Investimentos

Para investir é preciso ter muito dinheiro?

Todos nós podemos investir, independentemente dos nossos rendimentos. Temos é de encontrar a solução que melhor se ajusta ao nosso caso.

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Para investir é preciso ter muito dinheiro?

Todos nós podemos investir, independentemente dos nossos rendimentos. Temos é de encontrar a solução que melhor se ajusta ao nosso caso.

Normalmente associa-se a ideia de que para investir é necessário ter muito dinheiro disponível. Esta ideia não pode estar mais errada!

O investimento, grande ou pequeno, deverá ter um papel na organização da nossa vida. E este papel varia de acordo com as expectativas e objetivos de cada um, tendo apenas de estar bem definido e bem resolvido. Chamamos a atenção para este ponto, porque os investimentos podem ter vários propósitos:

  • Começar a constituir uma carteira de investimento para a reforma;
  • Ter um fundo de emergência para quando algo não corra como o planeado;
  • Pagar os estudos dos filhos no médio prazo;
  • Comprar um carro:
  • Entre outros

Além de termos todos objetivos e expectativas diferentes, será importante não nos preocuparmos com o que os outros investem e onde, porque o racional, as necessidades ou expectativas de um amigo ou conhecido não serão necessariamente as nossas e como tal, a estratégia de investimento terá de ser obrigatoriamente diferente.

Leia ainda: O bê-à-bá do investimento

Qual é o seu saldo mensal?

Numa primeira fase será fundamental fazer uma análise aos rendimentos vs gastos de cada um ou de cada família. Esta perceção não tem como objetivo gerar angústia ou ansiedade, mas sim um controlo sobre a forma como a nossa vida financeira se desenvolve. O objetivo é ter uma perceção mais definida dos gastos mensais e qual a sua representatividade nos rendimentos mensais, sendo que o objetivo é que no final do mês exista um saldo positivo entre rendimentos mensais – custos mensais.  Conseguindo ter esta meta alcançada e bem clara, podemos passar para o segundo passo, que consiste na definição do que devo fazer com o saldo positivo mensal.

Numa ótica regular e não momentânea, podemos e devemos ter uma forma de potenciar essas poupanças mensais, que poderão estar associadas a diferentes  objetivos, tais como,  assegurar um fundo de maneio para despesas extraordinárias, criação de um investimento para complementar o momento da reforma, poder comprar um carro ou fazer uma viagem daqui a uns anos,… Conforme temos vindo a mencionar, cada um define o seu objetivo.

No início do artigo, referimos que não necessitamos de ter muito dinheiro para investir. Podemos fazê-lo em montantes mais reduzidos. As poupanças mensais referidas no artigo, deverão ser uma percentagem do nosso rendimento mensal, que pode ser um valor superior ou mais baixo se ganharmos menos. Aqui o mais importante é o princípio, o rigor e a importância deste pequeno passo nas nossas vidas. Se tivermos a capacidade de criar uma rotina de poupança mensal, não só iremos ser mais racionais nos nossos gastos, como teremos a capacidade de ir criando uma carteira de investimento, adaptada a cada um de nós, que nos permitirá concretizar o objetivo que estipulámos inicialmente.

Leia ainda: A constituição de uma carteira de investimento

Qual a solução que melhor se adequa ao seu caso?

O terceiro passo é o de encontrar soluções no mercado que se encaixem nas nossas poupanças e objetivos de médio/longo prazo. Aqui sim, o valor da poupança poderá ter influência no caminho que iremos seguir. Existem aplicações que pelos custos associados, não fazem sentido para investimentos muito reduzidos. Neste caso, o trabalho passará por encontrar soluções que tenham qualidade (bons ativos) e que não impliquem custos de subscrição ou resgates e que permitam, por exemplo, reforços mensais sem custos associados.

Em termos práticos, se por exemplo o investimento/reforço mensal da carteira de investimento for de 100 euros, teremos de encontrar soluções que não tenham encargos de subscrição, que tenham mínimos de investimento reduzidos e que sejam diversificados/equilibrados. Os PPR, por exemplo, costumam permitir reforços de 50 euros. Outra solução passa por encontrar um fundo de investimento que não tenha comissões de subscrição e que permita reforços mensais dentro destes valores.

Normalmente, certos ativos financeiros (ETF, ações ou obrigações) apresentam um custo variável – exemplo 0,25% - mas com um custo mínimo, que numas instituições é 100 euros, noutras 25 euros. É por este motivo que quanto maior o investimento, maior será o número de soluções disponíveis, porque os custos dos ativos deixam de ter um peso significativo em função do montante de investimento.

Em resumo, será sempre importante conseguirmos ter um saldo positivo mensal, de forma a podermos definir uma percentagem dos rendimentos mensais que terão como destino uma poupança adaptada às nossas necessidades e que nos permita desfrutar do objetivo pretendido num horizonte temporal de médio/longo prazo. É importante realçar que é sempre possível encontrar uma solução que se enquadre no montante de investimento pretendido.

Leia ainda: Bitcoin: Investimento ou especulação?

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