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Tem seguro de vida? 7 situações em que pode fazer a diferença

Está a ponderar fazer um seguro de vida? Conheça situações específicas em que este "apoio" extra pode compensar.

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Tem seguro de vida? 7 situações em que pode fazer a diferença

Está a ponderar fazer um seguro de vida? Conheça situações específicas em que este "apoio" extra pode compensar.

Pagar um seguro de vida, à primeira vista, pode parecer uma despesa adicional e desnecessária. Contudo, existem diversas razões para reconsiderar e preparar melhor o seu futuro. Imprevistos acontecem e, como se costuma dizer, mais vale prevenir do que remediar. Conheça algumas dessas razões e os benefícios que pode obter ao fazer este tipo de seguro.

Preço vs benefícios

Um seguro de vida, geralmente, tem um preço acessível. Especialmente, se considerar as várias vantagens que este oferece. Se fizer um seguro de vida enquanto ainda é jovem, o valor a pagar anualmente é bastante reduzido, dada a menor probabilidade de vir a falecer prematuramente. Isto, se não tiver histórico ou hábitos que possam provocar uma morte prematura, tais como tabagismo ou alcoolismo.

Por outro lado, o valor extra a pagar pelo seguro de vida pode tornar-se bastante útil no caso de uma fatalidade ou um acidente que provoque algum tipo de incapacidade.

Por exemplo, um seguro de vida básico, com as coberturas mínimas (caso de morte) e capital seguro de 50.000€, pode ficar-lhe apenas por 5€ por mês. Isto significa que por 60€ por ano, consegue salvaguardar a estabilidade financeira da sua família.

Leia ainda: Seguro de vida: O que afeta o prémio a pagar?

Seguro de vida: "apoio" em caso de morte

De acordo com os dados do Fisco sobre as declarações de IRS entregues em 2020, cerca de 40% dos agregados familiares declaram rendimentos abaixo de 10 mil euros. Isto significa que, caso exista uma quebra repentina de rendimentos, seja por questões de desemprego ou por morte, existe uma grande probabilidade dessas famílias passarem por dificuldades financeiras.

Muitas vezes, as famílias dependem unicamente de um só rendimento. Outras até têm uma melhor situação financeira com dois rendimentos, mas um deles é substancialmente superior. Em caso de morte do membro da família que traz mais dinheiro para casa, o seguro de vida consegue colmatar, até certo ponto, essa perda de rendimentos.

Se tiver filhos menores, pondere precaver esta situação. Os imprevistos acontecem e ter uma salvaguarda em caso de morte pode ser uma mais valia, especialmente se tiver pessoas a seu cargo. Não só traz uma segurança financeira adicional a todos os envolvidos, mas também tranquilidade.

Seguro de vida pode pagar-lhe o crédito à habitação

Outra razão para ter um seguro de vida prende-se com o facto de, em determinados casos, a sua casa ficar paga. No entanto, depende sempre das coberturas que contratualizou.

Existem dois tipos de coberturas: as que contemplam a Invalidez Total e Permanente (ITP) e as de Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD). E existem grandes diferenças entre eles.

No caso da cobertura ITP, isto significa que caso tenha um acidente ou uma doença que lhe provoque um incapacidade superior a 60%, impossibilitando-o de trabalhar, a casa fica paga. Os valores de incapacidade podem variar entre seguradoras, sendo que, em alguns casos, a incapacidade deve ser superior a 66%.

Já no caso da cobertura IAD, esta contempla apenas as situações cuja incapacidade seja superior a 80%. Isto implica que só em casos mesmo graves, em que necessite de cuidados prestados por uma terceira pessoa, é que recebe a indemnização e casa fica paga. Por isso, antes de contratualizar o seu seguro de vida, esteja devidamente informado sobre os riscos e benefícios destas coberturas e o que melhor se aplica à sua situação.

Leia ainda: Seguro de vida: Como acionar em caso de morte

pai, mãe, bébe e cão, usufruem da natureza, junto ao mar

Pode o seguro de vida trazer-lhe segurança e "paz de espírito"?

Ninguém sabe quando vai falecer, mas independentemente de ser amanhã ou daqui a 20 anos, deve planear o seu futuro, de forma a garantir a sua estabilidade e a daqueles que dependem de si. Esteja ou não numa situação financeira confortável, um seguro de vida pode ajudá-lo a ter uma proteção adicional.

Assim, esta proteção pode trazer-lhe "paz de espírito" e a garantia de que, se algo não correr como previsto, a perda de um familiar não vai colocar a estabilidade financeira em causa.

Leia ainda: Posso usar um seguro de vida pré-existente na compra de uma casa?

Tem um emprego de alto risco? Reforce proteção

Dependendo da sua profissão, pode fazer sentido ter um seguro de vida. Se tiver uma profissão de alto risco, em que existe uma maior probabilidade de morte, este tipo de seguro pode trazer uma maior segurança financeira para si e para a sua família. Empregos na área da construção, aviação, bombeiros, entre outras encontram-se na lista de alto risco.

No entanto, dada a maior probabilidade de morte, algumas seguradoras optam por não fazer seguros de vida neste tipo de situações. Outras até o permitem, mas encarecem o valor do prémio a pagar. Ainda assim, mesmo com um prémio mais alto, vale a pena.

Por isso, se tiver a oportunidade de ter um seguro que cubra acidentes ou fatalidades na sua profissão de alto risco, deve aproveitar já que, se ficar incapacitado para trabalhar e não tiver seguro de vida, pode ficar numa situação financeira complicada.

Ajuda com os custos do funeral

Uma das vantagens que um seguro de vida oferece é um subsídio de funeral, podendo utilizá-lo para cobrir os custos associados com a morte do segurado. Um funeral pode atingir um custo elevado, sendo que os valores dependem sempre das opções que fizer. No mínimo, conte com uma despesa de 1.500€.

Ainda assim, a Segurança Social fornece um subsídio de funeral, desde que comprove que efetivamente realizou a cerimónia e que tenha contribuído ao longo do tempo para esta instituição do Estado. Este valor equivale a três vezes o valor do Indexante de Apoios Sociais (IAS) - 443,20€, em 2022 - significando que tem direito a receber 1.329,60€. Independentemente das suas contribuições, tem sempre direito a receber este montante. Já no caso de nunca ter contribuído para a Segurança, então só tem direito a receber 219,96€.

Leia ainda: Guia de seguros: O que precisa de saber para se proteger

Complemento de reforma para a pessoa viúva

Além da ajuda com os custos do funeral, ter um seguro que permita à pessoa viúva receber um complemento, de forma a garantir a sua estabilidade financeira, é uma das vantagens a ponderar. Caso essa pessoa esteja perto da reforma, pode revelar-se uma grande ajuda para não sentir de forma brusca a quebra de rendimentos. Além disso, esse dinheiro pode ser utilizado para cobrir as despesas da pessoa viúva.

Leia ainda: Falecimento de um familiar: O que não pode esquecer de tratar

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