Sabia que quem contratou crédito habitação há alguns anos pode estar a pagar por condições menos competitivas face às que estão disponíveis no mercado? Spreads próximos de 1% ou superiores, seguros com valores elevados e taxas desajustadas são sinais de que pode existir margem para poupar. Assim, rever as condições contratuais pode fazer a diferença no orçamento de muitas famílias.
É importante esclarecer que a transferência do crédito habitação não significa contrair uma nova dívida. Trata-se de alterar o financiamento atual para outra entidade que ofereça condições mais favoráveis, seja na taxa de juro, no spread ou nos encargos associados.
Um caso real: Poupança de mais de 170 euros por mês
Vamos perceber o impacto que a transferência do crédito habitação pode ter no dia a dia de uma família?
Um cliente, com um financiamento de 168.500 euros, pagava uma prestação mensal de 706 euros antes de pedir apoio ao Doutor Finanças. Após dois anos com uma taxa fixa de 3,75%, o crédito estava num período de taxa variável (Euribor a 6 meses) com um spread de 0,95%.
Após a nossa análise e a transferência para outro banco, as novas condições passaram a incluir uma taxa fixa de 2,25% a dois anos, com devolução de spread e, posteriormente, taxa variável com um spread de 0,65%. Os seguros associados ficaram em 30,66 euros por mês.
O resultado final: a prestação desceu de 706 euros para 532,75 euros. Uma redução de mais de 173 euros por mês – o que equivale a uma poupança superior a 2.000 euros por ano.
Este caso é o exemplo de como alterações aparentemente pequenas (uma diferença de 30 pontos base no spread e uma taxa fixa mais baixa), podem ter um impacto significativo na prestação mensal.
