Doutor Finanças

Conheça os 5 desafios do mercado das fintechs para 2020

O Doutor Finanças foi destacado no Portugal Fintech Report 2019 e comenta os principais desafios deste sector para 2020.

Adriana Cabrita Adriana Cabrita , 21 Novembro 2019

O mercado está a mudar, os clientes procuram cada vez comodidade em que a tecnologia representa um papel fundamental na procura de soluções. Segundo Portugal Fintech Repor2019, as fintech colocam o cliente no centro das suas soluções com novas palavras de ordem como sejam: rapidez, transparência, sem fricção e serviços personalizados.

Com base neste relatório, o Doutor Finanças identificou e destacou 5 desafios para as fintech portuguesas em 2020.

O papel das fintech em Portugal e no mundo

O papel central das fintech é que transformou por completo o mundo financeiro, uma vez que as finanças deixaram de estar apenas centralizadas nos bancos.

Novos intervenientes apareceram, como é da Amazon, do Spotify e do Alibaba, que percebem que têm milhões de dados e uma enorme base de clientes que podem também ser impactados relativamente a soluções financeiras. Por exemplo, partindo da compra online para a questão do financiamento da compra com base em soluções de crédito. Estes utilizadores já estão familiarizados com o uso de plataformas digitais e facilmente respondem a processos financeiros que têm por base a mesma experiência de utilizador.

Este sistema já ultrapassou fronteiras e já chegou a várias pontas do mundo, como é o caso de Portugal, onde o ecossitema das fintech está a crescer a passos largos. Segundo o Portugal Fintech Report 2019 este foi o ano em que foram fortalecidas as relações entre todas as partes interessadas e que destacou o potencial de Portugal como um dos principais pólos da fintech, uma vez que está com capacidade para suportar tal crescimento.

Prova disso é que este setor está composto por muitas empresas jovens e em crescimento, uma vez que 16 das 30 empresas foram fundadas nos últimos 30 anos. Este é o caso do Doutor Finanças, por exemplo, no mercado há apenas 5 anos, mas que uma vez mais foi selecionado como uma das 30 fintech portuguesas mais importantes, com bom crescimento e práticas de inovação que caracterizam este sector.   

Dentro das 30 empresas destacadas, as insurtech e as de lending and credit são os segmentos mais populares”, explica o relatório, que aponta para “mais de 210 milhões de euros captados junto de venture capital nacional e internacional". 

portugal fintech report

5 desafios para as fintech portuguesas em 2020

Portugal Fintech não tem dúvidas de que “os inovadores estão a criar soluções disruptivas que vão levar estas startups do setor financeiro “a rondas de financiamento recorde e a operações de entrada em bolsa. O talento está cá, as soluções são visíveis e os players do mercado estão preparados para os apoiar. O ecossistema português começa a descolar e o crescimento veio para ficar”, pode lê-se no relatório. 

Segundo o Rui Bairrada, CEO do Doutor Finanças, os desafios para 2020 assentam em 5 ideias base:  

1. Corrida à inovação

Em 2020, vai continuar a haver muitas alterações e uma corrida à inovação. Quer-se muito diminuir a distância tradicional que existia entre cliente e banco. Há uma maior abertura para a utilização de novas tecnologias, apps, plataformas. O cliente está cada vez mais exigente, pois quer serviços personalizados e transparente, sem perder o controlo dos seus dados.  

2. Contacto com o cliente 

O maior investimento em 2020 vai continuar a ser o contacto com o cliente: a digitalização não precisa de ser impessoal. Esta é a era de desenvolver mais proximidade com o cliente. Os bancos também criaram novas experiências digitais através de apps e novas ofertas. A proximidade do cliente deixa de ser territorial, mas sim de disponibilidade para apresentar soluções e aconselhar. 

Por exemplo, no caso do Doutor Finanças, sempre que um cliente nos contacta para fazer um crédito habitação, explicamos o processo, quais os documentos que vão ser necessários e como vamos acompanhar o processo, neste caso através de uma tecnologia que permite que os seus dados sejam processados de forma eficiente para encontrar a melhor proposta de crédito consoante o seu perfil. 

3. Regulamento mais preciso e percetível 

Esperemos que a regulamentação se torne mais clara ao longo dos anos, pois vai certamente criar um crescimento sustentável em todas as fintech portuguesas e poderemos realmente criar valor para todos: para os utilizadores, os colaboradores, as empresas, os reguladores e a economia. 

4. Reforçar a importância da literacia financeira

Rui Bairrada relembra que em Portugal existe ainda muito para trabalhar no que toca à literacia financeira: “O avanço tecnológico pode ser bom, mas há que dotar as pessoas de ferramentas para perceber para onde vai o dinheiro. Assim, as fintech trabalham essencialmente soluções viradas para o que cliente quer, passando essa confiança”, avança o CEO do Doutor Finanças. 

O Portal Doutor Finanças e o Livro Infantil “Doutor Finanças e a Bata Mágica” são exemplo disso. A literacia financeira permite que as pessoas possam saber gerir o seu dinheiro e as suas necessidades financeiras ao longo da vida. Para isso, é necessário focar na poupança que se faz todos os meses, através do planeamento dos gastos. 

5. Cuidado no tratamento dos dados 

A RGPD (Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados) também traz desafios às fintech, já que o tratamento de dados sensíveis deve ser feito da melhor forma para evitar surpresas e dissabores para as empresas.

Doutor Finanças no top 30 das Fintech Portuguesas 

Segundo o relatório, o Doutor Finanças foi destacado pelo seu CRM (Customer Relationship Management, que em português significa, Gestão do Relacionamento com o Cliente) a que chamamos de “Clínica”, um sistema de computador que gere mais de 4500 clientes por mês com pedidos de ajuda em crédito e seguros, trabalhando 300 milhões de euros por ano.  

Rui Bairrada, CEO do Doutor Finanças, comentou ainda o relatório:

“É muito importante ter um relatório que fale sobre o ecossistema das fintech, para que se perceba como este setor é inovador e está a transformar a forma como as pessoas lidam com os bancos e tomam algumas decisões financeiras. No nosso caso, a componente tecnológica é algo que temos muito presente. O cliente quer um contacto mais direto, transparente, rápido e fácil, à distância de uma ligação wi-fi.” 

Mas afinal, o que é o ecossistema português das fintech?

O Portugal Fintech trata-se de uma organização sem fins lucrativos que pretende criar um ecossistema para que as fintech portuguesas possam interagir com legisladores, reguladores, consultores e players do mercado financeiro, como bancos e investidores. Aqui são distinguidas as empresas que contribuem com inovações e promovem a utilização de novas tecnologias no setor financeiro, reconhecendo as principais evoluções e tendências da indústria fintech. As organizações são selecionadas e avaliadas pelas melhores práticas e pela experiência no setor através do olhar de especialistas de mercado, com o intuito de conectar empreendedores e investidores a nível nacional e internacional.  

“O ecossistema português está a mover-se a um ritmo acelerado. As soluções disruptivas criadas por portugueses estão a captar o interesse de parceiros e investidores à medida de que Portugal se torna uma referência como hub fintech“, aponta o relatório apresentado há menos de um mês.

Leia ainda: Doutor Finanças está no Top 25 do Portugal Fintech Report 2018

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