Quer fazer um Plano Poupança Reforma mas não sabe como escolher? Neste artigo, fique a conhecer alguns critérios que deve ter em conta de pretende subscrever um produto de poupança deste género. 

O José Ribeiro enviou-nos (para o site financaspessoais.pt) um artigo interessante sobre alguns critérios que pode utilizar na escolha de um PPR. Apesar de eu pessoalmente não ser um grande adepto dos PPRs, a verdade é que há muita gente adopta este tipo de instrumentos de poupança, pelo que considero o guia escrito pelo José de bastante importância.

1. Consulte o portal do consumidor de seguros e fundos de pensões. Este portal permite:

  • Comparar comissões e rendibilidades dos seguros PPR;
  • Consultar recomendações dos provedores;
  • Pedir dados sobre os beneficiários por morte do segurado ou subscritor.

2. Certifique-se que o produto é:

  • Rentável – verifique a rendibilidade no longo prazo e privilegie os que tiverem rentabilidades acima da taxa de inflação média, sempre ponderando com o perfil de risco do produto;
  • Simples – com a leitura do prospecto simplificado deve saber em que activos investe o fundo, se tem garantia de capital e qual o nível de risco associado;
  • Transparente – o prospecto deve informar sobre todos os custos do produto, tais como comissões de aquisição, transferência, reembolso e custos de gestão anual;
  • Flexível – o produto deve permitir que os clientes mudem de perfil de risco sem serem penalizados por isso.

Para entender melhor como funcionam os PPR, pode também consultar o ABC dos PPRs.

Informação adicional

Desde há algum tempo que existem novas regras e taxas para as transferências de PPR (DL 125/2009), que convém conhecer para estar totalmente informado.

Em concreto, o novo regime jurídico dos PPR determina a transferência sem custos, isto é, não sujeita a qualquer taxa de transferência, para os produtos sem garantia de capital e de rendibilidade. Para os restantes casos, apenas poderão cobrar uma taxa máxima de transferência de 0,5% valor a resgatar.

O decreto-lei em causa pretende uniformizar as designações das comissões cobradas pelas entidades gestoras e pelos depositários, quer sejam as comissões de constituição, permanência, transferência ou resgate.

Por último, o diploma determina ainda que o consumidor passe a receber anualmente informação sobre os custos e o rendimento desses produtos e que as rentabilidades históricas, que as instituições fornecem aos seus clientes, sejam deduzidas das comissões cobradas.

Já agora! Aproveite e também o artigo do Doutor Finanças sobre os PPR’S. Saiba o que são, quais as regras e benefícios fiscais deste produtor de poupança.