Nesta altura do ano, uma das prioridades que temos é programar as férias. Com a internet a fazer cada vez mais parte do nosso dia a dia, na maioria das vezes, as reservas que fazemos para as férias é nos sites de viagens e recorrendo ao cartão de crédito. E é sobre este tema que pretendemos tratar nas Dicas do Doutor de hoje.

Depois de tomada a decisão, escolhemos a melhor opção e tratamos de assegurar a nossa reserva, pagando a reserva com o cartão de crédito.

E temos dinheiro disponível para podermos pagar a totalidade que nos será debitado no próximo mês?

Quando não temos essa disponibilidade financeira (até porque habitualmente, o subsídio de férias é-nos pago em junho) acabamos por fracionar o pagamento do cartão de crédito, com o intuito de liquidar a totalidade quando recebermos o subsídio de férias, mas eis que não quando surge o habitual imprevisto, a despesa que não estava programada, fazendo que acabemos por pagar as férias fracionando o pagamento ao longo do ano. E quanto é que isso nos custa?

O pagamento fracionado do cartão de crédito acarreta custos desnecessários porque é dos, senão o mais caro dos financiamentos bancários, com taxas que variam entre os 12% e os 16,4% (taxa de usura permitida pelo Banco de Portugal para o ano de 2018) e muitas das situações complicadas de endividamento começam nos cartões de crédito.

Se as suas férias tiverem um custo de 3.000 Euros e acabar por pagá-las em 12 meses, fracionando o pagamento com uma TAEG de 15.9%, acabará por ter um custo total no final do ano de 3.272,74 Euros. Ou seja, no total vai pagar mais 272.74€ pelas suas férias.

Muitas das situações complicadas de endividamento começam nos cartões de crédito.

O fracionamento do pagamento dos cartões de crédito é uma péssima solução se não podemos pagar a totalidade. Quando pagamos com o cartão de crédito não visualizamos a saída do dinheiro da nossa conta.

Podemos, com um telefonema para o Banco ou pela internet, alterar a quantia a pagar e muitas das vezes não fazemos o cálculo aos juros que vamos pagar, ou seja, é hoje em dia necessário para muitas coisas, mas só quando podemos pagar a totalidade do valor gasto.

Existem outras formas mais ajustadas e baratas de pagar em prestações as férias e devemos ter o cuidado de, antecipadamente, programarmos o pagamento como fazemos com as férias.

Outras alternativas incluem ainda:

  1. planear umas férias low-cost (temos algumas dicas para si neste artigo);
  2. recorrer a um dos nossos serviços para obter uma folga no orçamento e planear as suas férias sem recorrer ao cartão de crédito.

Poupe e tenha umas boas férias!