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Vai comprar uma mota para deslocações curtas? 7 pontos a considerar

Está a ponderar comprar uma mota para ir de casa para o trabalho? Conheça vantagens e desvantagens, custos e obrigações.

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Vai comprar uma mota para deslocações curtas? 7 pontos a considerar

Está a ponderar comprar uma mota para ir de casa para o trabalho? Conheça vantagens e desvantagens, custos e obrigações.

Se é um apaixonado por motociclos está, certamente,a par das vantagens e desvantagens destes veículos, bem como da sensação de liberdade que proporcionam. No entanto, se nunca conduziu uma mota ou desloca-se apenas de carro, e agora está a ponderar comprar uma mota, é expectável que tenha dúvidas.

A compra de uma mota para deslocações mais curtas é, usualmente, uma opção para quem quer diminuir custos e o tempo das suas viagens, sobretudo em hora de ponta.

Contudo, para que tome a decisão de comprar uma mota de forma ponderada, de seguida, apresentamos-lhe sete fatores que deve analisar. Conheça algumas das suas principais obrigações, os custos e que soluções deve ponderar, atendendo aos seus objetivos e necessidades.

1 - Antes de comprar uma mota, pense na finalidade

"Mandam" as regras do consumo consciente que, antes de tomar a decisão de comprar algo de valor mais elevado, se reflita.

Assim, se está a pensar comprar uma mota, deve analisar o uso que vai dar a este veículo. Ao analisar os diversos fatores, consegue perceber se esta é, ou não, a decisão certa, mas também que tipo de motociclo precisa.

Por exemplo, se o seu objetivo é comprar uma mota para deslocações diárias mais curtas, fazendo apenas algumas dezenas de quilómetros, uma scooter de 50cc pode satisfazer as suas necessidades, e ser a melhor opção para si. No entanto, existem outros fatores a considerar, como:

  • Onde serão feitas as deslocações: Os percursos são maioritariamente dentro da cidade? Vai ter que se deslocar na autoestrada? Que tipo de pisos fazem parte dos percursos mais frequentes?
  • Irá sozinho ou acompanhado? Ou seja, nas deslocações habituais levará um pendura?
  • Vai precisar de um espaço considerável para a bagagem no dia a dia?
  • Precisa de um depósito maior para ter mais autonomia?

Ao responder a estas questões, vai conseguir identificar as caraterísticas que a sua mota deve ter, facilitando a escolha do modelo, cilindrada, design, pneus, conforto e até se precisa, ou não, de uma mala para arrumação.

2 - Vantagens em comprar uma mota? Ver caso a caso

Como acontece na maioria dos casos, as vantagens de comprar uma mota nem sempre se aplicam a todas as pessoas. Por isso, é preciso pensar se a compra deste veículo vai mesmo trazer benefícios a curto, médio e a longo prazo.

Para a maioria das pessoas, a compra de uma mota traz benefícios, uma vez que permite:

  • Poupar tempo no trânsito: Ao conduzir uma mota, não estará tanto tempo parado no trânsito nas horas de ponta, devido às suas dimensões e facilidade de ultrapassagem. No entanto, se gosta de se deslocar com algum conforto e não tem a necessidade de conduzir nas horas de maior tráfego, esta vantagem pode não se aplicar.
  • Diminuir os custos em combustível: Para quem pretende diminuir alguns gastos com as deslocações, mas não quer andar de transportes públicos, as motas são uma boa opção. Em termos de combustível, uma mota gasta, na maioria dos casos, metade do que gasta um automóvel. Tem de ter em consideração a cilindrada e o peso da mota.
  • Maior facilidade a estacionar: As motas tem dimensões menores que os automóveis, logo são mais fáceis de estacionar nas grandes cidades. Além disso, não pagam paquímetro.
  • Redução dos custos de manutenção: A nível de manutenção, as motas são menos complexas que os automóveis, e muitas peças tê valores acessíveis. Quem vai mudar do carro para a mota, pode obter uma poupança significativa a longo prazo em termos de manutenção e avarias.

3 - Pese bem os contras antes de tomar uma decisão

Embora as vantagens de comprar uma mota sejam evidentes, as desvantagens nunca devem ser ignoradas. Na verdade, para quem nunca conduziu uma mota, esta mudança pode ser ótima ou pode gerar um grande arrependimento.

Desde logo, deslocar-se de moto não proporciona o mesmo conforto, não permite transportar o mesmo número de pessoas e a mesma quantidade de bagagem.

Já para não falar no transtorno para quem tem filhos menores de 7 anos, já que o seu transporte é proibido.

Também deve pesar que ao deslocar-se de mota vai ficar mais exposto à chuva, vento, e a sua condução deve ser ainda mais cuidadosa.

Por fim, muitos especialistas defendem que as deslocações de mota são menos seguras. Em caso de um acidente, o impacto recai sobre o condutor. Além disso, a estabilidade do veículo, proteção e visibilidade também diminuem os níveis de segurança.

Elétrico a subir uma das colinas de Lisboa

4 - Possibilidade de tirar a carta de condução de mota

Se está a pensar comprar uma mota, a escolha do modelo e o cumprimento de certos requisitos podem implicar tirar a carta ou licença de moto. De acordo com a legislação em Portugal, existem quatro tipos de licenças aplicadas a estes veículos.

