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Apoio à saúde em casa: Que serviços existem e como funcionam?

Conhece os serviços de apoio à saúde em casa de que pode beneficiar? Reunimos os principais serviços e os seus prós e contras.

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Apoio à saúde em casa: Que serviços existem e como funcionam?

Conhece os serviços de apoio à saúde em casa de que pode beneficiar? Reunimos os principais serviços e os seus prós e contras.

Com a pandemia da Covid-19, os serviços de saúde foram obrigados a repensar o seu modelo de funcionamento, de forma a evitar ajuntamentos nas salas de espera e nas unidades de saúde. Embora muitas entidades já tivessem serviços de apoio à saúde em casa, atualmente há uma maior oferta.

Neste artigo, porque pode não estar a par do funciomento dos serviços de medicina online ou ao domicílio, abordamos alguns, entre os mais conhecidos nos setores público e privado. Saiba ainda como beneficiar destes serviços, quais as suas vantagens e desvantagens e que cuidados deve ter antes de aderir.

Ler mais: Saiba como obter serviços e plano de saúde gratuitos

3 serviços de apoio à saúde em casa nos setores público e privado

1 - Teleconsulta do SNS

Desde o início da pandemia que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tentou encontrar soluções para realizar consultas à distância. Embora, numa fase inicial, a maioria das consultas fossem realizadas apenas pelo telefone, hoje em dia o SNS já dispõe de consultas com recurso a vídeo e áudio. São as designadas teleconsultas.

No fundo, a teleconsulta do SNS permite falar com o seu médico de família em tempo real, e ter acesso a uma avaliação médica em casa. Tal como acontece numa consulta presencial, o médico tem acesso ao seu historial clínico e vai ouvir os seus sintomas ou pedidos.

Para além de proceder a um diagnóstico, o seu médico pode prescrever-lhe exames ou medicação, bem como decidir se precisa de acompanhamento por outra especialidade médica.

Como posso ter direito a este serviço de saúde em casa?

Por norma, as teleconsultas do SNS são marcadas pelo seu médico de família ou pelo centro de saúde. No entanto, quando contacta o centro, pode perguntar se há possibilidade da consulta realizar-se pelo telefone ou por videochamada (teleconsulta).

Para a realização desta consulta, relembramos que tem de ter acesso à internet, um computador/tablet ou telemóvel com uma câmara, colunas de som e microfone.

Em termos práticos, todos os utentes que pretendem utilizar este serviço devem aceder à área pessoal do Portal do SNS 24 ou através da aplicação móvel do SNS 24. Também é possível aceder através do Balcão SNS24. Contudo, não se esqueça que para aceder a estas plataformas tem de ter o seu Cartão do Cidadão ou entrar com a sua Chave Móvel Digital.

Por norma, o SNS relembra o utente com antecedência sobre o dia e a hora da teleconsulta. No próprio dia, deve entrar num dos serviços com os seus dados, aceder à opção de teleconsulta e aguardar que apareça na página a opção "participar".

2 - Hospitalização Domiciliária: Condições graves ou crónicas agudas

Embora seja um programa recente e algo desconhecido, o Programa Nacional de Hospitalização Domiciliária está em funcionamento em inúmeros hospitais públicos do nosso país.

Este programa permite ter assistência hospitalar no conforto das suas casas. No fundo, falamos de um serviço de assistência que funciona durante um período transitório e em alternativa ao internamento hospitalar convencional.

Ou seja, os doentes são acompanhados por profissionais de saúde desde a sua admissão até à alta hospitalar. Como o internamento se realiza em casa, em muitos casos, há bastantes benefícios. Por exemplo, os doentes têm menos riscos de contraírem infeções hospitalares e podem estar mais confortáveis e acompanhados por familiares.

Cada doente tem um plano individualizado de cuidados e tem acesso ao atendimento 24 horas por dia. Além disso, estão garantidos os materiais necessários para os cuidados de saúde e uma equipa composta por várias especialidades médicas.

Quem tem direito à hospitalização domiciliária?

Este programa é extremamente específico. Os destinatários são doentes com patologias agudas ou crónicas agudizadas, e ainda doentes em estado terminal/paliativo. Entre as patologias elegíveis estão:

  • Doenças infeciosas agudas com necessidade de tratamento por antibióticos. Por exemplo, fazem parte desta lista as infeções urinárias, respiratórias, infeções na pele e tecidos moles, endocardite, colecistite aguda, entre outras.
  • Patologias crónicas agudizadas: Doença pulmonar obstrutiva crónica, insuficiência cardíaca, insuficiência renal, cirrose hepática, entre outras que possam ser controladas em casa.
  • Cuidados no pós-operatório: São aceites doentes desde que haja um protocolo de transição de cuidados ou no caso de um tratamento de uma doença crónica após uma cirurgia.
  • Doenças incuráveis, avançadas e progressivas, nomeadamente doenças oncológicas ou situações terminais, onde são necessários cuidados paliativos intensivos ou especializados. Nestes casos, é necessária a articulação com a equipa de suporte em cuidados paliativos.

