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Excesso de informação? 3 dicas para descansar o cérebro na era digital

O excesso de informação, sobretudo digital, tornou imperativo descansar o cérebro. As más consequências são muitas.

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Excesso de informação? 3 dicas para descansar o cérebro na era digital

O excesso de informação, sobretudo digital, tornou imperativo descansar o cérebro. As más consequências são muitas.

Descansar o cérebro na era digital pode ser fundamental para preservar a sua memória. Os especialistas nestas matérias consideram que a tecnologia, sobretudo o uso constante da internet, pode alterar a capacidade de atenção, afetando sobretudo a memória de curto prazo.

Assim, este é um dos impactos nocivos da tecnologia que leva, cada vez mais, as pessoas a ganhar consciência digital, sobretudo quando se aproximam períodos de férias, em que a expressão “desconectar para conectar” ganha (ainda) mais relevância.

São estes os períodos em que as pessoas se sentem mais propensas a deixar de lado os dispositivos móveis para aproveitar momentos de convívio em família, com amigos ou apenas consigo.

Leia ainda: Vai de férias? 5 estratégias para desligar do trabalho

Contudo, para algumas pessoas este “desligar” do mundo digital pode ser muito desafiante, face ao constante uso da tecnologia no dia a dia.

Uma vez que tomar consciência pode ser o primeiro passo para reduzir essa utilização, partilhamos três dicas que podem ajudá-lo a adotar novos hábitos.

1. Dar descanso ao cérebro, passando à prática

William Glasser, psiquiatra americano, desenvolveu a Pirâmide de Aprendizagem na qual explora a forma como o nosso cérebro aprende e retém a informação, destacando os métodos de aprendizagem passiva e aprendizagem ativa.

A aprendizagem passiva ocorre quando lemos, ouvimos e observamos, sendo que o cérebro apenas retém 10% daquilo que lê, 20% daquilo que ouve e 30% daquilo que observa. Quando a pessoa vê e ouve, o cérebro consegue reter 50% da informação.

Já a aprendizagem ativa acontece quando se discute, quando se faz e quando se ensina a outros.

O cérebro retém 70% da informação quando se debate algum tema (conversar, perguntar, relatar, reproduzir), 80% da informação quando se coloca em prática (escrever, interpretar, comunicar, praticar) e 95% da informação quando se ensina a outros (explicar, resumir, estruturar, elaborar).

Optar pelos métodos de aprendizagem ativa pode ser uma boa forma de levar o cérebro a descansar do consumo de informação, enquanto continua a retê-la de uma forma ainda mais eficiente.

Além disso, desta forma estimula-se a interação com os outros, um dos aspetos que a tecnologia também tem impactado de forma menos positiva.

burnout jovem cansada

2. Ficar contente por “ficar de fora”

O conceito JOMO (Joy of Missing Out) refere-se a um estado de alegria que se alcança por “perder algo” ou “ficar de fora”, sem preocupar com o que as outras pessoas possam dizer.

O termo surge como resposta ao conceito de FOMO (Fear of Missing Out), que significa “medo de ficar de fora” e que ficou popularizado ao ser associado à necessidade constante de consultar as redes sociais, devido ao receio de perder alguma informação, oportunidade ou evento importante.

Já o JOMO vem defender que cada um é livre de passar o tempo a fazer aquilo que quer, mesmo quando isso significa não fazer nada, e aceitar que pode estar a perder qualquer coisa, mas que isso não é um problema.

Assim, este conceito pode ser uma excelente estratégia para ajudar o cérebro a descansar da sobrecarga de informação digital escolhendo, conscientemente, desconectar e ficar de fora.

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3. Exercitar o cérebro e adquirir novos hábitos

O cérebro tem a capacidade de se modificar ao longo da vida, o que significa que é possível implementar hábitos saudáveis, substituindo aqueles que são menos saudáveis.

Existem algumas estratégias, comprovadas cientificamente, que promovem um cérebro mais saudável, tais como:

  • Praticar atividades estimulantes e adquirir novas aprendizagens: não só torna o cérebro mais ágil, como reduz a probabilidade de desenvolver doenças cerebrais (por exemplo: aprender novos idiomas, resolver problemas de matemática ou fazer palavras cruzadas);
  • Ter uma boa noite de sono: o sono tem uma função reparadora, ajudando a reestruturar a memória a curto e longo prazo, para tal é importante manter um horário regular de deitar e acordar, manter fora do quarto qualquer dispositivo tecnológico e dormir entre 7 a 8 horas por dia (aconselhado em idade adulta);
  • Praticar meditação: a investigação demonstra que a prática de meditação tem um impacto direto no bem-estar geral, melhorando a capacidade de concentração, a memória de trabalho e reduzindo o stress e a ansiedade, sendo que a prática diária recomendada é entre 10 a 20 minutos;
  • Movimentar: algumas investigações demonstram que existe uma relação entre sedentarismo e a demência e o declínio da capacidade cognitiva. Para combater os momentos de inatividade deve colocar um alarme para se movimentar depois de ficar sentado entre 20 a 30 minutos;
  • Focar em uma tarefa em vez de fazer multitasking: o cérebro não está desenhado para desenvolver várias tarefas em simultâneo com o mesmo nível de complexidade. Ao focar em uma tarefa apenas o cérebro estará a utilizar em pleno a sua capacidade de atenção o que permitirá ser mais produtivo e evitar dispersão e cansaço mental;
  • Reduzir o consumo de informação online e evitar o excesso de distrações que podem gerar ansiedade, stress e viciar em dopamina (neurotransmissor associado à sensação de bem-estar e prazer que leva o cérebro a procurar sensações mais imediatas de conquista e motivação).

Resumindo, numa sociedade cada vez mais dominada pela tecnologia, e tendo em conta os repetidos alertas para os perigos da sobrecarga de informação, cabe a cada um ser consciente e adotar as melhores estratégias para proteger a sua saúde mental.

Leia ainda: Evitar e combater o stress: 18 dicas para equilibrar trabalho e vida pessoal

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