Energia

Há mais tempo e mais dinheiro para gastar em eficiência energética

Programa de apoio à eficiência energética dos edifícios só fecha em março de 2022 ou até esgotar a verba de 45 milhões de euros.

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Há mais tempo e mais dinheiro para gastar em eficiência energética

Programa de apoio à eficiência energética dos edifícios só fecha em março de 2022 ou até esgotar a verba de 45 milhões de euros.

Se está a pensar apostar na eficiência energética da sua casa e mudar de janelas, colocar isolamento térmico ou comprar um ar condicionado, vale a pena espreitar o Programa de Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis e apresentar a sua candidatura para recuperar até 85% do investimento. Não se esqueça que tem de ter o capital para investir à cabeça e de guardar todas as faturas. Só depois deve candidatar-se.

O prazo do concurso foi alargado até 31 de março e o programa foi reforçado com 15 milhões de euros adicionais, conforme aconteceu com a primeira fase do programa. Mas atenção, que há novas regras e que beneficiam quem vai concorrer agora.

Leia ainda: Obras em casa? Há novos apoios à eficiência energética

Concurso de eficiência energética com novas regras

Foi criada uma nova categoria de isolamentos com recurso a materiais convencionais, ainda que com uma comparticipação inferior, de 65% (ao invés de 85%). Também aumentaram os tetos de apoio dos isolamentos: no caso das paredes, o limite máximo passa a ser de 4.500 euros, enquanto nas coberturas o máximo é de 3.000 euros.

Outra novidade é que o Fundo Ambiental passa a poder pedir esclarecimentos adicionais aos candidatos durante a fase de avaliação, o que deverá potenciar o aumento de candidaturas aceites.

Para candidatar-se, terá de usar a plataforma digital do Fundo Ambiental. Na sua página da internet, o Fundo esclarece ainda que para aceder ao formulário de candidatura terá de fazer novo registo, ainda que já tenha credenciais de acesso. Todas as comunicações têm de ser realizadas através do e-balcão ou do telefone 210 519 411.

Teto, paredes e chão

Pode receber um apoio até 1.500 euros para substituir janelas por outras de classe energética igual a A+, mas esse teto duplica se optar por instalar ou mudar coberturas ou pavimentos, sendo que se utilizar materiais convencionais, em vez de ecomateriais, o apoio fica-se pelos 65%, ao invés dos 85%.

No caso das paredes, o valor máximo do apoio é de 4.500 euros, mas também aqui o reembolso de 85% é apenas para quem use materiais naturais e/ou reciclados. Também pode substituir a porta de entrada e recuperar até 750 euros.

Aquecer apostando nas renováveis

Se quiser apostar em instalar uma bomba de calor ou um sistema solar térmico, pode ter acesso a uma comparticipação de 2.500 euros. Se a opção for comprar uma caldeira ou recuperador de calor a biomassa com elevada eficiência, o apoio desce para os 1.500 euros.

Para instalar painéis fotovoltaicos ou outros equipamentos de produção de energia renovável terá direito a um apoio máximo de 2.500 euros, mas atenção que não vai poder vender energia, é só para armazenamento e autoconsumo.

Eficiência hídrica e arquitetura bioclimática

O programa contempla também a substituição de torneiras ou outros dispositivos de uso de água por outros mais eficientes, com um apoio de até 750 euros. Também está previsto um apoio até 1.500 euros para sistemas de reaproveitamento de águas pluviais. 

Instalar sombreamentos, estufas e coberturas ou fachadas verdes, tem uma verba disponível de até 3.000 euros.

Não se esqueça que instaladores e fabricantes têm de estar registados nas plataformas identificadas pelo regulamento.

Quase 10.000 candidatos reembolsados

Em comunicado, o ministério do Ambiente sublinha que o programa já tem mais de 47.000 candidaturas e vai permitir apoiar perto de 10.500 projetos de melhoria do desempenho ambiental e energético das habitações, poupando na fatura e aumentando o conforto térmico.

“A iniciativa contribuiu ainda para dinamizar a economia com 15,8 milhões de euros já pagos pelo Fundo Ambiental a cerca de 9.500 candidaturas, em linha com os objetivos de recuperação económica do PRR”, acrescenta a nota.

Leia mais: As novas certificações energéticas: o que precisa de saber

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