Crédito

Banca empresta mil milhões de euros para a compra de casa em fevereiro

Os empréstimos para a compra de casa aumentaram em fevereiro, ao mesmo tempo que os juros desceram para mínimos históricos.

Os bancos emprestaram quase mil milhões de euros às famílias para a compra de casa, em fevereiro. Este valor corresponde a um aumento das novas operações de crédito, quer quando comparado com o ano passado, quer face ao mês de janeiro.

Os bancos concederam 999 milhões de euros para a compra de casa, em fevereiro, de acordo com os dados publicados pelo Banco de Portugal. O valor total das novas operações de crédito à habitação representa um aumento de 8,7%, ou 80 milhões de euros, face a fevereiro de 2020, período em que em Portugal a pandemia provocada pelo Covid-19 ainda não estava a ter o impacto que, entretanto, teve.

Face a janeiro deste ano, os dados revelam também um aumento nos novos empréstimos para a compra de casa, tendo no primeiro mês de 2021 sido concedido um total de 968 milhões de euros.

Taxas de juro em mínimos históricos

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Ao mesmo tempo que a concessão de crédito para a compra de casa está a aumentar, os juros associados aos contratos continuam a baixar.

A taxa de juro média aplicada aos novos contratos voltou a descer em fevereiro para 0,76%. Este é o valor mais baixo desde que há dados (2003) compilados pelo Banco de Portugal, e reflete dois efeitos: por um lado, os bancos estão a praticar spreads competitivos – há bancos a oferecer spread mínimo inferior a 1% -, por outro lado, os indexantes estão também em valores mínimos. As taxas Euribor continuam a negociar em valores negativos, tendo no final do ano passado e início deste ano negociado em novos mínimos.

A evolução das taxas Euribor reflete a perspetiva de que o Banco Central Europeu (BCE) mantenha medidas de apoio à economia e que as taxas de juro definidas pelo banco central não subam tão cedo.

Avaliações bancárias em máximos

Os dados mais recentes apontam para que o mercado de compra e venda de casa esteja com algum dinamismo. Além da concessão de novo crédito estar a aumentar, num contexto de pandemia, e de os juros estarem a descer, o valor das avaliações bancárias também está a aumentar. Ou seja, o valor pelo qual os especialistas determinam o valor de um imóvel, que depois servirá para determinar qual o montante máximo financiado pelos bancos, também está a subir.

O preço mediano da avaliação bancária em Portugal atingiu os 1.174 euros por metro quadrado em Portugal, de acordo com os últimos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Este valor representa um novo máximo histórico.

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Crédito ao consumo recupera em fevereiro

Se o crédito habitação continua a revelar dinamismo, já o crédito ao consumo tem estado a recuperar. Este destino de financiamento registou uma queda abrupta em abril do ano passado, passando de mais de 400 milhões de euros (em março) para 168 milhões (em abril).

Esta descida acentuada no crédito ao consumo estará relacionada com a pandemia, com as famílias a fazerem uma maior contenção no seu consumo. Mas também é explicada, em parte, pelas novas regras impostas pelo Banco de Portugal, que determinou que um contrato de crédito pessoal não pode durar mais de sete anos, salvo algumas exceções.

Ainda assim, em fevereiro deste ano foram financiados 284 milhões de euros em novas operações de crédito ao consumo, um valor que supera os 281 milhões concedidos em janeiro.

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No total, as instituições de crédito financiaram em 1.473 milhões de euros as famílias, em fevereiro, o que representa um aumento de 6,5%, ou 87 milhões de euros, face a janeiro, de acordo com os dados do Banco de Portugal.

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