No final do primeiro trimestre de 2026, 62% do montante total disponibilizado pelo Estado para a garantia pública no crédito habitação (905 milhões de euros) já tinha sido utilizado. Entretanto, em abril, o Governo anunciou um reforço de 750 milhões de euros para o apoio, elevando a garantia para 2,3 mil milhões de euros. A grande adesão à iniciativa foi a justificação para este aumento.
Com efeito, segundo dados do Banco de Portugal, no primeiro trimestre de 2026, entre os créditos contratados por jovens até 35 anos, 49,5%, num total de 6.800, beneficiaram da garantia do Estado. No que toca ao montante, essa percentagem foi superior: 51,3%, correspondentes a um montante de 1.500 milhões de euros – valor que só foi superado pelos 1.600 milhões de euros registados no último trimestre de 2025. Março de 2026 foi mesmo o mês com o maior montante contratado ao abrigo da garantia, desde que o regime entrou em vigor: 569 milhões de euros, mais 128 do que no mês anterior.
Apesar de tudo, tal como aconteceu com o montante, que desceu 8,4%, entre janeiro e março deste ano, o número de contratos com garantia do Estado diminuiu 11,7% face o último trimestre de 2025, revela o Banco de Portugal.
Metade dos créditos com valor até 200 mil euros
Ao todo, desde que a medida entrou em vigor, já foram celebrados mais de 32 mil contratos de crédito habitação própria e permanente com garantia do Estado, num montante total de 6.500 milhões de euros. Estes contratos representaram 43,9% dos contratos e 46,2% do montante contratado por jovens até aos 35 anos com esta finalidade.
Já no universo de todos os novos créditos para habitação permanente concedidos ao longo dos 15 meses da garantia, os contratos com garantia pública representaram 24,3% do número de contratos e 27,8% do montante.
No que toca às características dos empréstimos, cerca de 50% dos créditos concedidos ao abrigo da garantia do Estado apresentam valores até 200 mil euros. A esmagadora maioria (84%) tem prazos superiores a 35 anos. Recorde-se que o apoio está previsto para a compra da primeira habitação própria permanente com um valor máximo de 450 mil euros.
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