecnológico a surgir graças, sobretudo, aos neobancos. Esta nova geração de bancos, totalmente digitais, oferecem experiências financeiras diferentes. Por exemplo, fazer pagamentos em pontos de venda sem precisar de um terminal de pagamento e sem MBway. A proposta Viva Wallet POS, criada pelo primeiro neobanco europeu, transforma qualquer smartphone num terminal de pagamentos.

7. Faça pagamentos e outras operações via homebanking

Esta é talvez uma das medidas mais fáceis e rápidas de colocar em prática e com efeitos imediatos. Ao escolher fazer operações financeiras diárias, através do seu homebanking, já está a ajudar a reduzir a sua pegada ambiental.

Para além do impacto no ambiente vai, certamente, conseguir poupar tempo e combustível se evitar deslocações para fazer pagamentos correntes. Por exemplo, o pagamento das despesas da água, luz, gás, telecomunicações, pode ser feito sem ir até aos respetivos serviços ou sequer ao multibanco.

Leia ainda: Homebanking: poupe tempo e dinheiro  

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