Na última década, a “fatura” mensal do crédito habitação aumentou de forma significativa. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a prestação média dos contratos de crédito para a compra de casa subiu de 241 euros, em 2015, para 396 euros, em 2025, um avanço de 64,3%. Ainda assim, houve um ligeiro recuo face a 2024, ano em que a prestação média atingiu os 404 euros.
Os dados do INE revelam que, nestes últimos 10 anos, a taxa de juro média anual passou de 1,269% para 3,414%, enquanto o capital médio em dívida cresceu de 52.562 para 72.314 euros.
Juros voltaram a descer no final de 2025
No final do ano passado, as famílias com crédito habitação voltaram a sentir um alívio ligeiro nas taxas de juro. Em dezembro, a taxa de juro implícita no crédito da casa recuou pelo 23º mês consecutivo, passando de 3,133%, em novembro, para 3,130%, em dezembro. Trata-se de uma redução acumulada de 152,7 pontos base desde o máximo atingido em janeiro de 2024 (4,657%).
Nos contratos mais recentes, celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro desceu 0,3 pontos base para 2,850%, depois de ter subido, em novembro, pela primeira vez desde abril.
Nestes contratos, verifica-se uma diminuição acumulada de 153 pontos base desde o máximo atingido em outubro de 2023, nos 4,380%.
“Para o destino de financiamento Aquisição de Habitação, o mais relevante no conjunto do crédito à habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos desceu para 3,129% (-0,4 pontos base face a novembro). Nos contratos celebrados nos últimos 3 meses, a taxa de juro desceu 0,3 pontos base comparativamente com o mês anterior, para 2,850%”, acrescenta o INE.
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Prestação média subiu 3 euros em dezembro
Tendo em conta a totalidade dos contratos de crédito habitação, o valor médio da prestação mensal subiu 3 euros, em dezembro, face ao mês anterior, para se fixar nos 397 euros. Em relação a dezembro de 2024, é uma diminuição de 6 euros.
Do valor da prestação, 194 euros (48,9%) correspondem a pagamento de juros e 203 euros (51,1%) a capital amortizado. Significa isto que, pelo quarto mês consecutivo, a componente de juros tem um peso inferior a 50%.
Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação aumentou 7 euros, fixando-se em 675 euros. Em dezembro de 2024, era de 632 euros.
No que respeita ao capital médio em dívida, observou-se um aumento de 600 euros, em dezembro, na totalidade dos contratos, para 75.270 euros. Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida foi 168.350 euros, mais 1.689 euros do que em novembro.
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