Habitação

Preços das casas aumentam 5,7% em 2021. Mais um ano histórico

Os preços dos imóveis voltaram a subir. O ano passado marca um novo recorde, com o volume de transações a atingir níveis nunca antes vistos.

Habitação

Preços das casas aumentam 5,7% em 2021. Mais um ano histórico

Os preços dos imóveis voltaram a subir. O ano passado marca um novo recorde, com o volume de transações a atingir níveis nunca antes vistos.

Os preços das casas voltaram a subir no ano passado. Houve exceções, mas a tendência foi de aumentos na maioria das capitais de distrito de Portugal, de acordo com os dados da Alfredo, que lançou, em parceria com o Doutor Finanças, um relatório com dados em tempo real.

Os dados da Alfredo revelam um aumento médio de 5,7% em 2021 para um valor médio de 2.024 euros por metro quadrado. O mesmo é dizer que uma casa com 100 metros quadrados foi comprada por 202.400 euros, em média no país. 

O Índice de Preços Alfredo reúne informação de vários portais públicos de listagem e sites de agências imobiliárias com dados de transação que são posteriormente trabalhados utilizando algoritmos avançados de Inteligência Artificial, o que permite caracterizar a realidade do mercado imobiliário em Portugal de uma maneira nunca antes vista.

"Vimos uma oportunidade de recorrer às mais recentes técnicas de inteligência artificial, trazendo novas formas de criar informação gerada por dados no mundo imobiliário. O Índice de Preços Alfredo é o culminar do trabalho que temos vindo a desempenhar nos últimos anos juntos dos nossos parceiros”, salienta Gonçalo Abreu, um dos co-fundadores da Alfredo.

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Aveiro e Setúbal lideram subidas nos preços das casas

2021 ficará marcado por mais um crescimento generalizado dos preços dos imóveis, de acordo com os dados da Alfredo, cujos valores são os mais recentes no mercado. Os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) são do terceiro trimestre do ano passado.

O Índice de Preços Alfredo revela que no último ano a maioria das capitais de distrito registou aumentos de preços das casas, com destaque para Aveiro e Setúbal, onde o preço médio aumentou mais de 17%.

Em Aveiro o preço médio dos imóveis residenciais aumentou 20% em 2021 para 1.362 euros por metro quadrado, os valores das moradias a registarem um aumento mais acentuado (+22%) do que os apartamentos (+19%).

Já em Setúbal os preços médios aumentaram 17,6%, sendo que a variação nos valores dos apartamentos (15%) foi mais baixa do que a observada na das moradias (20%).

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Aumento de preços dos apartamentos foi superior ao das moradias

Ao contrário do que foi observado nas duas capitais de distrito referidas acima, na média do país, os preços registaram aumentos mais acentuados nos apartamentos do que nas moradias. Os dados da Alfredo revelam que o valor médio dos apartamentos cresceu 6,1% para 2.580 euros em Portugal.

Já o preço médio das moradias aumentou 4,6% para 1.037 euros.

Castelo Branco registou a maior queda

Entre as capitais de distrito analisadas, apenas quatro registaram quebras nos preços. Castelo Branco foi onde o valor médio mais desceu (-6,6%), sendo que esta redução do preço médio foi justificada pela descida dos preços nas moradias (-8%), já que nos apartamentos assistiu-se a um aumento dos valores (4%).

As restantes capitais de distrito onde se verificaram quedas dos preços médios de habitação foram: Guarda (-4,9%), Beja (-0,7%) e Bragança (-0,3%).

Lisboa continua a ser a região mais cara

Lisboa voltou a destacar-se nos preços praticados. O preço médio aproxima-se dos 3.500 euros por metro quadrado, o que corresponde a um aumento de 2,8% face a 2020.

A segunda capital de distrito com os preços dos imóveis mais elevados foi o Porto (2.164 euros).

Do lado oposto está a Guarda, cujo preço médio é de 431 euros por metro quadrado, seguida por Portalegre, onde o preço do metro quadrado se situou nos 484 euros em média.  

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5 meses para vender um imóvel

A capital de distrito onde foi mais rápido vender um imóvel em 2021 foi em Viana do Castelo, onde o tempo médio de absorção foi de 96 dias.

Do lado oposto esteve Castelo Branco, onde o tempo médio foi de 215 dias, de acordo com os mesmos dados.

Assim, em média, foram precisos 150 dias, ou seja, 5 meses, para que uma transação fosse realizada em Portugal.

“O fator mais importante para o tempo de venda de um imóvel é o preço de angariação", realça Gonçalo Abreu, salientando que "a plataforma digital oferecida pela Alfredo permite aos profissionais imobiliários o acesso à informação de mercado para que possam tomar as suas decisões assentes em dados atualizados.”

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