Barómetro Preparação da Reforma
Uma iniciativa do Doutor Finanças em parceria com a Universidade Católica
Portugueses encaram a reforma com receio e pouca preparação
Incerteza, medo e ansiedade são as emoções que mais portugueses associam à reforma. Embora seja vista como um direito conquistado, esta fase da vida continua rodeada de dúvidas quanto à capacidade de manter o nível de vida e à sustentabilidade do sistema de pensões.
O Barómetro Doutor Finanças – Preparação da Reforma mostra que, apesar da crescente consciência sobre o tema entre os mais jovens, o planeamento financeiro é limitado. Poucos sabem quanto precisam poupar, a maioria nunca fez simulações e a poupança, quando existe, tende a ser irregular e assente em soluções conservadoras.
Sobre o Barómetro
O Barómetro Doutor Finanças – Preparação da Reforma é um estudo desenvolvido em parceria com o Centro de Estudos Aplicados da Universidade Católica Portuguesa, que analisa as atitudes, comportamentos e níveis de preparação financeira dos portugueses para a reforma.
O estudo aborda temas como poupança, planeamento, perceção das pensões, emoções associadas à reforma e abertura ao aconselhamento financeiro, contribuindo para uma leitura informada sobre a forma como os portugueses encaram esta fase da vida.
Principais resultados
49% sentem medo ou ansiedade
quando pensam na sua reforma.
38% associam a reforma à incerteza
sendo esta a palavra mais referida espontaneamente.
55% não confiam na pensão pública
acreditando que não permitirá manter o nível de vida na reforma.
65% nunca fizeram simulações
para saber o valor da reforma.
73% não sabem de quanto precisam
poupar para manter o nível de vida após a reforma.
68% dizem poupar para a reforma
mas apenas 34% o fazem de forma mensal.
Consulte os resultados do 3.º Barómetro e descubra como os portugueses estão a preparar a reforma
A reforma é vivida de forma ambivalente
- Os portugueses combinam expetativas positivas com sentimentos de incerteza e ansiedade quando pensam na reforma.
- Em comparação com os homens, as mulheres associam mais a reforma a estes sentimentos negativos, e menos a descanso, liberdade e confiança.
O tema é considerado importante, mas adiado
- Apesar de estarem mais longe da reforma, as faixas etárias mais jovens (sobretudo 25–35 anos) discordam mais de que têm tempo para pensar na reforma mais tarde do que as mais velhas.
- Pessoas com ensino superior também discordam mais do que os inquiridos com menor escolaridade.
A reforma é idealizada como uma fase de lazer, mas marcada por receios
- A principal aspiração para a reforma é viajar (58%) e passar mais tempo com a família e amigos (19%).
- A saúde é claramente a maior preocupação associada à reforma, seguida de questões financeiras e de autonomia.
Predomina o ceticismo em relação ao futuro das pensões
- 47% não acreditam que a Segurança Social e outros sistemas consigam pagar pensões no futuro.
- 55% consideram que a pensão pública não será suficiente para manter o nível de vida.
- A maioria antecipa dificuldades sérias num cenário de reforma equivalente a 65% do rendimento atual do agregado familiar.
Esta perceção não se traduz em planeamento financeiro estruturado
- 73% não sabem de quanto precisam acumular para manter o nível de vida após a reforma.
- 65% nunca fizeram qualquer simulação do valor da reforma.
- 33% não sabem quanto irão receber de pensão.
Há poupança, mas pouco consistente e estratégica
- 68% poupam para a reforma, mas apenas 34% o fazem mensalmente.
- A falta de rendimento é o principal motivo apontado para não poupar mais (52%).
- As faixas etárias mais novas poupam uma maior percentagem do rendimento a pensar na reforma.
- Os instrumentos utilizados são sobretudo conservadores.
Conheça os outros barómetros do Doutor Finanças
O Doutor Finanças e a Universidade Católica já realizaram outros dois barómetros. O Barómetro de Hábitos Financeiros permitiu perceber que quase metade dos portugueses não consegue poupar regularmente e que as famílias não têm por hábito falar sobre dinheiro. Já o Barómetro de Hábitos de Investimento concluiu que a maioria dos portugueses não investe e, mesmo entre aqueles que o fazem, quase metade limita-se a produtos de capital garantido.