As taxas Euribor oscilam todos os dias, o que tem impacto nas prestações do Crédito Habitação. Para poder antecipar o efeito das alterações das taxas no seu empréstimo, disponibilizamos este simulador, que o ajuda a fazer as contas. Simule e saiba o que esperar dos encargos com a sua casa.

O que é a Euribor e como afeta o crédito habitação?

A taxa Euribor é o indexante mais utilizado no crédito habitação em Portugal, e é uma das duas componentes que definem a taxa de juro a pagar. A Euribor pode ter um prazo de 12, 6 ou 3 meses, o que significa que a prestação do crédito vai mudar a cada 12, 6 ou 3 meses.

As taxas Euribor negoceiam diariamente, mas é o valor médio mensal que é usado como referência para os créditos e que vai ter impacto na prestação da casa.

O que significa ter crédito indexado à Euribor?

Significa que a prestação do crédito não é sempre a mesma, sofrendo alterações periodicamente. Quem tem este tipo de taxa de juro, tem o contrato indexado a uma taxa variável que, como o nome indica, faz oscilar o valor a pagar a cada três, seis ou 12 meses, dependendo da Euribor contratada. De realçar que no caso de o crédito estar indexado a uma taxa Euribor significa que a taxa anual nominal (TAN) é composta pela Euribor acrescida do spread. É a junção destas duas taxas que forma o juro que é cobrado pelo empréstimo concedido.

Qual a diferença entre Euribor a 3, 6 e 12 meses?

Os prazos mais curtos, de 3 e 6 meses, costumam ter valores mais baixos do que a taxa a 12 meses, mas, quando analisado o impacto no crédito habitação, também implicam uma resposta mais rápida às oscilações, visto que as atualizações são mais frequentes (trimestrais e semestrais, respetivamente). Ou seja, num contexto de subida de juros, uma pessoa com um crédito habitação indexado à Euribor a 3 meses pode sentir esta subida mais depressa do que quem tiver o seu empréstimo associado à Euribor a 12 meses. O mesmo acontece num ciclo de descidas. Há vários prós e contras dos diferentes prazos, sendo necessário avaliar qual a melhor opção para o seu caso.

Atenção ao prazo da Euribor

Como referido acima, a escolha do prazo da Euribor tem um impacto direto não só no valor da prestação mensal – uma vez que a Euribor tem valores diferentes em cada prazo – como na periodicidade das atualizações.

Consideremos o seguinte exemplo: Em 2025, contratou um crédito habitação de 250 mil euros, a 30 anos, com um spread de 0,8%, indexado à Euribor a 3 meses. A prestação era de 1.087 euros em maio, desceu para 1.030 euros em agosto e, em novembro, voltou a subir ligeiramente para 1.042 euros. Já este ano, em fevereiro, sofreu novo aumento para 1.050 euros, e subirá de novo, em maio, para 1.064 euros. Ou seja, em um ano, entre subidas e descidas a cada trimestre, passou a pagar menos 23 euros por mês.

Vejamos agora o que aconteceria se tivesse optado por indexar o crédito à Euribor a 6 meses. Neste caso, estaria a pagar 1.079 euros em maio do ano passado, 1.052 euros a partir de novembro e, no próximo mês, teria um agravamento da prestação para os 1.093 euros. Ou seja, mais 39 euros do que no semestre anterior.

Já se tivesse optado pela Euribor a 12 meses, a prestação tinha sido de 1.081 euros desde maio do ano passado, aumentando para 1.126 euros em maio deste ano (mais 45 euros).  

Como funciona o simulador Euribor?

Para ter uma noção mais real do que pode acontecer à sua prestação, precisa de saber qual o capital que ainda tem em dívida, qual o spread que está associado ao contrato e quantas prestações mensais ainda faltam para concluir o empréstimo.

A seguir tem de selecionar o mês em que aconteceu a última revisão da prestação (ou seja, o mês em que começou a pagar a prestação que está em vigor), bem como o mês em que começa a pagar uma nova prestação (campo referente à 1.ª prestação após a revisão).

Tem ainda de escolher o prazo da taxa Euribor que está associada ao seu contrato (3, 6 ou 12 meses). E se quiser perceber o impacto de uma subida ou descida da taxa Euribor, selecione o campo de “Simular variações na Euribor” e coloque o valor da taxa Euribor que quiser testar. Pode fazer as simulações que quiser.

Simular prestações com diferentes cenários de Euribor

Voltando ao exemplo anterior, de um crédito habitação de 250 mil euros, a 30 anos, com um spread de 0,8%, indexado à Euribor a 3 meses, é possível simular o que aconteceria em qualquer cenário de evolução das taxas.

Consideremos que a prestação foi revista em março de 2026, e passou a pagar, em abril, 1.051 euros por mês. Para este cálculo, foi considerada a média da Euribor a 3 meses, de fevereiro, de 2,011%.

No entanto, com a ajuda desta ferramenta, é possível simular o que aconteceria se a Euribor estivesse, por exemplo, nos 3%, ou, pelo contrário, se caísse para 1%.

Vejamos então o primeiro caso: se a taxa Euribor a 3 meses alcançasse os 3%, a prestação subiria para 1.186 euros. Já se caísse para 1%, diminuiria para 922 euros.

Poupe milhares de euros no seu crédito habitação

Encontramos a melhor proposta para o seu caso, sem custos.

Perguntas frequentes

A Euribor é uma taxa de referência usada nos créditos habitação com taxa variável. Quando a Euribor sobe, a prestação mensal sobe. Quando desce, pode pagar menos. É o que faz com que o valor que paga ao banco vá variando ao longo do tempo.

Este simulador mostra quanto a sua prestação pode subir ou descer consoante a variação da Euribor. Basta indicar os dados do seu crédito e ver o impacto de diferentes cenários, sem complicações.

Sim. Se perceber que uma subida da Euribor pesa demasiado no orçamento, pode ser uma boa altura para rever o seu crédito. Transferir para outro banco ou mudar o tipo de taxa pode ajudar a aliviar a prestação.

Pode considerar transferir o crédito para uma taxa mista ou fixa, ou renegociar condições com o banco. O mais importante é perceber quanto pode pagar por mês e encontrar uma solução que se adapte à sua realidade financeira.

A evolução da Euribor é imprevisível, mas isso não significa que não possa antecipar-se. Com este simulador, ganha clareza sobre o impacto das subidas e pode avaliar soluções com a ajuda de um especialista Doutor Finanças.

Pode considerar soluções como renegociar o contrato, transferir o crédito para outro banco com melhores condições, ou optar por uma taxa mista ou fixa. O mais importante é avaliar o impacto das variações e agir com base na sua situação financeira.