A primeira é a categoria AM, que é a licença de condução para ciclomotores e motociclos com cilindrada máxima de 50cc ou 4kW, e velocidade até 45 km/h.

A segunda categoria, A1, destina-se a motociclos com uma cilindrada de 50cc até 125cc até 11 kW. Se tiver a carta de carro, categoria B, e mais de 25 anos, está habilitado para conduzir estes veículos, sem ter que tirar esta licença.

No caso da categoria A2, passa a poder conduzir diversos motociclos desde que estes não ultrapassem os 47 cavalos ou 35 kW de potência. Quem já tiver a licença da categoria A1 fica dispensado das aulas teóricas.

Por fim, a Categoria A dá direito a conduzir qualquer tipo de veículo de duas rodas, independentemente da sua potência e caraterísticas. Esta é conhecida como a carta de moto, pois abrange todos os motociclos.

Para saber mais sobre licenças e cartas de condução, bem como os seus critérios, legislação, entre outros pormenores, aconselhamos a consulta do site do Instituto da Mobilidade e dos Transportes, IMT.

5 - Faça um orçamento, vai ficar a par dos custos

Antes de comprar uma mota deve fazer contas para apurar os custos associados a esta aquisição. O primeiro passo é colocar dois cenários em cima da mesa: a compra de uma mota nova ou a compra de uma mota usada.

Os valores são completamente distintos. No caso de uma mota nova, paga um valor mais elevado, mas não terá de se preocupar com alguns fatores (referidos de seguida).

Por exemplo, se está a ponderar comprar uma moto usada, os custos podem ser menores. No entanto, deve estar atento à documentação, aos quilómetros apresentados, alterações que foram feitas, problemas que podem existir, extras, etc. Caso não seja um entendido no assunto, o melhor é levar um mecânico da sua confiança para que o ajude a perceber se está, ou não, perante um bom negócio.

Depois de fazer um levantamento dos valores dos modelos que está interessado, lembre-se que vai ter os custos do seguro. O valor do seguro de uma mota pode variar consoante a idade do condutor e alguns fatores de risco, como se fica exposta na rua. Mas, o valor do seguro é menor do que o de um carro.

Não se esqueça ainda, que ao conduzir uma mota vai precisar de outros equipamentos. Asim, deve procurar roupas e acessórios com proteção, como casacos, calçado, luvas, calças ou fatos completos. Além da proteção do mau tempo, estes equipamentos também podem prevenir lesões.

Por fim, a nível de despesas, deve colocar no seu orçamento os custos com um bom capacete, um cadeado para prender a mota e outro para o disco do travão. Pense ainda na aquisição de uma cobertura, se não tiver garagem.

6 - Vale a pena investir na compra de uma mota elétrica?

Com o mercado cada vez mais focado no lançamento de modelos elétricos, hoje em dia já é possível encontrar algumas motas elétricas mais leves e com maior autonomia. Dado que nos últimos anos o Estado tem disponibilizado incentivos para a compra de veículos elétricos e atribuído benefícios fiscais aos mesmos, deve analisar se este investimento compensa.

Em primeiro lugar, importa referir que as motas elétricas não têm a mesma autonomia do que as motas a gasolina. No entanto, existem modelos que permitem uma autonomia entre os 80 e os 100 km. Se o objetivo for comprar uma mota para deslocações mais curtas e dentro da cidade, esta desvantagem não será problema.

Outro ponto a analisar é a velocidade máxima que as motas elétricas atingem, já que também é inferior aos motociclos tradicionais. Neste ponto, se as deslocações não forem feitas apenas dentro da cidade, pode não compensar o investimento.

Existe ainda a questão do carregamento da bateria. Neste aspeto, deve pensar se há a possibilidade de ter uma garagem onde pode carregar o veículo ou se tem de recorrer aos pontos de carregamento disponíveis.

Por último, os valores de aquisição destes veículos são mais elevados. Contudo, se pensarmos na poupança a longo prazo do combustível e na dedução de alguns incentivos fiscais, pode ser uma boa alternativa, sobretudo se forem mesmo deslocações curtas.

7 - Não consegue comprar uma mota a pronto?

A compra de uma mota, nova ou usada, pode ser um investimento que as suas poupanças não conseguem suportar. Por isso, muitas pessoas recorrem a um financiamento de parte do valor ou até da totalidade.

Antes de recorrer a um crédito deve analisar a sua taxa de esforço. Posteriormente, é importante que veja as várias opções de financiamento disponíveis, como fazer um crédito diretamente no stand, um crédito pessoal ou um crédito com reserva de propriedade.

Não se esqueça que cada uma destas opções tem critérios e condições. Por exemplo, o financiamento através de stands costuma ter uma TAEG muito baixa, mas por norma não permite a aquisição de veículos usados, e nem sempre está disponível para todos os modelos e marcas.

No caso de um crédito pessoal, o financiamento pode ser mais rápido. Tem a possibilidade de trocar de veículo antes do pagamento total e existem várias ofertas no mercado. No entanto, as taxas de juro costumam ser mais elevadas e dependem muito da entidade que escolhe.

Por fim, no caso do crédito com reserva de propriedade, as taxas de juro costumam ser menores do que um crédito pessoal. A grande desvantagem neste caso é que não pode alienar a viatura sem a autorização da instituição financeira. Se não cumprir todas as condições acordadas, a propriedade da viatura pode passar para o banco ou entidade financeira.

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