Entrevistas

Rui Bairrada: “Ajudámos ainda mais famílias. Foi um grande ano de ajuda para os portugueses.”

Mariana Silva Mariana Silva , 7 Janeiro 2019
2018 foi um grande ano para o Doutor Finanças. Um ano de crescimento, em que continuámos a ajudar as famílias portuguesas a manterem as suas finanças saudáveis e a poupar por um futuro melhor.  Conheça aqui o balanço de Rui Bairrada, CEO do Doutor Finanças. Nesta entrevista, fique a saber se os portugueses têm uma maior consciência de poupança. Leia ainda a sugestão que Rui Bairrada tem para lhe dar e que vai ajudá-lo a poupar ainda mais e quais as principais "doenças financeiras" que ainda afectam os portugueses. Saiba quais os melhores momentos de 2018 e os objectivos e surpresas para 2019.

Foi um ano em que intermediamos só em crédito habitação mais 200 milhões de euros. 

Qual o Balanço que o Doutor Finanças faz de 2018?

O balanço de 2018 foi bastante positivo para o Doutor Finanças. Este foi um ano em que ganhámos mais visibilidade no mercado e que ajudámos ainda mais portugueses. Com uma nova equipa de gestão e com objectivos muito ambiciosos, conseguimos cumprir e ajudar ainda mais famílias. Intermediámos só em crédito habitação mais 200 milhões de euros, o que nos deixou bastante satisfeitos. Em Setembro, inaugurámos a primeira clínica de finanças pessoais em Portugal. O Doutor Finanças Protege cresceu, conseguindo cada vez mais ajudar os portugueses na área de seguros. Este foi claramente um ano de crescimento e um ano de que nos podemos orgulhar muito.

Os portugueses tem uma maior consciência de poupança ou ainda temos um longo caminho a percorrer?

Isto é um ponto recorrente. Falamos sobre ele todos os anos e infelizmente a resposta é que os portugueses ainda não tem muita consciência de poupança e que temos todos um longo caminho a percorrer. Os portugueses continuam a não valorizar o dinheiro, continuam a não fazer um orçamento familiar, logo continuam sem conseguir responder à questão: "para onde vai o meu dinheiro?".  E essa é a questão mais pertinente, mais importante quando se fala de finanças pessoais. Infelizmente, deparamo-nos com pessoas que diariamente não sabem quantos créditos têm, que não sabem quanto é que pagam de prestações. O nosso caminho para ajudar os portugueses é contribuir para a sua literacia financeira. No nosso site (www.doutorfinancas.pt) escrevemos diariamente sobre estas temáticas, sendo que os hábitos de poupança devem ser passados desde cedo. Portanto, para contribuir para a literacia financeira infantil, estamos a escrever um livro dirigido a crianças dos 6 aos 7 anos, pois achamos que é aí que temos que começar. Não pode ser só nos pais e nos avós, temos de começar em gerações anteriores para ver se daqui a uns anos podemos dizer que Portugal é um país com mais literacia financeira.

Em Setembro, foi inaugurada a primeira Clínica de Finanças Pessoais em Portugal. Porque é que foi tão importante para o Doutor Finanças ter um espaço físico?

Foi importante, primeiro porque é um marco que já tínhamos em mente desde o lançamento do Doutor Finanças em 2014, depois porque ao longo destes últimos quatro anos tivemos muitas solicitações por parte dos clientes. Muitos cliente recorriam às redes sociais para nos perguntar onde é que era o nosso espaço físico, depois também porque achámos era importante corporizar aquilo que nós já fazemos através da nossa plataforma online desde 2014. Contudo, achávamos que era preciso dar mais um passo e tornar a nossa clínica um espaço físico, onde as pessoas pudessem passar e ver a marca Doutor Finanças, onde pudéssemos estar de bata vestida, pois é esse o nosso conceito (tirar a gravata e pôr a bata). Posto isto, e sendo um passo pensado e ponderado, considerámos que Setembro de 2018 era o momento certo. A abertura de uma clínica de finanças pessoais foi algo inédito em Portugal. Vamos tentar em 2019 continuar nessa linha de crescimento e abrir mais duas clínicas no país.

Como é saber que o Doutor Finanças ajuda diariamente milhares de famílias portuguesas a pouparem e saber que o nosso trabalho tem o poder de mudar vidas? Como é que isso é vivido enquanto equipa?

