Imagem de equipamento de limpeza de terrenos afetados por um desastre natural

O Governo tem 40 milhões de euros para distribuir aos proprietários que limparem os terrenos afetados pela tempestade Kristin. O financiamento é feito com dinheiro do Plano de Recuperação e Resiliência e cada proprietário pode receber entre 1.000 e 1.500 euros por cada hectare que limpar, disse a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em declarações à Antena 1.

Depois do impacto das tempestades e com o verão e o calor à porta, aumenta o risco de incêndio em áreas que ficaram muito afetadas e com muito material combustível acumulado. Por isso, o objetivo é simplificar ao máximo.

Em entrevista ao Público, a ministra diz que não é preciso apresentar faturas nem comprovativos das despesas realizadas com a limpeza dos terrenos: “Basta fazerem evidência de que limparam o território. Basta uma fotografia”.

As candidaturas já estão abertas e fecham às 18h00 do dia 29 de junho. Os proprietários podem submeter a candidatura no site do Fundo Ambiental. Depois, cabe aos municípios pagarem os montantes devidos aos proprietários.

Quais as operações elegíveis para os proprietários florestais?

O aviso-convite publicado pelo Fundo Ambiental define quatro tipologias de intervenção, mas apenas a de gestão florestal pode ser desempenhada pelos proprietários florestais.

As outras três (infraestruturas de suporte, controlo Fitossanitário de emergência e investimentos imaterais) são da exclusiva responsabilidade das entidades gestoras das Áreas Integradas de Gestão da Paisagem (AIGP).

Assim, os proprietários têm a seu cargo:

  • Corte e processamento de árvores afetadas;
  • Remoção e transporte de material lenhoso;
  • Gestão da biomassa residual (despojos da exploração florestal, árvores danificadas sem valor comercial e estrato arbustivo impactado).

Os objetivos de todas as internveções (tanto as que estão a cargo dos proprietários como das entidades gestoras das AIGP) são:

  • Reduzir o risco de incêndio rural;
  • Mitigar ameaças fitossanitárias;
  • Fazer a recolha e gestão logística de biomassa, através da promoção da recolha, extração e transporte de material lenhoso e biomassa residual para parques de armazenamento de madeira;
  • Garantir acessibilidade, mediante o restabelecimento das condições de circulação na Rede Viária Florestal.

Quanto é que cada município tem para distribuir pelas proprietários?

Os 40 milhões de euros do PRR foram divididos por 22 muncípios, mas a ministra admite que a lista pode aumentar. Por agora, Leiria foi aquele que recebeu a maior fatia destes fundos, numa comparticipação superior a 13 milhões de euros.

A distribuição do dinheiro foi feita “em função direta das estimativas da área florestal afectada em cada um deles”, explica a ministra do Ambiente e Energia ao Público.

A divisão foi feita da seguinte forma:

  • Alcobaça: 3.825.940 euros
  • Alvaiázere: 279.267 euros
  • Batalha: 189.821 euros
  • Castelo Branco: 972.448 euros
  • Ferreira do Zêzere: 718.612 euros
  • Figueira da Foz: 224.898 euros
  • Góis: 463.862 euros
  • Leiria: 13.168.244 euros
  • Marinha Grande: 2.788.069 euros
  • Miranda do Corvo: 208.462 euros
  • Nazaré: 881.296 euros
  • Oleiros: 568.369 euros
  • Ourém: 3.660.362 euros
  • Pedrógão Grande: 291.358 euros
  • Pombal: 6.786.435 euros
  • Porto de Mós: 155.114 euros
  • Proença-a-Nova: 1.110.597 euros
  • Sertã: 2.459.678 euros
  • Soure: 211.234 euros
  • Tomar: 260.421 euros
  • Vila de Rei: 363.978 euros
  • Vila Velha de Ródão: 411.538 euros

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