Parentalidade

5 hábitos para proteger as crianças quando utilizam a Internet

Conheça 5 hábitos para proteger as crianças quando utilizam a Internet, de forma a evitar alguns perigos de segurança e exposição.

Natacha Figueiredo Natacha Figueiredo , 22 Setembro 2020

Segundo o site da Comissão Europeia, um em cada três utilizadores da Internet, no mundo, é uma criança. Sendo que a proteção das crianças é uma das grandes preocupações do pais. Neste artigo vamos falar de 5 hábitos simples que podem ser adotados pelos pais, de forma a garantir uma maior segurança aos seus filhos quando estes estão online.

1 - Adoptar procedimentos de segurança infantil

miudo a olhar para um tablet no sofa

É normal que cada vez mais cedo as crianças tenham acesso à Internet, seja através da utilização de smartphones ou tablets, uma vez que vivemos num mundo cada vez mais digital. Contudo, é fundamental que os pais consigam controlar este acesso através de procedimentos de segurança infantil nestes dispositivos, como o controlo parental.

Atualmente existem diversas aplicações, gratuitas e pagas, que permitem aos pais controlar e definir os conteúdos que as crianças acedem na Internet. A maioria destas aplicações permite efetuar um controlo remoto de todas as atividades do seu filho num determinado dispositivo. Desta forma é possível definir os sites e aplicações que ele pode usar, controlar os seus downloads, monitorizar e definir limites sobre o tempo de utilização, localizar o dispositivo e até receber relatórios sobre as atividades da criança.

Assim, antes de o seu filho começar a aceder a estes dispositivos é importante informar-se sobre algumas aplicações de controlo parental, garantindo a segurança da criança na primeira fase de utilização da Internet.

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2 - Supervisionar algumas das atividades de navegação

Quando as crianças começam a crescer acabam por alargar as suas atividades na Internet. Contudo, o jovem pode ainda não ter liberdade total para aceder a todos os conteúdos, aplicações e redes sociais sem supervisão.

Nesta fase é importante que adapte o controlo parental à idade do seu filho e aos interesses que este demonstra ter na Internet. Para além disso, explique que existem muitas atividades e conteúdos que não são adequados à sua idade. Crie regras de utilização, e opte por supervisionar as atividades. A liberdade deve ser aumentada de forma progressiva, mas sempre com alguma supervisão.

3 - Falar sobre a publicação de fotografias, dados e textos em redes sociais

adolescente com um ipad na mao deitado na cama

Embora muitos pais não estabeleçam uma idade para os filhos começarem a utilizarem as redes sociais, a verdade é que a maioria destas redes são apenas permitidas a maiores de 13 anos. Por isso, é importante começar a falar sobre a forma como as redes sociais funcionam antes dos seus filhos criarem a primeira conta.

Em primeiro lugar deve explicar que todo o conteúdo que é publicado numa rede social fica exposto. Na mesma conversa pode e deve esclarecer que antes de fazer uma publicação deve existir uma breve reflexão sobre a mesma. Afinal aquilo que ele está a publicar está a ser visto por outras pessoas, que podem fazer uso desse conteúdo, para o bem e para o mal.

Quando chegar a altura do seu filho criar conta numa rede social é fundamental que sejam configuradas as definições de privacidade. Um menor nunca deve ter uma conta pública e deve ao máximo evitar publicar detalhes da sua localização atual.

A forma como aborda estes temas deve ser sempre adaptada ao seu filho. Lembre-se sempre que todas estas informações devem ser passadas como um aconselhamento, como regras e hábitos fundamentais para usar a Internet em segurança.

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4 - As regras da vida offline devem aplicar-se na vida online

Pode parecer à primeira vista um pouco descabido, pois a verdade é que a maioria dos adultos acabam por comportar-se na Internet de uma forma diferente do que na vida real. No entanto, esta é uma das regras pilares para as crianças evitarem vários comportamentos de risco online, e tem sido uma dica partilhada por algumas redes sociais, como é o caso do Facebook.

Ou seja, quando ensinamos aos mais novos que estes não devem falar com estranhos estamos a estabelecer uma regra para a sua segurança. O mesmo acontece quando ensinamos que não se deve gozar e humilhar outras crianças por serem diferentes. Neste caso estamos a transmitir um ensinamento para fortalecer o seu caráter, criando uma maior empatia pelos outros.

Este tipo de regras e ensinamentos devem manter-se quando o seu filho está online, podendo lembrá-lo de vários ensinamentos antes de ele começar a frequentar as redes sociais. Desta forma ele terá presente na sua mente que não deve adicionar desconhecidos, nem humilhar outras crianças por diversão ou porque outros têm esse comportamento.

Não se esqueça de falar sobre como a criança se deve comportar perante uma abordagem estranha ou algo inapropriado. Na vida real diria ao seu filho que deve sempre dizer aos pais ou a um adulto da sua confiança, na internet também o deve fazer. Para além disso, pode ensiná-lo a reportar conteúdo inapropriado e denunciar e reportar pessoas com comportamentos estranhos ou abusivos.

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5 - Alertar para eventuais perigos e exposição

filha a tirar foto à mãe através de um tablet

As crianças e os jovens devem ser sempre alertados para os perigos da Internet, mas também para os perigos que a exposição pode trazer. Não é preciso criar o pior dos cenários para um criança ou um jovem perceber os perigos que pode correr. Aliás alguns exemplos podem ser entendidos, principalmente pelos jovens, como um exagero por parte dos pais, levando a ignorarem muitos dos perigos.

A segurança, privacidade e a proteção de dados são os três pilares para proteger as crianças quando utilizam a Internet. Por isso, pense em exemplos práticos adaptados à idade do seu filho do que pode acontecer se ele tiver comportamentos de risco. É importante que ele consiga visualizar situações concretas para perceber que existe um risco real.

Como proteger o meu filho adolescente?

Quando falamos em adolescentes as proibições podem ter o efeito oposto aquilo que desejámos. No entanto, não quer dizer que não possa continuar a usar aplicações de controlo parental para determinados conteúdos. Ainda assim, nestas idades os jovens conseguem ter acesso a várias informações por outros dispositivos de amigos ou aprendem a contornar diversas restrições.

Dito isto, os perigos da Internet devem ser falados desde cedo, e relembrados na adolescência. Opte por conversas produtivas, e tente perceber aquilo que o adolescente tem conhecimento, de forma a conseguir passar valores e reforçar alguns ensinamentos. Perante algum comportamento de risco, fale abertamente sobre a situação sem que ele sinta que não pode voltar a falar consigo sobre certos temas.

Por fim, lembre-se que os adultos devem dar o exemplo sobre os melhores hábitos na Internet. Se uma criança ou um jovem vê os pais a terem comportamentos de risco na Internet, o mais provável é as suas palavras e regras acabarem por ser esquecidas ou ignoradas. Tenha isso em mente quando pretende manter o seu filho seguro online.

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