A melhor coisa do Doutor Finanças é saber que o trabalho dos 80 doutores está a ajudar alguém, a ajudar pessoas e famílias. Eu costumo dizer a brincar que nós fazemos aquilo que gostamos, ganhamos dinheiro a ajudar pessoas e isto é o melhor de dois mundos, é o melhor dos empregos, ainda para mais não cobramos nada aos nossos clientes, pois quem nos paga são os nossos parceiros. O termo família é uma coisa muito usual cá dentro, portanto as pessoas são felizes a trabalhar aqui. E, isto, é das melhores coisas que nos pode acontecer. Sentir que tudo aquilo que fazemos é para melhorar a vida de alguém. Isso deixa-nos extremamente satisfeitos e contentes, sentimos que estamos a deixar alguma marca em Portugal. Estamos a fazer alguma coisa pelos portugueses, que é ajudá-los a ter uma melhor saúde financeira, a terem mais rendimento disponível para conseguirem concretizar sonhos e, mais que tudo, a viverem de uma forma mais desafogada e sem o stress de chegar a dia 15 e estar sempre a sentir que falta o rendimento disponível necessário para chegar até ao final do mês.

Que surpresas podemos esperar do Doutor Finanças em 2019?

Bem, 2019 será um ano de consolidação para o Doutor Finanças, em que queremos crescer nas áreas em que já somos fortes. Temos um plano muito ambicioso para 2019. Queremos dobrar aquilo que fizemos em 2018, portanto vamos apostar muito nas áreas que já temos (Crédito habitação, a Área do Consolidado e a Área dos seguros). Vamos ter também algumas inovações a nível da nossa clínica online. Temos a nossa fintech desde a criação do Doutor Finanças e é uma área em que apostamos muito, porque achamos que o nosso crescimento está muito dependente daquilo que conseguimos melhorar ao nível do uso da tecnologia que apoia os nossos processos e das ferramentas que conseguimos desenvolver para o nosso negócio. Isso passa obrigatoriamente pela nossa fintech.Este é um ano em que vamos fazer coisas novas. Tal como disse anteriormente, vamos lançar um livro no primeiro trimestre de finanças e literacia financeira para crianças. Vamos lançar de uma forma mais efusiva a área da formação (criada no final do ano de 2018), pois é uma área onde queremos investir cada vez mais. Na área da formação vamos fazer cada vez mais workshops a empresas. Depois vão haver mais duas ou três coisas que para já vamos manter o segredo.

Como descreveria, numa frase, o caminho feito pelo Doutor Finanças até ao dia de hoje?

Aqui eu respondo com a frase que toda a gente conhece muito bem cá dentro desde de 2014, que utilizamos bastante e esperamos continuar a utilizar muitas mais vezes: "fazer o bem bem feito". Isto é, sentirmos que estamos a fazer o bem a alguém e tentar ao máximo que esse bem seja bem feito.

Se tivesse que dar uma sugestão aos portugueses para 2019, qual seria?

É uma sugestão recorrente, sempre que alguém pergunta dou sempre a mesma resposta, mas como sou chato, vou continuar sempre a dizê-lo, porque é uma coisa importantíssima e que a maioria dos portugueses não faz e deveria fazê-lo:  um check-up às suas finanças. Janeiro é um óptimo mês para o fazer, é um mês em que vamos pegar no nosso extracto, vamos analisar e vamos ver para onde é que foi o "meu dinheiro" nesse mês.  Vou-me deparar com seguros e prestações que vou pagar, cartões de crédito, crédito habitação, crédito pessoal, crédito automóvel, seguro da casa, etc, e então vou aproveitar para fazer um check-up financeiro, para perceber se os custos que eu estou a ter com créditos, com seguros ou telecomunicações são os mais baratos do mercado. Vou tentar perceber quanto é que pago e vou ver se há alguma alternativa no mercado que me permita pagar menos. Quem fizer este check-up é quase 100% garantido que vai poupar. E nunca se esqueçam da última dica do Doutor Finanças:
A dica é sempre que faço um check-up negoceio aquilo que eu já tenho, em média eu consigo poupanças de 30%, ou seja eu consigo aumentar o meu rendimento em 30%. Dificilmente o meu aumento salarial será tão grande como esse, sendo neste caso esta renegociação depende só de mim, não depende do meu patrão, não depende do meu director, não depende da minha avaliação. Depende mesmo só de mim, de conseguir analisar aquilo que já tenho e negociar. Poderei fazer este trabalho sozinho, se tiver conhecimentos para isso, ou então recorrer ao Doutor Finanças que fará esse trabalho gratuito para todos os portugueses. Quase garantidamente, que depois deste trabalho feito a poupança situar-se-á entre os 20 e os 30%.
Ano novo, vida nova. Aceite a sugestão que Rui Bairrada nos deixa e faça um check-up às suas finanças e comece o ano da melhor forma.
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