Crédito

Renegociar crédito habitação: poupe milhares de euros sem sair de casa

É possível renegociar o crédito habitação quase sem sair de casa. Conheça os vários passos que pode dar em direção à poupança com a transferência do seu crédito.

Daniela Gonçalves Daniela Gonçalves , 26 Maio 2020

Num tempo marcado pela incerteza e uma sensação de quase impotência face a tudo o que se está a passar, há algo muito concreto que pode fazer pelas suas finanças pessoais: renegociar crédito habitação. A poupança pode chegar aos milhares de euros e tornar o seu orçamento familiar mais folgado nos próximos anos. 

Esta pode ser uma boa oportunidade para analisar e proceder à transferência do seu crédito habitação. Isto porque o processo é simples e pode ser realizado 90% de forma digital. Apenas a nova escritura tem de ser feita de forma presencial, mas esse momento só acontece no final do processo. Conheça os vários passos que pode dar em direção à poupança com o seu crédito habitação, sem ter que sair de casa. 

Como é o processo?

A transferência de crédito habitação envolve várias etapas. Pode transferir por si próprio ou recorrer a um intermediário, como o Doutor Finanças - o que lhe permite encontrar as melhores soluções num curto espaço de tempo. Além disso, todo o processo é acompanhado a par e passo pelos nossos especialistas e todas as dúvidas são esclarecidas prontamente. 

Há essencialmente 3 passos a seguir neste processo: 

1. Fazer o pedido de análise pelo especialista de crédito habitação

Deve preencher o formulário de crédito habitação e facultar - nesta primeira fase - dados gerais. É o início da análise. A partir deste momento, o consultor entra em contacto consigo para os passos seguintes.

2. Envio de documentação

As necessidades podem variar de caso para caso, mas há uma lista de documentos que deve - à partida - ter disponíveis para apresentar ao especialista que está a analisar o seu caso.

Entre eles estão: 

3. Aberturas de conta e avaliações à distância 

Embora já existissem vários serviços com a possibilidade de serem requisitados e feitos de forma digital, com a necessidade de confinamento social surgiram processos com essa alternativa. 

Uma das necessidades que surge num processo de transferência de crédito habitação é a nova avaliação do imóvel. Se antes do surgimento da pandemia, este era uma tarefa feita, inevitavelmente, no próprio local pelo avaliador, neste momento, os imóveis podem ser avaliados através de alternativas tecnológicas

No decorrer do processo pode também a necessidade de assinar documentos e isso poderia, à partida, ser um entrave. No entanto, com a Chave Móvel Digital - que já existia antes, mas agora revela-se ainda mais útil - pode assinar documentos sem sair de casa. Basta apenas que tenha acesso à internet. 

A Diana vai poupar mais de 20.000 € no final do seu empréstimo

Analisamos um caso recente de quem transferiu o seu crédito habitação com o Doutor Finanças e poupou milhares de euros:

A Diana (nome fictício) tinha um spread de 1,45%, 138.000€ em dívida e uma prestação de 384,36€ mensais.
Ao transferir o crédito habitação, passou a ter um spread de 1,1%  e uma prestação mensal de 346,47€. Conquistou assim uma poupança de 37,89€/mês x 467 meses . Ou seja: 17.694,63€ de poupança até ao final do contrato do novo crédito habitação.

Além disso, a Diana pagava 5,50€ de mensalidade no seu banco + 17€ anuidade de cartão de débito + 2,50€ mensalidade do cartão de crédito + 2,90€ processamento da mensalidade. Com a operação de transferência de crédito com o Doutor Finanças, todas estas despesas ficaram reduzidas a 2€ por mês. O que representa 4.817,88€ de poupança no final do novo contrato.
Ficou ainda sem a obrigatoriedade de uso do cartão de crédito e sem o encargo do seguro de recheio da casa que o banco onde tinha o antigo crédito habitação obrigava e que rondava os 10€/mês.

No total, a Diana conseguiu poupar mais de 22.500€.

Escritura presencial - mas com regras específicas 

A escritura é um dos últimos passos do processo de transferência de crédito habitação. E é o único que requer, por enquanto, uma deslocação ao notário. Isto porque o Código do Notariado não prevê ainda a possibilidade de os documentos serem assinados digitalmente. Ou seja: as escrituras continuam a ser realizadas presencialmente, mas com limitações. Um maior intervalo de tempo entre atos e o cumprimento de todas as recomendações de higiene e segurança da Direção-Geral da Saúde (DGS) são algumas das regras estabelecidas. 

Há alguma alternativa? Sim, de facto há: o  Documento Particular Autenticado (DPA). Dispensa a necessidade de um notário, requer apenas um advogado, solicitador ou conservador. No entanto, é uma opção que depende da instituição que concede o novo crédito habitação. 

Procure informar-se junto do banco em questão sobre a possibilidade de recorrer a este documento em alternativa à escritura notarial. 

Dúvida: pedir moratória ou transferir crédito habitação?

Muito se tem falado nas moratórias - adiamento do pagamento das prestações dos créditos. Isto porque o Governo aprovou uma medida que determina que a cobrança de créditos por parte da banca fica suspensa durante seis meses, até 30 de setembro de 2020, em casos de redução de rendimentos. Por isso, é natural que, ao falarmos de transferência de crédito habitação, surja esta dúvida. 

Lembramos que existem 3 tipos de moratórias

  • Suspensão total de pagamento: adia-se o pagamento do capital em dívida e respetivos encargos com o crédito; 
  • Adiamento do pagamento do capital: adia-se apenas o pagamento do capital em dívida, continuando a assegurar-se a liquidação dos juros; 
  • Suspensão de uma parte do capital: pagam-se os juros e uma parcela da prestação correspondente ao capital em dívida. 

Importa salientar que estas suspensões mantém todas as condições pré-estabelecidas, nomeadamente relativas a taxas de juro e produtos associados. Trata-se apenas de um adiamento do pagamento que, em alguma das modalidade, pode inclusive implicar alguns custos adicionais.

No caso da transferência de crédito habitação, as condições alteram - sendo mais favoráveis. No entanto, pode não ser a opção mais viável em casos de famílias que não tenham flexibilidade económica e que não consigam assegurar o pagamento da prestação do crédito habitação. 

No fundo, a solução da moratória acaba por ser mais vantajosa a curto prazo, para situações em risco de incumprimento. Mas a médio e longo prazo, a transferência de crédito habitação permite poupar milhares de euros, uma vez que o novo contrato garante condições mais competitivas que o anterior.  

Conte com o Doutor Finanças

Considere qual pode ser a solução mais vantajosa para si no imediato, tendo em conta a sua situação financeira atual e dos próximos meses. 

O Doutor Finanças ajuda-o a encontrar a melhor solução para si no caso da transferência de crédito habitação. Faça as contas, pode poupar milhares de euros, sem sair de casa. 

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