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Em setembro, os juros do crédito habitação subiram para 3,194%, uma variação de 3,2 pontos base em relação a agosto, de acordo com a informação sobre as taxas de juro implícitas no crédito habitação do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Este é o valor mais alto do ano até agora, e representa a quarta subida consecutiva desde junho. Ainda assim, é um valor inferior ao registado em setembro de 2025, quando a taxa de juro implícita no crédito habitação se fixou em 3,228%.

Para o destino de financiamento Aquisição de Habitação, o mais relevante no conjunto do crédito habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos subiu para 3,177%, um aumento de 2,9 pontos base face a agosto.

A taxa de juro implícita no crédito habitação reflete a relação entre os juros totais vencidos no mês de referência e o capital em dívida no início desse mês (antes de amortização).

Taxa dos novos contratos não era tão alta desde maio de 2025

Tal como aconteceu para a generalidade dos contratos, também a taxa de juro dos contratos celebrados nos últimos três meses registou uma subida face a agosto, de 2,91% para 2,959%. É não só o valor mais alto do ano, mas também o mais elevado desde maio de 2025 (3,057%).

A análise aos contratos celebrados nos últimos três meses é feita tendo em conta aqueles cuja data de celebração se situa entre junho e agosto de 2026. “Os contratos celebrados em setembro de 2026 não são tidos em conta por ainda não se ter vencido qualquer prestação”, explica o INE.

Para o destino de financiamento Aquisição de Habitação, a taxa de juro foi de 2,945%, um aumento de 4,8 pontos base em relação a agosto.

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Prestação média subiu 30 euros no último ano

Em setembro, a prestação média para a totalidade dos contratos foi de 423 euros, um aumento de cinco euros relativamente a agosto e de 30 euros face a setembro de 2025.

Pela primeira vez desde agosto de 2025, a parcela de juros voltou a representar a maior fatia da prestação: “dos 423 euros da prestação de setembro, 213 euros (50,4%) correspondem a pagamento de juros e 210 euros (49,6%) a capital amortizado”, detalha o INE.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação aumentou 13 euros face a agosto, para 757 euros. Em termos homólogos, a subida foi de 91 euros (13,7%).

Já o capital médio em dívida para a totalidade dos créditos habitação aumentou 655 euros, para 80.843 euros. Na comparação com setembro de 2025, a subida foi de 7.347 euros.

Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida foi de 187.246 euros euros, mais 1.434 euros do que em agosto, e mais 23.485 euros do que em setembro do ano passado.

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A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.

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