Outros requisitos para aceder a este programa de saúde em casa

A Hospitalização Domiciliária obriga ao cumprimento de alguns requisitos básicos. Em primeiro lugar, o doente precisa de ter condições higiénico-sanitárias básicas, como eletricidade, água e rede de esgoto.

Além deste requisito obrigatório básico, é necessário:

  • Aceitar voluntariamente a hospitalização domiciliária;
  • Ter um diagnóstico clínico que, quando seja necessário internamento, indique que tem estabilidade clínica de acordo com a "legis artis";
  • Seja uma situação clínica transitória, que permita ser controlada em casa, isto no caso das doenças crónicas e agudas.
  • Existir um cuidador. Este requisito é facultativo para doentes autónomos nas suas atividades diárias.
  • Ter um telefone ou telemóvel para estar em contacto com a equipa da hospitalização domiciliária.
  • Por fim, ter uma residência localizada numa distância/tempo que permita a deslocação em tempo útil dadas as exigências de segurança e intervenção da equipa médica ou para retornar ao hospital, em situações de agravamento.
Imagem de um médico ao computador em contexto de consula - seguro e plano de saúde

3 - Serviços de saúde em casa no setor privado

Com o avanço e desenvolvimento dos cuidados de saúde no setor privado, atualmente vários hospitais, clínicas e outras entidades de saúde têm serviços que permitem o acesso a cuidados de saúde em casa. Por norma, a maioria destes serviços são prestados através de teleconsultas ou médicos ao domicílio.

Por exemplo, no caso de ter um seguro de saúde, existem apólices que contemplam a cobertura de medicina online, teleconsultas ou médicos ao domicílio. É importante que verifique, atempadamente, se a sua apólice tem estas coberturas e quais são as suas condições.

Os serviços de saúde em casa, como médicos ao domicílio, podem ser úteis para patologias mais leves, prescrição de medicamentos ou situações não urgentes. Já no que diz respeito às consultas online, existem cada vez mais especialidades médicas que fazem um primeiro diagnóstico online ou acompanham os seus doentes após consultas ou intervenções presenciais.

Por fim, também existem seguros de saúde que oferecem um serviço que consiste na entrega dos medicamentos prescritos em casa.

Vantagens de ter acesso a cuidados de saúde em casa ou online

Antes de aceder a qualquer serviço de saúde em casa, deve ponderar as vantagens e desvantagens. Como referimos, os serviços de saúde ao domicílio ou online, não são para tratar questões urgentes e que necessitem de intervenção médica. Regra geral, estes serviços são mais adequados para questões de medicina geral, pré-diagnósticos de especialidades, acompanhamento ou para prescrição de medicação, exames, etc.

Nestes casos, as vantagens são óbvias. Quando não há a necessidade de um atendimento presencial, pode ter acesso a uma consulta de saúde no conforto da sua casa, evitando deslocações, tempo de espera e eventuais contágios. Além disso, poupa em deslocações e, caso use o seu veículo, em estacionamento.

Considere as desvantagens antes de aceder a estes serviços

Em termos de desvantagens, também existem alguns pontos a considerar. Desde logo, podem ocorrer problemas de comunicação. Nas consultas online, podem acontecer falhas de rede, dificuldades em lidar com as tecnologias envolvidas, etc. Este tipo de obstáculos, pode gerar alguma frustração e até omissão/esquecimento de sintomas.

Outra desvantagem passa pela possibilidade de, na primeira consulta, a ligação entre médico e paciente poder ser mais distante ou "fria", gerando problemas de confiança.

Contudo, na maioria dos casos, estas desvantagens podem ser contornadas. Quando os médicos e pacientes estão familiarizados com este serviço, a qualidade do mesmo tende a ser superior.

Atenção à credibilidade das entidades de saúde com serviços online ou domicílios

Hoje em dia, existe uma oferta vasta de entidads de saúde que disponibilizam consultas online e médicos ao domicílio. Contudo, quando procura estes serviços na internet é fundamental que tenha alguns cuidados. Na verdade, nem todos os sites que anunciam estes serviços são credíveis ou têm uma equipa de médicos credenciada.

Assim sendo, deve ter alguns cuidados. Como por exemplo:

  • Esteja atento ao corpo clínico. No caso de ser uma clínica ou unidade de saúde que não conhece, procure avaliações da mesma, veja se estão divulgadas as credenciais dos médicos, etc.
  • Cuidado com valores de consultas muito reduzidos e com sites que não dispõem de informações gerais, políticas de tratamentos de dados e de livros de reclamações online. Este tipo de sites podem ser apenas para captação dos seus dados pessoais. Em caso de dúvida, não forneça os seus dados.
  • Não adira a serviços sem antes ter acesso à tabela de preços praticados.

Leia ainda: 8 dicas de poupança com a saúde que deve considerar

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