O preço a que os bancos avaliam as casas, em Portugal, no âmbito de processos de crédito habitação mais do que duplicou em apenas sete anos, refletindo a forte subida de preços que tem marcado o mercado imobiliário.
De acordo com os dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o valor médio de avaliação bancária, em 2025, fixou-se nos 1.949 euros/m2. Este número traduz um aumento de 17,3% face ao ano anterior (2024) e é mais do dobro da média observada em 2018, de 946 euros. Ou seja, em apenas sete anos, registou-se um aumento de mais de 106% na avaliação bancária das casas em Portugal.
Face a 2024, houve uma subida dos valores em todas as regiões NUT II, tendo a Península de Setúbal apresentado a variação mais intensa (23%) e a Região Autónoma dos Açores o menor aumento (11,9%).
No conjunto das regiões, a avaliação dos apartamentos cresceu 21%, em termos homólogos, para 2.239 euros/m2, enquanto a das moradias subiu 11,5% para 1.435 euros/m2.
Dezembro de 2025 trouxe novo aumento da avaliação bancária
Olhando para o último mês do ano passado, o valor mediano de avaliação bancária avançou 21 euros face ao mês anterior (novembro), o equivalente a 1%, para se fixar nos 2.081 euros/m2.
“A Grande Lisboa apresentou o aumento mais expressivo face ao mês anterior (1,7%), tendo-se observado apenas uma descida na Região Autónoma dos Açores (-0,1%)”.
Na comparação com dezembro de 2024, o valor mediano das avaliações cresceu 19,1%. Neste caso, a variação mais acentuada aconteceu na Península de Setúbal (27,3%), não se tendo observado descidas em nenhuma região.
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Avaliação dos apartamentos T1 desce 10 euros
A avaliação dos apartamentos cresceu 1,1%, em dezembro, para 2.415 euros/m2, mas a subida não se estendeu a todas as tipologias. De acordo com o INE, o valor mediano dos apartamentos T1 desceu 10 euros, para 3.113 euros/m2, tendo os T2 e T3 aumentado 30 euros e 43 euros, respetivamente, para 2.495 euros/m2 e 2.090 euros/m2. Face a novembro, a Região Autónoma dos Açores registou o maior aumento (2,8%) e o Alentejo a descida mais acentuada (-3,6%).
Comparativamente com dezembro de 2024, a subida foi de 23,1%, destacando-se a Península de Setúbal com o crescimento mais expressivo (29,2%). Ainda assim, os valores mais elevados foram registados na Grande Lisboa (3.199 euros/m2 ) e no Algarve (2.758 euros/m2), enquanto o Alentejo e o Centro apresentaram os valores mais baixos (1.487 euros/m2 e 1.548 euros/m2 respetivamente).
Avaliação das moradias T2 e T3 sobe 16 euros
À semelhança do que aconteceu com os apartamentos, também a avaliação das moradias subiu 1,1% em dezembro, face ao mês anterior, para os 1.516 euros/m2. A Região Autónoma da adeira foi a região com o crescimento mais elevado (5,2%), tendo-se verificado uma única descida no Oeste e Vale do Tejo (-0,1%).
“O valor mediano das moradias T2 e T3 aumentou, em ambas, 16 euros, para 1.511 euros/m2 e 1.480 euros/m2, respetivamente, sendo que o das T4 desceu 2 euros, para 1.575 euros/m2”, detalha o INE.
Face a dezembro de 2024, o aumento foi de 14,7%, com a Península de Setúbal a destacar-se com o crescimento homólogo mais elevado (20,3%).
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