Quando chega o momento de decidir entre taxa fixa ou variável no crédito habitação, é normal surgirem dúvidas. Esta escolha influencia o valor da prestação ao longo dos anos e até os custos caso queira amortizar ou transferir o empréstimo.
Nos últimos anos, as taxas de juro oscilaram bastante, o que tornou esta decisão ainda mais relevante para quem vai contratar crédito ou pondera transferir ou renegociar.
Perceber as diferenças e saber a quem melhor se adapta cada opção é importante para fazer uma escolha consciente.
Qual a diferença entre taxa fixa e taxa variável no crédito habitação?
A taxa fixa dá previsibilidade, enquanto a taxa variável oferece a possibilidade de conseguir prestações mais baixas no futuro (mas tem também o risco de ver o valor subir). Entre uma e outra, há um regime que combina características: a taxa mista.
O que é a taxa variável?
A taxa variável sofre oscilações ao longo do contrato de crédito. Pode subir ou descer, sempre dependendo da evolução da Euribor.
Se escolher taxa variável tem ainda de tomar outra decisão: de quanto em quanto tempo quer atualizar a prestação? Os prazos mais comuns são três, seis e 12 meses. Ou seja, quem escolhe fazer um crédito com taxa variável não vai ver a prestação subir ou descer todos os meses, mas apenas na periodicidade acordada.
Ao valor da Euribor há ainda que acrescentar o spread. Esta componente é livremente definida pelo banco, tendo em conta critérios como o risco de crédito do cliente e o custo de financiamento. É a soma de Euribor e spread que vai formar a Taxa Anual Nominal (TAN).
Geralmente, num momento inicial do contrato, a taxa variável é mais baixa do que a taxa fixa. Nos anos mais recentes, isso só não aconteceu entre junho de 2023 e fevereiro de 2025, depois dos repetidos aumentos das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu (BCE) para tentar controlar a inflação que se seguiu ao início da guerra na Ucrânia.
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O que é a taxa fixa?
Quem escolhe taxa fixa tem uma certeza: a prestação vai ser sempre a mesma durante todo o prazo do contrato. A Euribor pode subir ou descer, mas o valor a pagar no final do mês é sempre o mesmo.
Como noutras vertentes das finanças pessoais, há duas faces da moeda: se não sofre com os possíveis aumentos da Euribor, também não beneficia de eventuais reduções.
Estas taxas são livremente definidas pelos bancos, tendo em conta o risco de crédito do cliente, o rácio entre o valor do empréstimo e o valor do imóvel (loan-to-value), o seu custo de financiamento e o risco de fixação da taxa de juro.
Numa fase inicial, a taxa fixa é mais alta do que a taxa variável. No fundo, é o preço que os clientes pagam pela estabilidade no orçamento e pela proteção contra aumentos indesejados da Euribor.
O que é a taxa mista?
O tipo de taxa que combina características dos outros dois regimes tem sido a preferida dos clientes nos últimos anos. Neste regime, a taxa é fixa num período inicial, passando depois a ser uma taxa variável, atualizada de acordo com o prazo da Euribor escolhido.
A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.
