Janeiro traz consigo novos começos. Depois de meses mais dispendiosos, são muitas as famílias que olham para o orçamento familiar e procuram formas de o ajustar para o novo ano. Cortar determinados gastos e reduzir algumas faturas mensais é uma forma de voltar a ganhar folga no orçamento e equilibrar as contas.
A fatura das telecomunicações é uma das despesas que pode rever e que pode traduzir-se numa poupança significativa ao longo do ano. Mas será que janeiro é o melhor mês para mudar de operadora?
Por um lado, se muitas fidelizações começaram em janeiro ou fevereiro, significa que podem estar a terminar ou perto do fim. Por outro, as operadoras tendem a lançar campanhas nesta altura, com preços mais apelativos e ofertas com o objetivo de ganhar novos clientes.
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O que deve analisar no seu contrato antes de mudar
Antes de começar a comparar ofertas, deve olhar para as condições do seu contrato atual.
O primeiro passo é confirmar se ainda está dentro do período de fidelização. Se estiver, mudar de operadora pode implicar penalizações pela cessação antecipada do contrato. Essa informação está disponível na fatura, na área de cliente ou através do apoio ao cliente. Saber exatamente quando termina a fidelização vai ajudá-lo a decidir se deve mudar já ou esperar.
Depois, é importante que saiba exatamente o que está a pagar. Muitos pacotes incluem canais de televisão que nunca vê, dados móveis que não esgota ou serviços que passam despercebidos no seu dia-a-dia. Analise o seu consumo real para perceber se o pacote faz sentido ou se está a pagar mais do que realmente precisa.
Também deve avaliar a estabilidade da internet – especialmente se tem por hábito trabalhar a partir de casa -, a cobertura móvel na sua zona e a qualidade do apoio ao cliente. Um serviço mais barato pode sair-lhe caro se não corresponder às suas necessidades.
O que ter em conta ao comparar operadoras de telecomunicações
Se decidir avançar para a comparação de ofertas, há vários fatores que deve analisar com atenção.
Deve estar atento aos preços promocionais, porque, regra geral, são válidos apenas durante alguns meses. O mais importante é perceber quanto vai pagar, em média, ao longo de todo o contrato. Confirme ainda se existem custos adicionais, como aluguer de equipamentos, boxes extra ou cartões adicionais.
Verifique também a duração do novo período de fidelização e quais são as condições de rescisão antecipada. Por norma, um preço mais baixo significa um compromisso mais longo.
Por fim, avalie também a flexibilidade do pacote. Por exemplo, alguns contratos permitem ajustar serviços ao longo do tempo. Esta flexibilidade pode ser importante se as suas necessidades mudarem.
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Mudar de operadora ou renegociar o que já tem?
Mudar de operadora não é a única forma de poupar. Muitas vezes, renegociar com a operadora atual pode ser suficiente. Especialmente se ainda estiver dentro do período de fidelização e não quiser ser penalizado.
E se estiver perto do fim da fidelização, vale a pena pedir uma revisão do preço. Fale sobre as propostas da concorrência para conseguir melhores condições. Em alguns casos, é possível reduzir a mensalidade, melhorar o pacote ou até eliminar serviços desnecessários.
A mudança de operadora pode fazer mais sentido quando o serviço é realmente insatisfatório, o preço está acima da média do mercado ou a operadora não apresenta abertura para renegociar as condições do seu contrato.
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Esteja atento às campanhas promocionais de janeiro
As campanhas promocionais de janeiro podem ser apelativas, mas exigem sempre atenção redobrada. É preciso saber se ofertas como “meses grátis”, vouchers ou equipamentos incluídos escondem aumentos da mensalidade mais à frente.
Por isso, leia sempre as condições completas da campanha da nova operadora e confirme quanto vai pagar depois do período promocional, se a oferta implica uma fidelização mais longa e se existem custos de instalação ou equipamentos.
Também pode fazer as contas ao custo total do contrato ao longo de 12 ou 24 meses, consoante o período de fidelização, para ter uma ideia de quanto vai pagar na realidade.
Reduzir a fatura mensal das telecomunicações pode ter um impacto anual significativo. Uma poupança de 10 ou 15 euros por mês representa entre 120 e 180 euros por ano.
Apesar de não ser uma regra universal, janeiro pode ser, de facto, um bom mês para mudar de operadora. Mas o mais importante é tomar uma decisão informada, baseada na sua situação contratual, nas suas necessidades reais e no impacto no orçamento familiar.
Rever contratos de telecomunicações de forma regular é um passo simples, mas eficaz, para manter o orçamento equilibrado ao longo do ano.
