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Vantagens e desvantagens de trabalhar como comissionista

Trabalhar à comissão traz vantagens e desvantagens num mercado de trabalho em constante mudança. Saiba mais sobre esta atividade e o que deve ter em conta.

Rui Aspas Rui Aspas , 15 Novembro 2019

O mercado de trabalho tem sofrido alterações significativas nos últimos anos, fruto não só das revisões sucessivas ao Código do Trabalho, mas também das modificações que o mundo empresarial tem sofrido decorrentes entre outras situações do avanço da tecnologia. 

Cada vez mais profissionais, para fazer face a dificuldades económicas, tem optado pela conjugação do trabalho por conta de outrém com o exercício de atividade de forma independente.

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No entanto, existem também profissionais que se dedicam em termos de atividade principal, ao trabalho remunerado sob a forma de pagamento à comissão. 

Conheça neste artigo em que consiste o trabalho como comissionista e quais as vantagens e desvantagens deste modelo de atividade profissional.

Trabalhar à comissão

Trabalhar à comissão significa exercer uma determinada atividade sem ter associado uma remuneração fixa de forma regular, por norma mensal. 

As atividades profissionais mais ligadas ao trabalho como comissionista são as que dizem respeito à parte comercial mas não só. De referir que o trabalho como comissionista pode ser também realizado mesmo que a ele esteja associada uma componente base. 

Neste caso, diz-se que a remuneração é variável e depende do lucro gerado pelas vendas conseguidas. Existem trabalhos em que não existe nenhuma base salarial, pelo que o rendimento da pessoa constitui totalmente das comissões geradas em determinado período de tempo.

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Quais as vantagens?

Para as empresas, o risco é reduzido pois não há nenhum tipo de vínculo contratual o que se traduz em poupança ao nível das contribuições obrigatórias para a segurança social, já para não referir o pagamento de uma remuneração de base fixa. 

Para os trabalhadores, o trabalho sob a forma comissionada pode resultar em ganhos elevados mediante o cumprimento de objetivos, que são geralmente indexados às metas propostas e devidamente atingidas: quanto mais vender, mais ganha. 

Outra das vantagens tem a ver com a capacidade de autonomia, podendo conciliar diferentes atividades profissionais, sem estar preso a um horário ou local de trabalho.

Pode inclusive, consoante o desempenho manifestado, tornar-se uma referência na área e ser convidado para formar outros profissionais na área, gerando lucros resultantes dessa atividade formativa.

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Quais as principais dificuldades?

A primeira grande desvantagem tem a ver com o facto de não auferir um ordenado certo e constante o que pode em alguns momentos gerar insatisfação e com isso uma quebra de rendimento acentuada que se traduz em prejuízo financeiro, pois se não vende, não ganha. 

Depois, há a questão da enorme concorrência uma vez que este tipo de atividade profissional está a crescer: as empresas procuram cada vez mais reduzir os encargos com os trabalhadores e por isso estão em crescendo aquelas que recorrer a serviços de comissionistas para atingimento de resultados. 

Assim, trabalhar à comissão pode significar gerir o tempo disponível consoante os projectos em que se está envolvido, e com isso definir o limite de rendimentos que está disposto a obter para manter um nível de vida equilibrado e financeiramente sustentável.

Ainda assim, não deixa de ser uma atividade instável uma vez que não dispõe do mecanismo de segurança e protecção de que beneficiam quem trabalha por conta de outrem. 

Como em todas as decisões, a ponderação dos prós e contras é sempre uma boa forma de avaliar o passo que se está disposto a dar. 

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