casal a fazer contas e a reorganizar as finanças e o orçamento após as tempestades em Portugal

Começou com a Ingrid e o Joseph, depois veio a Kristin, a seguir o Leonardo e, por fim, a Marta. Com ventos destrutivos e chuva intensa e persistente, um comboio de temporais deixou grande parte do país em situação de calamidade. Milhares de famílias veem-se agora a braços com elevadas despesas e enfrentam a necessidade de reorganizar as finanças pessoais pós tempestade.  

Antes de se avançar para decisões estruturais, o Doutor Finanças aconselha a começar por enquadrar a situação financeira com clareza e método

Primeiro passo: Estabilizar e proteger liquidez 

Depois da catástrofe, o mais importante é recuperar o controlo. Isso começa por mapear danos, estimar custos e perceber qual é o real impacto dos custos inesperados no orçamento mensal.  

Estabelecer prioridades financeiras 

Antes de tomar qualquer decisão, o Doutor Finanças recomenda que: 

  • Liste despesas essenciais e adiáveis, por forma a proteger a sua liquidez; 
  • Evite ações precipitadas, como recorrer a crédito rápido ou fazer parcelamentos, sem comparar alternativas. 

Decisões tomadas “a quente” podem aumentar a pressão financeira nos meses seguintes. Uma análise estruturada permite perceber onde é possível criar margem sem comprometer estabilidade futura. 

A prestação do seu crédito habitação pesa demasiado?  

Para muitas famílias, a maior fatia do orçamento mensal é a prestação da casa. Quando surgem despesas imprevistas, qualquer redução pode fazer diferença. Rever o crédito habitação pode aumentar a liquidez mensal, tantas vezes essencial para fazer face a despesas com obras. 

Rever ou transferir crédito habitação não é o mesmo que contrair um novo crédito. Trata-se de analisar as condições atuais e perceber se existe uma alternativa mais ajustada ao momento financeiro. 

Sinais de que pode fazer sentido rever o seu crédito habitação

  • Prestação mensal a pesar no orçamento e a reduzir a margem de poupança;
  • Necessidade de liquidez para obras ou reparações em casa;
  • Taxa de esforço elevada, com os encargos mensais a consumirem grande parte do rendimento.

Eis um exemplo real. Uma família com um crédito habitação de 180.000 euros, procurou a ajuda do Doutor Finanças e conseguiu reduzir a prestação de 794 para 662,95 euros. Isto representa menos 131 euros por mês e cerca de 1.572 euros por ano. A diferença pode ser usada para pequenas reparações em casa ou para reforçar o fundo de emergência.

Confirme se os seguros cobrem o que pensa que cobrem 

Muitas vezes, é depois dos sinistros que surgem as dúvidas – e muitas surpresas desagradáveis. Antes que surja a próxima dificuldade, recomendamos verificar as coberturas do seguro de casa. Há coberturas distintas, que convém não confundir ou descurar. 

Ao rever a apólice do seguro multirriscos, certifique-se de que cobre: 

  • Tempestades ou fenómenos da natureza; 
  • Inundações; 
  • Danos por água; 
  • Recheio da casa; 
  • Responsabilidade civil. 

São coisas diferentes e nem todas estão automaticamente incluídas. 

Também o seguro de vida associado ao crédito habitação deve merecer atenção periodicamente. Além da adequação das coberturas, pode existir margem para ajustar o prémio ao perfil atual (idade, capital seguro e histórico clínico), resultando em poupança. É comum haver: 

  • Capital seguro desatualizado; 
  • Franquias desconhecidas; 
  • Exclusões não identificadas; 
  • Coberturas em excesso ou insuficientes. 

Estes conselhos são extensíveis aos casos em que, além do crédito habitação e seguros associados, existem ainda outros créditos. A soma das prestações muitas vezes compromete a liquidez. 

Reorganize as prestações mensais e ganhe folga no orçamento

Primeiro, é essencial perceber o impacto total no orçamento mensal e, para isso, há que somar todas as prestações, sem esquecer nenhum compromisso financeiro. Depois, avaliar alternativas. 

consolidação de créditos permite juntar vários empréstimos numa única prestação. Em geral, o objetivo é reduzir o valor mensal pago, ainda que isso possa implicar alterações no prazo ou no custo total. Cada caso deve ser observado com cuidado. Não hesite em contactar os especialistas do Doutor Finanças se precisar de apoio para analisar o seu caso. 

Consolidar créditos pode ser uma forma de algumas famílias conseguirem a folga de que necessitam para despesas não planeadas, pequenos arranjos ou reorganizar poupanças.  

O casal que passou a poupar mais de mil euros por mês 

Foi o caso de Mafalda e Luís (nomes fictícios), que procuraram o Doutor Finanças porque as suas prestações absorviam uma enorme parte do rendimento mensal. 

Tinham uma taxa de esforço a rondar os 72%, quando o valor máximo de referência recomendado é de 30%. No total, entre crédito habitação, créditos pessoais, linhas e cartões de crédito, acumulavam 87.219,06 euros em dívidas. Todos os meses, as suas prestações chegavam aos 2.332,73 euros. 

A intenção inicial era incluir o crédito habitação na consolidação. No entanto, a análise cuidada do Doutor Finanças verificou não ser a melhor solução, uma vez que esse contrato tinha um spread muito competitivo de 0,2%. Assim, ao excluir o crédito habitação e outro financiamento que não foi possível integrar, o montante a consolidar ficou em 63.540,16 euros. Na operação, foi ainda incluído um valor adicional de 3.159,84 euros para dar resposta a outras necessidades imediatas. No total, o novo financiamento ficou em 66.700 euros.

Através da consolidação, a taxa de esforço de Mafalda e Luís baixou para cerca de 56% e a sua prestação mensal desceu para cerca de 1.030 euros

Cada situação depende das condições aprovadas e do perfil financeiro. Ainda assim, este caso demonstra como uma abordagem estruturada pode traduzir-se em poupança no final do mês.  

Conte com o Doutor Finanças para reorganizar o seu orçamento familiar e recuperar tranquilidade 

Depois de um imprevisto, ou mesmo de forma preventiva, a prioridade deve passar por garantir estabilidade nos meses seguintes. Isso faz-se analisando os cenários existentes, comparando soluções e fazendo as adaptações possíveis e adequadas.  

Os nossos especialistas estudam o perfil financeiro, apresentam cenários comparativos e acompanham todas as etapas do processo, garantindo apoio técnico e transparência na decisão. 

O acompanhamento especializado que disponibilizamos de forma totalmente gratuita está pronto para: 

  • Perceber necessidades e objetivos e comparar soluções junto de várias entidades, para evitar decisões precipitadas;
  • Analisar o crédito habitação e procurar condições mais competitivas, negociando com diferentes bancos, acompanhando todo o processo e a burocracia necessária até à decisão final;
  • Estudar a sua carteira de empréstimos e avaliar se a consolidação pode fazer sentido para reduzir a sua prestação mensal;
  • Comparar propostas de várias seguradoras, explicar as diferenças de forma simples e ajudar a escolher a solução mais ajustada ao risco real e ao orçamento disponível.  

Estas ações não substituem hábitos financeiros consistentes, mas podem ajudar a recuperar equilíbrio orçamental. Com acompanhamento especializado, comparação de propostas e apoio na burocracia, o processo torna-se mais simples e informado. 

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