Dica do Doutor

Taxa Fixa ou Taxa variável: o que compensa no seu crédito habitação

Para o seu o crédito habitação, a taxa de juro é um elemento importante para determinar o seu custo mensal. A Dica do Doutor mostra-lhe qual a melhor taxa.

Rui Cunha Santos Rui Cunha Santos , 8 Fevereiro 2019 | 2 Comentários

Para a prestação do crédito habitação, a taxa de juro é um elemento importante para determinar o seu custo mensal. A dica do Doutor mostra-lhe qual a melhor taxa a ter. 

Para pedir um crédito habitação terá de pensar em vários fatores financeiros: qual é o máximo de financiamento que poderá pedir, que capitais próprios detém e qual a sua taxa de esforço. 

A aprovação do seu crédito habitação vai depender muitos destes fatores, pelo que após a formalização fica com uma prestação para pagar.

A prestação tem uma taxa de juro que poderá ser variável (composta pelo spread, ou seja, o lucro do banco), por uma taxa mista (um período de taxa fixa, seguido de taxa variável) ou taxa fixa. 

A taxa variável é calculada pela soma do spread e da taxa Euribor (média das taxas de juro praticadas em empréstimos interbancários em Euros por cerca de 25 a 40 dos principais Bancos europeus), sendo portanto um valor de referência a nível europeu.

Como indica o nome, a taxa final é variável, sendo que no início do contrato o banco fixa o seu spread (e este manter-se-á inalterado ao longo do contrato, desde que não existam alterações contratuais) e um indexante da Euribor, traduzindo-se num valor mensal a pagar pelo crédito habitação. Sendo a taxa variável, a sua prestação mensal vai variar ao longo do tempo porque a Euribor irá variar ao longo do tempo.

A taxa fixa é um valor sempre igual ao longo do contrato, fazendo com que a sua prestação mensal seja sempre a mesma no período determinado.

Geralmente as taxas fixas não são aplicáveis à duração total do contrato (30 ou 40 anos), mas sim por 5 ou 10 anos. Como o valor mantém-se o mesmo independentemente do ciclo económico, os bancos acabam por dar uma taxa fixa superior a taxas variáveis que se podem encontrar noutras propostas. 

As taxas mistas são taxas com um período de taxa fixa (habitualmente entre 1 e 5 anos) e depois o empréstimo passa a ter taxa variável até ao final do contrato, sendo que no inicio do contrato fica estabelecido qual a Euribor e spread que irá vigorar após o final do período de taxa fixa.

Se está a pensar fazer um crédito habitação, com a atual taxa Euribor negativa, a Dica do Doutor sugere que faça com taxa variável. 

dica de doutor taxa fixa e taxa variável

Quando comparamos a taxa variável com a taxa fixa no cenário atual, a taxa variável apresenta vantagens em relação ao valor da prestação mensal a pagar. 

No atual ciclo económico, o dinheiro está mais barato e os bancos estão a fazer mais créditos. No que concerne ao crédito habitação, as taxas Euribor a 3,6 e 12 meses estão negativas, pelo que a sua taxa de juro final é inferior ao spread contratado. Quando a taxa Euribor começar a subir gradualmente e ficar positiva, irá pagar mais pelo mesmo empréstimo, pelo que deve acautelar os pagamentos com uma boa gestão orçamental e uma poupança mensal para fazer frente a imprevistos. 

A taxa mista poderá ajudar na previsibilidade do pagamento e na gestão do orçamento familiar nos primeiros anos do contrato, ajudando no curto prazo e sabendo quanto irá pagar no período de taxa fixa. Assim, poderá criar uma folga orçamental e pagar sempre o mesmo valor todos os meses. Alertamos que as taxas de juro fixas são habitualmente superiores às taxas variáveis, ficando mais barato ter uma taxa de juro variável. 

Poderá equacionar uma taxa de juro mista para não ter o aumento da prestação mensal nos primeiros anos, mas a médio prazo (após o final da taxa fixa) não é possível prever se a taxa variável que o seu empréstimo irá assumir implicará um aumento significativo da prestação mensal, por inerência da subida previsível da Euribor. 

No Doutor Finanças, trabalhamos com várias entidades bancárias para ter propostas com spread reduzidos e apostamos em taxas de juro variáveis ou contrato com taxas de juro mistas até 5 anos, para poder dar uma proposta vantajosa aos nossos clientes. Faça o check-up financeiro connosco e consiga um crédito habitação adequado às suas condições.

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13 comentários em “Taxa Fixa ou Taxa variável: o que compensa no seu crédito habitação

  1. Fiz uma simulação de mudança do meu crédito à habitação que está com a euribor a 6 meses para um contrato com 5 anos com taxa fixa. A diferença na prestação parece ser de apenas 6 euros. Estará correta a simulação? Neste caso vale a pena mudar? Qual a previsão de subida da euribor?

    1. Olá, Paula.

      Espero que não esteja realmente à espera que alguém avalie uma simulação sem conhecer um único dado da mesma… ou, pelo menos, espero que não acredite na resposta que obtenha de alguém que o faça…

      Se vale a pena mudar é algo que terá que ser a Paula a decidir. Mas compare bem as demais condições dos empréstimos (custos dos seguros, se há ou não comissões mensais, se o prazo é o mesmo, etc) e, sobretudo, quais são as condições após terminarem os 5 anos da taxa fixa.
      Genericamente falando, para além da (não) revisão da taxa de juro e correspondente valor da prestação, a principal diferença que me ocorre entre os dois cenários é que em caso de amortização antecipada, o banco pode cobrar uma comissão de valor até 0,5% no caso de um empréstimo de taxa variável e de até 2% no caso de um empréstimo de taxa fixa. Ainda assim, o contrato pode especificar algo diferente…

      É difícil fazer futurologia com taxas de juro – mas tipicamente a Euribor costuma andar por baixo em períodos de crise. Mas a verdade é que até há uns meses atrás não estávamos em crise e ela dificilmente poderia andar mais baixa, provavelmente pela política que tem sido seguida pelo BCE – política esta que os tribunais alemães estão a começar a contestar. Isso pode fazer com que subam as taxas de juro, apesar de estarmos a entrar numa das maiores crises a afetar a Europa… vamos a ver para que lado as coisas puxam. Mas acho que previsões, como diz o outro, “só no fim do jogo” 🙂

      Acho que o fator a que deve dar mais peso é se se sente efetivamente mais confortável ou não a pagar a taxa fixa e se comporta a diferença na prestação e se essa diferença vale menos que o “valor” que atribui à prestação fixa durante 5 anos. O resto é demasiado difícil de quantificar.