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Reembolso do IRS: 8 dicas para aplicar este dinheiro extra

Já decidiu o que fazer com o reembolso do IRS? Se ainda não, conheça algumas formas de o aplicar e tornar as suas finanças mais saudáveis.

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Reembolso do IRS: 8 dicas para aplicar este dinheiro extra

Já decidiu o que fazer com o reembolso do IRS? Se ainda não, conheça algumas formas de o aplicar e tornar as suas finanças mais saudáveis.

A Autoridade Tributária Aduaneira está já a fazer o pagamento do reembolso do IRS e, por isso, muitos contribuintes já estão a receber a decidir como vão aplicá-lo. Na realidade, para muitos, este reembolso é um 15º mês de salário, enquanto para outros será apenas o 13.º mês. No entanto, não deixa de ser um dinheiro extra que pode ajudar no seu orçamento familiar.

Assim, muitos contribuintes contam os dias para receber o reembolso do IRS pois pretendem pagar algumas despesas importantes. Já outros optam por umas férias, investir numa aplicação financeira ou simplesmente por guardar o dinheiro para alguma eventualidade.

No fundo, a decisão é sempre pessoal e cada um gasta o dinheiro da forma que bem entender. Ainda assim, em seguida deixamos algumas sugestões para que possa usar o seu reembolso do IRS.

Caso ainda não tenha recebido o dinheiro, pode verificar o estado do reembolso no Portal das Finanças.

Leia ainda: Vai ter de pagar IRS? Saiba como manter as finanças controladas

8 dicas para aplicar o reembolso do IRS

Pagar eventuais dívidas

Se faz questão de ter as suas finanças saudáveis, nada pior do que ter dívidas. Então, se for o caso, aproveite o reembolso do IRS para colocar as contas em dia.

Se não for possível pagar tudo, pague aquilo que conseguir. No entanto, deve dar prioridade às dívidas que possam implicar juros, multas ou que digam respeito a serviços básicos como por exemplo:

  • segurança social;
  • finanças;
  • conta da água;
  • conta da luz;
  • entre outras.

Amortizar créditos

Habitualmente usados por muitas famílias, os cartões de crédito podem ser uma boa ajuda para a gestão financeira do dia a dia mas quando usados indevidamente, podem significar mais uma dor de cabeça para o seu orçamento familiar. Dessa forma, amortizar créditos é sempre uma decisão inteligente, dado que ao pagar uma dívida está a reduzir os juros futuros a pagar. Isto porque quanto maior for o valor em dívida mais juros pagará.

Então, comece por pagar os cartões do crédito dado que as taxas de juro são por norma muito elevadas ou aproveite para amortizar o crédito automóvel ou pessoal que têm igualmente taxas altas. Lembre-se que, mesmo que não consiga pagar tudo, irá pelo menos reduzir a prestação mensal o que pode fazer toda a diferença nas suas contas.

Reembolso de IRS: oportunidade para criar ou aumentar o seu fundo de emergência

De acordo comas regras de boa gestão, é aconselhável pelos especialistas qualquer pessoa ter uma reserva financeira equivalente a seis a 12 meses das suas despesas mensais fixas – por exemplo, numa conta à ordem.

Esta almofada financeira é muito importante para fazer face a determinadas situações imprevistas que possam ocorrer, nomeadamente:

  • Desemprego;
  • Situação de doença;
  • Avaria no carro;
  • Reparações ou Obras urgentes;
  • Entre outras.

No atual momento em que vivemos ( situação de pandemia e guerra Rússia-Ucrânia), torna-se ainda mais importante ter uma reserva financeira capaz de resolver um problema urgente que possa aparecer. Acima de tudo, deve ter o dinheiro “longe da sua vista” mas "à mão" em caso de necessidade imediata. Ou seja, faça conta que ele não existe e use-o só em caso de emergência.

poupanças com pequenas pilhas de moedas que váo aumentando, num cenário com raios de sol e ambiente sustentável

Simplesmente “poupar”

Poupar é sempre importante, mas só faz sentido após pagar as suas dívidas ou contribuir para o seu fundo de emergência.

