Nos últimos anos, temos ouvido muitas a histórias de pessoas que deixaram os seus trabalhos fixos para se dedicarem ao trabalho freelance. Neste artigo, damos-lhe a conhecer 6 coisas que deve saber sobre este regime laboral.

Durante a primeira revolução industrial criou-se a noção de emprego “das 9 às 17h” que perdura até hoje. Num momento apelidado de “a 4ª Revolução Industrial”, caracterizado pelos avanços da robótica, da inteligência artificial e pelas rápidas mudanças tecnológicas, este paradigma tem-se alterado.

Sendo a maior parte dos trabalhos de hoje em dia baseados em conhecimento, o trabalho freelance apresenta-se com grande potencial de crescimento, pois não exige espaço físico para ser realizado e pode ser efectuado em qualquer momento.

Como referimos anteriormente, a presença da equipa de conteúdos do Doutor Finanças no Web Summit trouxe algumas ideias que queremos partilhar consigo. Neste artigo, partilhamos 6 coisas que deve saber sobre o trabalho freelance, segundo Stephane Kasriel, o CEO da empresa Upwork.

1- O trabalho freelance é maior do que imagina

Segundo um estudo do McKinsey Global Institute, existem já cerca de 162 milhões de freelancers no Estados Unidos da América e Europa. Destes, 68 milhões estão sediados nos Estados Unidos, 21 milhões em Inglaterra, 14 milhões na Alemanha. A tendência é para que estes números aumentem e Portugal não deverá ser excepção, prevendo-se que a tendência seja acompanhada. A velocidade a que os acontecimentos se dão trará mudanças, não só na forma como as empresas funcionam, como também na maneira como as próximas gerações de profissionais encaram o trabalho.

3- Isto não é a “gig economy”

Antes de tudo, convém esclarecer que “gig economy” é o mercado laboral caracterizado pela prevalência de contratos a curto prazo, part-time ou tele-trabalho. Aos dias de hoje, este é um tipo de trabalho que facilmente se associa a trabalho precário e em crescimento devido aos elevados números do desemprego. Contudo, normalmente os freelancers não gostam de ser incluídos como parte da “gig economy”. Cerca de dois terços dos freelancers são-no por opção e não por imposição, inclusive indicam que são mais felizes trabalhando como freelancers.

4- Um freelancer constrói a sua vida profissional em torno da sua vida pessoal e não o  contrário

Quando temos um trabalho das 9h às 17h, tendemos a construir a nossa nossa vida em torno da vida profissional, encaixando as questões pessoais, sociais e familiares nos espaços de tempo que sobram. Enquanto freelancer, a gestão do tempo é feita de acordo com nossa vida pessoal no global. Dependendo dos objetivos de cada o trabalho, este assumirá um papel de maior ou menor relevância, ocupando mais ou menos tempo.

5- A tecnologia está a permitir mais trabalho freenlancer

Antigamente o tempo de um trabalhador em regime freelance dividia-se em três partes: fazer o seu trabalho propriamente dito, procurar clientes e tratar das tarefas administrativas. Hoje em dia, com o surgimento de plataformas de divulgação e procura de trabalho freelance, bem como a automatização de alguns serviços públicos, as tarefas das duas últimas partes do tempo ficam facilitadas.  Desta forma o trabalhador freelancer pode dedicar-se mais tempo a desenvolver o seu trabalho, ao mesmo tempo que tem acesso a mais clientes e perde menos tempo com burocracias.

6- Freelancers estão melhor equipados para o futuro

Talvez porque é necessário estar mais atento às tendências de mercado e às alterações que ocorrem na sua área de trabalho, os freelancers têm mais tendência para fazer formação de atualização de conhecimentos.

7-  Contratar freelancers fomenta a criação de emprego e melhora a economia global

Estima-se que, em 2025, 2.7 trilhões de dólares sejam gerados através de plataformas freelancers. Quando contrata um freelancer está a fomentar a criação de emprego fora das grandes cidades, uma vez que não precisa de contratar alguém que viva necessariamente numa grande cidade. Assim, está a fomentar a economia e o consumo local, o que eventualmente levará à criação de novos empregos. 

 

Se por um lado, continuamos a preferir as grande cidades para viver, pois estas representam maiores oportunidades económicas e profissionais, estas também estão cada vez mais caras. Por outro lado, no interior, apesar do menor custo de vida, as oportunidades de crescimento económico e profissionais não abundam, levando necessariamente a uma mudança de paradigma, no que diz respeito aos nossos trabalhos.

Importa referir que, com esta partilha, não pretendemos defender que o trabalho como freelancer  é melhor ou pior que o um emprego tradicional. O nosso objetivo passa apenas por desmistificar algumas ideias geradas em torno dos freelancers. Veja outros artigos do Doutor Finanças inspirados nas conferências do Web Summit, como por exemplo, “Como melhorar as suas apresentações profissionais”.