O que são Certificados de Aforro?

Os Certificados de Aforro são títulos de dívida pública que podem ser subscritos por qualquer pessoa, em troca do pagamento de uma taxa de juro, ligada à evolução da Euribor a 3 meses. Trata-se de títulos de dívida pública, o que significa que quem investe em Certificados está, na prática, a emprestar dinheiro ao Estado, na condição de receber de volta o capital investido, acrescido dos juros acumulados ao longo do tempo.

Por se tratar de um produto com capital garantido, elevada liquidez e juros potencialmente atrativos, é uma das soluções de poupança preferidas pelas famílias portuguesas.

Para saber quanto pode render o seu investimento neste produto, recorra ao Simulador de Certificados de Aforro, desenvolvido pelo Doutor Finanças.

Para usar este simulador precisa apenas de saber:

  • Qual o montante de subscrição inicial;
  • Se vai fazer subscrições adicionais (periodicidade e valor);
  • Qual o prazo que vai manter os Certificados de Aforro;
  • Qual a localização do cliente (Continente ou Regiões Autónomas);
  • Qual é a taxa de juro vigente;
  • Qual a tributação que vai incidir sobre os juros (depende da sua morada fiscal)

Ao responder a estas questões ficará a saber qual é o montante líquido que terá no final do prazo que estabeleceu para manter esta poupança.

Quais as regras dos Certificados de Aforro?

O investimento mínimo inicial é de 100 euros, podendo ser feitos reforços a partir de 10 euros. Não há limite de número de reforços, mas há um máximo de valor subscrito (250 mil euros).

Os aforradores podem manter o produto durante um máximo de 15 anos, mas é possível levantar o dinheiro a partir dos três meses, quer seja um reembolso total ou parcial. Seja qual for a opção, não existem custos adicionais.

Qual é a taxa de juro associada aos Certificados de Aforro série F?

A taxa de juro base é determinada pela média da Euribor a três meses, mas não pode ser inferior a 0% nem superior a 2,5%.

Além da taxa base, os aforradores contam ainda com um prémio de permanência a partir do segundo ano. Nessa altura acresce à taxa 0,25%, evoluindo ao longo do tempo até chegar a 1,75% nos últimos dois anos. Assim, a taxa de juro máxima é de 4,25% (2,5% base + 1,75% de prémio).

Neste simulador não precisa de fazer as contas ao prémio de permanência. A ferramenta faz os cálculos, acrescentando os prémios de permanência ao longo do tempo.

Como sei qual a taxa de juro?

A taxa de juro pode sofrer alterações regularmente, uma vez que é o resultado do comportamento da taxa Euribor. Pode consultar os dados mais recentes no site da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), que é a entidade que faz a gestão deste produto.

Quanto vou pagar para subscrever Certificados de Aforro?

A subscrição, manutenção e levantamento dos Certificados de Aforro não tem qualquer custo. Ficará apenas sujeito a IRS sobre os juros e prémios de permanência, que são pagos já descontados do imposto. Ou seja, antes de os juros serem somados à poupança, trimestralmente, o valor do imposto é retirado e entregue às Finanças. Assim, não tem de declarar no IRS o que ganha com os Certificados.

Casos práticos: Quanto vai render o investimento em Certificados de Aforro?

Para ter uma ideia mais clara, imaginemos que tem 2.000 euros de parte para investir em Certificados de Aforro, e que antecipa que precisará do dinheiro daqui a cinco anos. Utilizando o simulador, é possível perceber que, na altura do resgate, os juros acumulados são de 247,25 euros. Descontando o IRS sobre os juros, o valor líquido final será de 2.175,24 euros.

Consideremos agora o exemplo de um investimento maior e mais prolongado no tempo. Em vez de 2.000 euros, decide investir 75.000 durante o prazo máximo permitido, ou seja, 15 anos. Neste caso, com a ajuda do prémio de permanência, os juros brutos ascendem a 40.763,75 euros, e o valor líquido final a 102.549,18 euros.

Imaginemos, por fim, um terceiro cenário em que, além de uma subscrição inicial de 40.000 euros, decide investir, trimestralmente, 200 euros, ao longo de 10 anos. Neste caso, no final do prazo, contará com um total de 56.514,49 euros.

Perguntas Frequentes sobre Certificados de Aforro

O valor mínimo para a subscrição inicial é de 100 euros. Os reforços podem ter um valor mínimo de 10 euros.

Há. Os aforradores podem subscrever, no máximo, 250 mil euros em certificados da série F. Para quem detém certificados da série E, o limite conjunto é de 500 mil euros.

Durante 15 anos.

Os Certificados podem ser resgatados ao fim de três meses.

Neste momento só é possível subscrever a série F dos Certificados de Aforro. E a taxa a aplicar é uma média da taxa Euribor a três meses, cujo valor é publicado pelo IGCP. Independentemente do comportamento da Euribor, a taxa a aplicar nos Certificados de Aforro não pode ser inferior a 0% nem superior a 2,5%.

Além da taxa base, os aforradores beneficiam ainda de prémios de permanência (ver resposta abaixo).

Os aforradores ganham os seguintes prémios de permanência:

0,25 % – do 2.º ao 5.º ano;

0,50 % – do 6.º ao 9.º ano;

1,00 % – no 10.º e 11.º ano;

1,50 % – no 12.º e 13.º ano;

1,75% – no 14.º e 15.º ano.

Os juros são pagos trimestralmente, mas o valor é capitalizado. Ou seja, em vez de transferirem o montante dos juros para uma conta, é investido esse montante nos Certificados de Aforro.

Não. Os Certificados de Aforro são um produto de capital garantido, o que significa que não há risco de perda.

O resultado da simulação é apenas indicativo e pressupõe que as condições iniciais serão mantidas ao longo de todo o período de investimento.