Chegou aos 40 e não conseguiu constituir uma poupança? Com a ajuda deste artigo fique a saber como começar a trabalhar para mudar a situação em 8 passos.

Existem muitos motivos para ter chegado aos 40 anos sem ter constituído um fundo de emergência. Uma obra inesperada em casa ou o nascimento dos filhos são dois exemplos de acontecimentos que vão surgindo e que deixam a poupança sempre para segundo plano.

Contudo, com algum esforço e paciência é possível reverter a situação. Fique a saber como pode mudar a situação em 8 passos.

1. Livre-se das dívidas com créditos

Se para fazer face a algumas despesas inesperadas contraiu vários créditos, através do crédito consolidado poderá juntar todas as prestações em apenas uma. Com uma taxa de juros mais baixa que a média de todas as prestações, o crédito consolidado poderá ser uma boa ajuda a aliviar os encargos mensais. Desta forma, vai conseguir que lhe sobre algum dinheiro ao fim do mês, que poderá aplicar num fundo de emergência. Atente neste artigo que lhe explica como ganhar dinheiro com crédito consolidado e comece já a poupar.

2. Reeduque a sua carteira

Por vezes, quer por falta de disponibilidade física, quer mental deixamos que seja a nossa carteira a ditar o destino do nosso dinheiro e não o contrário. Mude esse ciclo já hoje. Coloque todos os seus gastos em perspetiva e analise para onde vai cada cêntimo dos seus rendimentos. Aconselhamos a utilização do Boonzi, que lhe permite registar todos os seus rendimentos e gastos diários. Desta forma, vai conseguir tomar consciência dos seus hábitos de consumo e tomar decisões mais conscientes no que toca aos seus gastos.

3. Renegoceie todas as suas mensalidades

Já analisou a sua fatura da luz ou da água e verificou se está de acordo com as leitura dos contadores? Já tentou renegociar o seu contrato de telecomunicações? Já verificou se o seu ginásio é o que lhe oferece as melhores condições? Estes são apenas alguns exemplos das mensalidades que deve analisar e tentar renegociar, existem mais. Ainda que ache que a poupança obtida por cada serviço representa um pequeno valor, se juntar todos os pequenos montantes estes vão começar a tornar-se consideráveis.

4. Comece já a poupar

Se seguir os três passos anteriores certamente que vai conseguir poupar algum dinheiro. Mesmo que não seja a quantia que esperava, certamente será mais do que poupava  anteriormente, por isso não se deixe levar pelos impulsos. Mesmo que só consiga poupar 50 euros por mês, pense que ao final de um ano terá poupado 600 euros. Estes já poderão fazer face a uma despesa inesperada, sem que tenha de recorrer ao cartão de crédito, por exemplo.

5. Procure um rendimento extra

Para acelerar a poupança e conseguir poupar ainda mais poderá procurar um part-time ou até mesmo tornar um hobby num rendimento extra, por exemplo. Mesmo que seja algo temporário, poderá ser o suficiente para devolver à sua saúde financeira o equilíbrio que ela merece. Neste artigo que escrevemos para a sapo, damos-lhe algumas ideias para transformar um hobby numa fonte de rendimento extra, por exemplo.

6. Avalie do seu Crédito Habitação

Por se tratar de uma despesa fixa e a longo prazo temos tendência a esquecer o crédito habitação que realizámos a aquando da compra do nosso imóvel. Contudo, este também é um encargo que merece ser analisado. Verifique o valor do seu spread, bem como os produtos associados ao mesmo. Com a abertura do mercado imobiliário e do crédito aos consumidores, aumentou também a concorrência entre bancos, o que traz benefícios para o cliente, nomeadamente a melhoria das condições contratuais. Pedir a transferência do seu crédito habitação pode trazer-lhe a poupança de alguns milhares de euros.

7. Invista parte da sua poupança

É certo que este passo não vai ocorrer de um momento para o outro, contudo poderá ir-se informando de quais as melhores e mais seguras formas de investir os seu dinheiro. Um Plano Poupança Reforma poderá ser uma boa aposta, uma vez que estes promovem o aforro a longo prazo. Com a ajuda deste artigo do Doutor Finanças , saiba exactamente o que são os PPR’S, que benefícios trazem e como escolher o ideal para si.

8. Antes de qualquer decisão financeira pondere

Embora já mal nos lembremos da crise que afectou o país nos últimos anos é essencial que não nos esqueçamos das lições que a mesma nos ensinou. Uma dessas lições passa por ponderar cada compra que afecte a nossa carteira. Estas devem ser encaradas como um investimento, que por sua vez deve ser controlado e ponderado, por forma a gerar retorno, seja ele monetário ou não. Por isso, antes de pedir um empréstimo para comprar um carro, antes de mudar de operadora de telecomunicações ou antes de comprar casa, por exemplo, considere os prós e contras de cada decisão. Cada uma das decisões financeiras que toma terá impacto na sua carteira também a longo prazo.

 

Chegar aos 40 anos sem constituir poupança não significa que tenha sido mal sucedido, significa que está na hora de analisar os seus gastos e organizar a sua carteira, por forma a tomar melhores decisões financeiras futuramente. Comece já a mudar este ciclo. 🙂

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