Os depósitos a prazo continuam a ser uma das formas mais simples de pôr uma parte das poupanças a render, com regras claras à partida e capital protegido dentro de limites definidos.
A lógica é simples: entrega um montante ao banco por um período específico e, no vencimento, recebe o capital mais os juros acordados.
Mas simplicidade não significa que sejam todos iguais. O prazo, as condições de mobilização, a forma de pagamento dos juros e os impostos podem mudar por completo o resultado final. É aqui que muitas pessoas se enganam: olham apenas para a taxa anunciada e ignoram o resto.
Neste artigo, saiba como funcionam os depósitos a prazo e o que deve ter em consideração antes de subscrever este produto financeiro.
O que está mesmo a subscrever quando faz um depósito a prazo
Um depósito a prazo é, na prática, um contrato com uma instituição de crédito. O banco compromete-se a devolver o montante investido na data de vencimento, acrescido dos juros definidos nas condições do produto. Em troca, o cliente aceita, em regra, deixar o dinheiro imobilizado durante esse período.
Em Portugal, estes produtos são regulados e supervisionados pelo Banco de Portugal. Antes da subscrição, a entidade bancária tem deveres de informação. Essa informação surge, normalmente, na Ficha de Informação Normalizada (FIN), onde devem constar o prazo, as taxas, as condições de mobilização antecipada, as comissões e a referência à proteção do Fundo de Garantia de Depósitos.
A primeira pergunta: O seu dinheiro fica mesmo protegido?
A proteção existe, mas tem regras. Os depósitos bancários, incluindo os depósitos a prazo, estão abrangidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos (FGD) até 100.000 euros por depositante e por instituição. O limite aplica-se ao conjunto de saldos do titular nesse banco e é acionado em situações de indisponibilidade dos depósitos, como insolvência ou resolução.
Este ponto é decisivo para quem tem poupanças mais elevadas. Não conta apenas quanto tem num depósito isolado. Conta o total aplicado naquela instituição, somando contas e depósitos. A partir daí, a gestão do risco pode passar pela diversificação por bancos, se fizer sentido para o seu caso.
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Depósitos a prazo simples e estruturados: Parecem iguais, mas não são
Os depósitos a prazo podem ser simples ou estruturados, consoante a forma de remuneração e o grau de complexidade.
Nos depósitos simples, sabe à partida o essencial: prazo, taxa e forma de pagamento dos juros. Dentro desta categoria, existem variações como taxa fixa, variável ou progressiva.
Nos depósitos estruturados, a remuneração pode depender de indexantes ou de outros ativos e condições. Isso abre espaço a cenários em que a taxa final é incerta e, nalguns casos, pode aproximar-se de zero, apesar de o capital estar garantido.
Se a prioridade é previsibilidade, a diferença entre estes produtos é relevante. Um depósito pode ser “a prazo”, mas o modo como paga juros pode estar longe do que o consumidor espera quando procura um produto simples.
Prazo, reforços e renovação nos depósitos a prazo: Detalhes que mudam tudo
Um depósito a prazo não é apenas “x meses”. Pode ter prazos que vão de algumas semanas a vários anos, com ofertas de curto, médio e longo prazo.
Há produtos com montantes mínimos, outros com limites máximos por cliente, e alguns permitem reforços durante a vigência, enquanto outros não.
Outro ponto essencial é a renovação automática. Muitos depósitos renovam no vencimento se não der instruções ao banco. As condições da renovação podem ser diferentes das iniciais. Para manter o controlo, vale a pena confirmar se existe renovação automática e, se não a quiser, indicar isso antes da data de vencimento.
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Taxa fixa, variável ou progressiva: Três caminhos, três expectativas
A taxa fixa dá previsibilidade. É definida na subscrição e mantém-se durante todo o prazo, permitindo estimar o retorno bruto e líquido.
A taxa variável está indexada a um referencial, como a Euribor, e pode subir ou descer ao longo do tempo.
Nos depósitos progressivos, a taxa aumenta em períodos sucessivos, criando um incentivo para não mexer no dinheiro antes do fim do prazo.
Porém, para escolher a melhor taxa deve colocar duas questões: quer saber quanto vai receber desde o primeiro dia? Nesse caso, a taxa fixa tende a estar mais alinhada com esse objetivo. Aceita alguma incerteza em troca de uma fórmula indexada? Se sim, entra, então, no território da taxa variável, onde a rendibilidade não é uma fotografia, mas um percurso.
TANB, TANL, TAE e TAEL: As siglas que deve traduzir antes de comparar
Ao comparar depósitos a prazo, é fácil cair na armadilha do número maior. Mas o número que vê pode não ser o que recebe. Por isso, é essencial perceber o significado de cada taxa associada ao depósito a prazo.
- TANB é a taxa anual nominal bruta, antes de impostos.
- TANL já reflete a retenção de IRS, aproximando-se do valor que entra na conta.
- TAE incorpora o efeito da capitalização, quando existe.
- TAEL é a TAE já líquida de impostos e é uma referência forte para comparar a rentabilidade “real” entre depósitos.
Na prática, quanto mais mecânica houver no produto (pagamentos periódicos, capitalização, condições específicas), mais sentido faz olhar para taxas efetivas e líquidas. É a forma de comparar produtos com calendários diferentes sem misturar realidades distintas.
Juros simples e juros compostos nos depósitos a prazo: Quando os juros também rendem
Nos juros simples, o juro é calculado apenas sobre o capital inicial. É comum em depósitos em que a remuneração é paga no final do prazo.
