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Subsídios por duodécimos: sim ou não?

Não sabe se optar por receber os seus subsídios por duodécimos. Neste artigo falamos sobre as suas vantagens e desvantagens para ajudá-lo na decisão.

Pedro Pais Pedro Pais , 29 Janeiro 2013 | 25 Comentários

Como é do conhecimento geral, foi publicada a lei que regula o pagamento de 50% dos subsídios de férias e Natal em duodécimos, para os funcionários privados. Assim, existe um prazo de 5 dias caso pretenda manter a situação actual (receber os subsídios por inteiro), pelo que há que decidir. Já agora, pode sempre ver o impacto desta medida na calculadora do salário líquido.

Leia ainda: Subsídio de Natal: o que diz a lei e como calcular

O que escolher?

A resposta em geral é que é preferível receber os subsídios em duodécimos, pelos motivos que abaixo explicaremos. Contudo, caso tenha notória dificuldade em se "controlar" e poupar também sobre o extra que recebe pelos duodécimos, será preferível receber os subsídios por inteiro e alocar uma parte dos mesmos à poupança.

Calculadora telemovel

Motivos para escolher duodécimos

1. Fiscalmente irrelevante

Em termos fiscais receber os subsídios por inteiro ou em duodécimos é fiscalmente irrelevante, na perspectiva do contribuinte, uma vez que a retenção sobre os mesmos é feita sempre de forma autónoma e com base em valores anuais.

2. Maior segurança

Com o infeliz estado de muitas empresas, a verdade é que receber por duodécimos pode trazer-lhe mais segurança, uma vez que sempre vai recebendo parte do valor dos subsídios em adiantado.

3. Mais rentável

Ainda que estejamos sempre a falar de poucos euros, a verdade é que ao receber os subsídios em duodécimos pode sempre utilizar aqueles euros extra para um depósito a prazo, que lhe renderá qualquer coisita. Receber mais cedo e ter o dinheiro do nosso lado são sempre dois pontos importantes na gestão das finanças pessoais.

Motivo contra a escolha pelos duodécimos

A nosso ver o único motivo contra a escolha pelos duodécimos está relacionada com o facto dos mesmos se "misturarem" com o vencimento regular. Esta situação pode levar a que adeqúe os seus gastos a este novo salário global (regular + duodécimos) e que a poupança que normalmente faria sobre parte dos subsídios (quando os recebesse por inteiro) deixe de existir.

Por que modalidade vai optar?

Terminamos com a pergunta: "Vai optar por receber os subsídios por inteiro ou 50% dos mesmos em duodécimos?" Deixe-nos a sua opinião nos comentários! 🙂

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27 comentários em “Subsídios por duodécimos: sim ou não?

  1. Sou solteira e sem filhos. Uma vez que não tenho muita dificuldade em poupar, prefiro receber os duodécimos e aplicá-los numa poupança.

    Cumprimentos

  2. Boa tarde

    Caso exista penhora no ordenado e se decida pelos duodécimos, como se processa? O duodécimo é junto ao ordenado e penhorado na totalidade?

    Obrigado

  3. Olá, boa tarde,

    A minha empresa propôs pagar 100% dos subsídios (Natal e Férias) em duodécimos. Gostaria de saber se o motivo “Fiscalmente Irrelevante” se mantém? Obrigada.

  4. Preferio ter o dinheiro do meu lado, portanto duo-décimos. Os que acham que não se conseguem controlar, podem aproveitar a oportunidade para “dominar” as finanças, e fazer orçamentos :). Quem sabe acabam por poupar mais do que é costume.

  5. Eu falei com o meu patrão e decidiu-se escolher o regime melhor para ambos.
    O que gastamos não tem haver com, se temos ou não dinheiro, mas da maneira como sabemos gerir o dinheiro.
    Posso dizer que ganho pouco mais de 550€, e tenho noção que muita boa gente não se consegue governar com 2000€ ou 3000€.

    Actualmente as pessoas são formatada para gastar dinheiro, e mesmo hoje em dia (com a crise que temos) ainda existem pessoas a querem muito mais do que realmente podem, e não se interessam se têm dividas ou não o que interessa é ser-se melhor que o vizinho…. o pior é que por vezes quando querem mudar os habitos já é tarde demais.

    Eu sou da opinião que deveria haver no ensino, uma disciplina que se fala-se nos valor do dinheiro e como o utilizar.
    Provávelmente esta ideia é mesmo tonta, mas que ia revolucionar as mentalidades isso ia.

    Penso desculpa, por acabar de fugir um pouco ao tema.

    1. Não acho que seja uma ideia tonta. As escolas deviam dar meios e ferramentas às pessoas para se articularem na vida. Isso faz perfeito sentido, “Economia e Finanças pessoais”. Aí está algo que gostava de ter aprendido bem cedo na vida, de forma estructurada.