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Intercâmbio académico: Como planear e antecipar custos e desafios

Está a pensar estudar fora, mas não sabe como? Saiba como planear o seu intercâmbio académico, ajustando o seu orçamento à nova realidade.

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Intercâmbio académico: Como planear e antecipar custos e desafios

Está a pensar estudar fora, mas não sabe como? Saiba como planear o seu intercâmbio académico, ajustando o seu orçamento à nova realidade.

Estudar noutro país pode trazer não só novas aprendizagens, mas também recordações afetivas para toda a vida. Contudo, para muitos estudantes este passo exige um processo tão complicado que muitos desistem.

Neste artigo, reunimos as principais dicas para fazer um bom planeamento: desde orçamentos a apoios para estudantes, até às vantagens e desafios que vai encontrar.

O que é o intercâmbio académico?

O intercâmbio académico é uma troca feita entre escolas que permite aos alunos estudar durante alguns meses noutro país. Apesar de poder ser feito entre muito jovens, desde que haja autorização dos pais, em Portugal é mais comum no ensino superior.

Neste contexto, enquanto fazem um curso numa universidade nacional, os estudantes podem concorrer para estudar durante um ou mais semestres numa universidade estrangeira parceira.

Vantagens do intercâmbio

1. Aprender outra língua e cultura

A primeira grande vantagem ao escolher fazer intercâmbio é a possibilidade de viver noutro país, conhecer um novo lugar novo e ter acesso a uma nova cultura. Em muitos casos, também vai aprender uma nova língua ou até mesmo aperfeiçoar conhecimentos que já tem. Apesar de se poder sempre estudar uma cultura ou língua diferente a experiência no terreno vai trazer uma maior compreensão e aprendizagem.

2. Conhecer pessoas

Os relatos das experiências de intercâmbio da maioria dos estudantes sublinham a importância de conhecer pessoas. Em muitos casos, fizeram-se amizades que duram o resto da vida ou contactos importantes que podem abrir portas, mais tarde, no percurso profissional. Lembre-se que não são apenas que estes novos contactos não são só locais, mas também com pessoas de vários pontos do mundo (também eles a viver o seu intercâmbio académico). Nestes contextos existe, naturalmente, uma maior vontade de conviver e criar laços.

3. Adquirir outras competências

Viver sozinho num país diferente é entendido como sendo um processo de grande crescimento profissional e pessoal. Para os jovens que ainda vivem com os pais, pode mesmo ser algo transformador. Quem escolhe fazer o intercâmbio, vai acabar por ganhar uma maior independência, responsabilidade e capacidade de se adaptar. Vão ser desenvolvidas muitas competências académicas, mas também pessoais.

4. Enriquecer o currículo

Mais tarde, quando acabar o curso e estiver prestes a entrar no mercado de trabalho, vai querer incluir esta experiência no currículo. O intercâmbio é algo que enriquece qualquer currículo e pode ter bastante peso na hora de contratar alguém. Isto porque os estudantes de intercâmbio são vistos como pessoas mais dinâmicas, pró-ativas e com uma mentalidade aberta. Estas vão ser qualidades importantes na procura trabalho.

Leia ainda: Como fazer um bom CV?

ambiente de universidade com um grupo vasto de jovens a falar e a conviver

Desafios do intercâmbio

Porém, a jornada do intercâmbio não é só feita de vantagens. Pelo caminho podem surgir momentos mais difíceis, mas com planeamento e organização é possível ultrapassar os desafios.

A primeira decisão a tomar, capaz de afetar diversos aspetos, é o país para onde vai estudar. Nesta escolha, deve ter em conta, por exemplo, a língua. Mesmo que desconheça a língua oficial, procure saber se as aulas são dadas noutra que seja mais falada a nível internacional. Vai precisar também de saber se no dia a dia pode falar outra língua que os locais entendam, por exemplo inglês.

Um dos desafios mais sentidos é a solidão. Nos primeiros tempos, é expectável que se sinta sozinho. Por isso, deve participar de atividades da universidade, juntar-se a clubes ou encontrar hobbies para fazer novas amizades.

Por último, um dos maiores desafios é a nível financeiro. É preciso definir um orçamento antes de embarcar nesta aventura. É fundamental que saiba que custo de vida o espera. Pesquise e analise, atempadamente, para perceber se é um custo elevado e se, por isso, pode impedi-lo de se mudar.

Leia ainda: 9 formas de aprender uma língua estrangeira de forma (quase) gratuita.

Definir um orçamento

Na hora de planear a experiência de intercâmbio vai precisar de definir um orçamento. Para tal, é preciso ter em conta os diferentes gastos que vão surgir.

Em primeiro lugar, vai ter de lidar com a questão do alojamento. A opção mais económica pode ser procurar vaga em residências universitárias. Para tal, vai precisar de pedir informações com antecedência à nova universidade. Tente saber se existe algum protocolo entre ambas as universidades para que tenha acesso a este alojamento. Caso contrário vai ter de arrendar um quarto ou uma casa, dependendo das suas necessidades. Quanto mais perto do campus melhor para evitar gastos extra em transporte.

As viagens podem ter um custo elevado. Procure viagens de ida e volta para o novo destino. Compare preços entre os diferentes transportes (avião, comboio, autocarro) e as diferentes companhias. Pense também quantas vezes vai querer voltar a casa e inclua essa despesa no seu orçamento.

De seguida, é necessário ter em conta as despesas fixas como a alimentação, o preços dos transportes públicos e os gastos com a faculdade. Procure saber que preços são praticados no país de destino para conseguir fazer um orçamento realista.

Por fim, reserve sempre algum dinheiro para despesas inesperadas ou para gastar em momentos de lazer. Defina um montante que pode gastar , mensalmente, em jantar fora, comprar roupa ou ter uma atividade cultural.

Apoios para estudantes

No que toca ao peso financeiro de um intercâmbio académico, este pode mesmo ser pesado e, por isso, não está acessível a qualquer estudante. Porém, existem apoios, como é o caso do programa Erasmus +. Este é um programa europeu que intervém na educação, formação, juventude e desporto.

Neste sentido, existem bolsas específicas para que os estudantes possam participar de programas de intercâmbio, desde que o país escolhido seja na Europa. As bolsas disponíveis variam consoante o caso de cada estudante. Algumas suportam todos os custos financeiros, mas, atenção, outras apenas cobrem o custo das deslocações.

Caso não consiga ajudar financeira através do programa, pode ponderar fazer um crédito junto da banca.

Leia ainda: Crédito para estudar: o que abrangem e como funcionam?

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