Se não gosta de arriscar, então pondere escolher um produto de capital garantido e que não implique uma grande quantia de dinheiro. Por exemplo, pode usar o reembolso do IRS e investir em:

Os primeiros dois produtos são ambos de dívida pública e, por isso, têm garantia do Estado. Além disso, não acarretam quaisquer encargos de subscrição, manutenção ou levantamento, mas existem algumas diferenças entre eles.

Para subscrever Certificados de Aforro apenas precisa de 100 euros e recebe um juro base variável (indexado à Euribor a três meses). A partir do segundo ano acresce ainda um prémio de permanência que pode chegar a 1%. No entanto, não pode levantar o dinheiro durante os primeiros três meses. Passado este período, já pode fazê-lo a qualquer momento e sem custos.

Por outro lado, no caso dos Certificados do Tesouro Poupança Valor, tem um montante mínimo de investimento de mil euros e não pode levantar o dinheiro durante o primeiro ano. A partir daí, pode resgatá-lo todo ou em parte quando assim entender. Se o fizer antes do vencimento, perde uma parte dos juros desse ano. 

Leia ainda: Benefícios fiscais para pessoas com incapacidade: Como preencher o IRS

Fazer um PPR

Outra opção para aplicar o reembolso do IRS é um Plano de Poupança Reforma (PPR) e, desta forma, começar a preparar a sua velhice. Por outro lado, quanto mais cedo aplicar o seu dinheiro, maior será o retorno a longo prazo. Se já tiver um, pode sempre fazer um reforço do capital e desse modo rentabilizar o seu investimento.

Além disso, os PPR apresentam benefícios fiscais dado que estão sujeitos a uma taxa de IRS mais baixa do que aquela a que são tributados os restantes produtos. Além disso, pode ainda deduzir no IRS uma parte do montante investido.

Por fim, pode simplesmente usar o PPR como um produto de poupança em que a qualquer momento pode resgatar o dinheiro. Dessa forma, não precisa de esperar pela idade da reforma mas também já não poderá fazer as deduções fiscais. Assim, tome nota deste detalhe na altura de preencher a sua declaração de IRS.

Investir no risco

Se gosta de arriscar e quer multiplicar o seu dinheiro, pondere então investir o seu reembolso do IRS ou parte dele em fundos de investimento, por exemplo.

Os fundos de investimento são instrumentos financeiros (ações ou obrigações), geridos por uma equipa de gestão que, com o dinheiro de vários pequenos investidores, faz aplicações em diferentes tipos de empresas tendo em conta as indicações do fundo. Para tal, precisa de 100 euros para fazer uma subscrição.

Porém, tenha em atenção que o fundo de investimento deve ser adequado ao seu perfil de risco (se é mais ou menos avesso ao risco). Por outras palavras, antes de investir deve informar-se sobre as condições de resgate, bem como sobre os custos com comissões.

Reembolso do IRS: investir em formação

Investir em educação e formação segue a lógica do ditado popular: "o saber não ocupa lugar". Assim, o reembolso do IRS pode ser uma ajuda para aperfeiçoar uma língua (por exemplo, o inglês é muito valorizado nos dias de hoje); aprender uma nova competência que possa vir a ser útil para a sua carreira profissional, ou rentabilizar um hobby.

Investir nos seus filhos

Se tem crianças pode ainda ponderar optar por abrir uma conta para os seus estudos e, por exemplo quando já estiverem na Universidade, pagarem as propinas.

Em alternativa, pode guardar este rendimento extra e aplicá-lo no regresso às aulas que, regra geral, implica sempre um esforço financeiro por parte das famílias.

Leia ainda: IRS: Nota de liquidação vai passar a indicar a taxa efetiva que paga;

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