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A subida das taxas Euribor, aliada ao aumento do teto máximo de subscrição, tem dado algum impulso aos Certificados de Aforro.

Geridos pelo IGCP (Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública), os Certificados funcionam como um empréstimo dos particulares ao Estado. Com um investimento mínimo inicial de 100 euros e reforços a partir de 10 euros, são dos produtos de poupança mais populares entre os portugueses.

Atualmente em comercialização, os Certificados de Aforro da série F podem ser mantidos por um máximo de 15 anos, embora permitam a mobilização antecipada, após um período mínimo de permanência de três meses. Mas quanto rendem ao certo?

Como funciona a taxa de juro dos Certificados de Aforro? 

Os juros dos Certificados de Aforro vencem a cada trimestre. A taxa-base é atualizada com referência à média da Euribor a 3 meses sendo que, na série F, não pode ser superior a 2,5% nem inferior a 0%.  

A esta taxa-base soma-se um prémio de permanência, a partir do 2.º ano, que varia consoante o tempo de subscrição dos Certificados. Ou seja: 

Período

Prémio de permanência

2.º ano ao 5º ano

0,25%

6.º ano ao 9.º ano

0,50%

10.º ano e 11.º ano

1%

12.º ano e 13.º ano

1,50%

14.º ano e 15.º ano

1,75%

Isso significa que, no fim do prazo, a taxa bruta máxima pode chegar a 4,25% (2,5% base + 1,75% prémio). 

Simule e saiba quanto vai receber no final do prazo 

Para saber quanto rendem os Certificados, pode recorrer ao Simulador de Certificados de Aforro do Doutor Finanças, que permite conhecer o rendimento líquido das suas poupanças, se as aplicar neste produto.  

Com base nos dados fornecidos pelo utilizador, a ferramenta indica, além do montante líquido final, os juros acumulados, bem como o valor da retenção de IRS sobre os juros. Para isso, basta fornecer as seguintes informações: 

  • O valor que pretende aplicar nos Certificados de Aforro da série F; 
  • A periodicidade de novas subscrições (trimestral, anual ou sem novas subscrições); 
  • O prazo da aplicação (entre 1 e 15 anos); 
  • A taxa de juro (calculada com base na Euribor a 3 meses); 
  • A taxa de retenção na fonte (que varia conforme a residência seja em Portugal Continental ou nas Regiões Autónomas) 

Através da simulação, ficará a saber qual é o montante líquido que terá no final do prazo que estabeleceu para manter esta poupança. Além disso, pode consultar o valor acumulado ao fim de cada ano de subscrição.

Capitalização dos juros aumenta a rentabilidade 

Uma das grandes vantagens dos Certificados de Aforro é a capitalização de juros. Ou seja, os juros que vencem a cada trimestre são adicionados ao capital inicialmente investido, gerando mais juros. O efeito dos juros compostos aumenta, assim, a rentabilidade de investimento.  

No caso dos certificados, acresce ainda o prémio de permanência, que também é capitalizado.

Onde subscrever Certificados de Aforro da série F? 

Pode subscrever Certificados de Aforro da série F online, através do AforroNet (aforronet.igcp.pt). Também pode fazê-lo presencialmente em lojas dos CTT, Espaço Cidadão ou numa agência do Banco BiG

É preciso declarar os Certificados de Aforro no IRS? 

Os juros dos Certificados de Aforro estão sujeitos a uma taxa liberatória de 28%, com retenção na fonte. Ou seja, o imposto é descontado automaticamente, pelo que não é necessário declarar estes rendimentos no IRS.

Mas pode fazê-lo se tiver interesse em englobar estes rendimentos. Esta opção pode ser vantajosa se os seus rendimentos globais estiverem sujeitos a uma taxa de imposto inferior a 28%. Nesse caso, terá de englobar todos os rendimentos de capitais.

Solução para quem procura segurança e liquidez, mas não elevados retornos

Os Certificados de Aforro são produtos com capital garantido, o que os torna particularmente adequados para quem valoriza a segurança. A isto soma-se a liquidez: apesar de exigirem um período mínimo de permanência de três meses, a partir daí é possível mobilizar o capital, total ou parcialmente, sem qualquer penalização. Estas características fazem deles uma boa opção para a constituição de um fundo de emergência.

No entanto, não são a escolha mais indicada para quem procura maximizar a rentabilidade das suas poupanças. Face a outros ativos financeiros, o retorno tende a ser mais baixo, estando dependente da evolução das taxas de juro. Além disso, o limite máximo de investimento de 100 mil euros pode ser um entrave para alguns investidores.

Leia ainda: Portugueses investem pouco, têm aversão ao risco e preferem o capital garantido

Perguntas frequentes

Neste momento só é possível subscrever a série F dos Certificados de Aforro. E a taxa a aplicar é uma média da taxa Euribor a três meses, cujo valor é publicado pelo IGCP. Independentemente do comportamento da Euribor, a taxa a aplicar nos Certificados de Aforro não pode ser inferior a 0% nem superior a 2,5%.

Além da taxa base, os aforradores beneficiam ainda de prémios de permanência (ver resposta abaixo).

O valor mínimo para a subscrição inicial é de 100 euros. Os reforços podem ter um valor mínimo de 10 euros.

Os Certificados de Aforro da série F podem ser mantidos por um período máximo de 15 anos.

Os aforradores ganham os seguintes prémios de permanência:

0,25 % – do 2.º ao 5.º ano;

0,50 % – do 6.º ao 9.º ano;

1,00 % – no 10.º e 11.º ano;

1,50 % – no 12.º e 13.º ano;

1,75% – no 14.º e 15.º ano.

Os juros são pagos trimestralmente, contudo, o valor é capitalizado. Ou seja, em vez de transferirem o montante dos juros para uma conta, é investido esse montante nos Certificados de Aforro.

A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.

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