Nos juros compostos, existe capitalização. Os juros gerados são somados ao capital e passam também a render juros. Isto faz crescer o montante de forma mais acelerada e é aqui que a TAE ganha relevância, porque traduz o efeito dessa capitalização numa taxa anual comparável.
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Como calcular a rendibilidade de um depósito a prazo
Calcular a rendibilidade de um depósito a prazo não exige matemática avançada, mas obriga a perceber três variáveis essenciais: o capital aplicado, a taxa de juro e o tempo.
A maioria dos depósitos simples usa juros simples e a convenção de dias/360, muito comum no mercado monetário. É a partir deste modelo que se percebe quanto rende um depósito e, sobretudo, quanto entra efetivamente na conta depois de impostos.
A fórmula base é simples e surge de forma recorrente na documentação bancária:
Juros = capital × taxa × (dias/360)
A partir desta fórmula, o cálculo adapta-se ao prazo, ao tipo de taxa e à forma como os juros são pagos. Os exemplos seguintes ajudam a perceber as diferenças.
Exemplo 1: Depósito a prazo a 12 meses com TANB de 2%
Comecemos pelo cenário mais simples e mais comum: um depósito a prazo a um ano, com taxa fixa e juros pagos no vencimento.
Os dados são os seguintes:
Capital inicial: 10.000 euros
TANB: 2% = 0,02
Prazo: 360 dias
Base de cálculo: 360 dias
IRS sobre juros: 28%
Juros pagos no final, sem capitalização
Como aplicar a fórmula:
Juros brutos = 10.000 × 0,02 × (360/360)
Juros brutos = 10.000 × 0,02
Juros brutos = 200 euros
Este é o valor antes de impostos. Como os juros de depósitos a prazo são rendimentos de capitais, o banco faz retenção na fonte em IRS no momento do pagamento.
Cálculo do imposto:
Imposto = 200 × 0,28 = 56 euros
Juros líquidos:
Juros líquidos = 200 − 56 = 144 euros
No vencimento do depósito, o cliente recebe:
10.000 euros de capital + 144 euros de juros líquidos
Montante final: 10.144 euros
Este é o exemplo clássico de juros simples: os juros são calculados apenas sobre o capital inicial e pagos no fim do prazo.
Exemplo 2: Depósito a prazo a 6 meses com TANB de 2%
Agora um depósito mais curto, mantendo a mesma taxa anual, mas com metade do tempo.
Os dados são os seguintes:
Capital inicial: 10.000 euros
TANB: 2% = 0,02
Prazo: 180 dias (6 meses)
Base: 360 dias
IRS: 28%
Juros pagos no vencimento
Fórmula:
Juros brutos = 10.000 × 0,02 × (180/360)
Juros brutos = 10.000 × 0,02 × 0,5
Juros brutos = 100 euros
Cálculo do imposto:
Imposto = 100 × 0,28 = 28 euros
Juros líquidos:
Juros líquidos = 100 − 28 = 72 euros
Montante final no vencimento:
10.000 euros + 72 euros = 10.072 euros
Este exemplo mostra um ponto importante: a taxa anual é a mesma, mas como o dinheiro esteve aplicado durante menos tempo, a rendibilidade é proporcionalmente menor.
Exemplo 3: Depósito a prazo com taxa progressiva (12 meses)
Num depósito a prazo com taxa progressiva, a taxa de juro aumenta ao longo do tempo. O capital mantém-se o mesmo, mas o cálculo é feito por períodos distintos, somando depois os juros de cada fase.
Suponha o seguinte cenário:
Capital inicial: 10.000 euros
Prazo total: 12 meses = 360 dias
Base: 360 dias
IRS: 28%
Juros pagos no vencimento, sem capitalização
Taxas por período:
1.º trimestre (90 dias): 1,5%
2.º trimestre (90 dias): 2,0%
Últimos 6 meses (180 dias): 2,5%
O cálculo faz-se período a período.
Primeiro trimestre:
Juros = 10.000 × 0,015 × (90/360)
Juros = 10.000 × 0,00375
Juros = 37,50 euros
Segundo trimestre:
Juros = 10.000 × 0,02 × (90/360)
Juros = 10.000 × 0,005
Juros = 50 euros
Últimos seis meses:
Juros = 10.000 × 0,025 × (180/360)
Juros = 10.000 × 0,0125
Juros = 125 euros
Total de juros brutos:
37,50 + 50 + 125 = 212,50 euros
Cálculo do imposto:
Imposto = 212,50 × 0,28 = 59,50 euros
Juros líquidos:
212,50 − 59,50 = 153 euros
Montante final no vencimento:
10.000 euros + 153 euros = 10.153 euros
Este tipo de depósito recompensa quem mantém o dinheiro até ao fim do prazo, já que a taxa mais elevada só se aplica nos últimos períodos.
Quando há capitalização: O efeito do “juro sobre juro”
Nos exemplos anteriores, os juros são sempre simples. Ou seja, são calculados apenas sobre o capital inicial e pagos no fim do prazo. No entanto, alguns depósitos a prazo pagam juros ao longo do tempo e permitem que esses juros sejam reinvestidos automaticamente, passando a fazer parte do capital. É aqui que surge a capitalização.
Quando há capitalização, cada pagamento de juros aumenta o capital aplicado. Nos períodos seguintes, os juros passam a ser calculados sobre um valor mais elevado. É este mecanismo que está por trás da expressão “juro sobre juro”.
Veja um exemplo para perceber a diferença.
Exemplo: Depósito a prazo a 1 ano com juros pagos semestralmente e capitalizados
Suponha o seguinte cenário:
- Capital inicial: 10.000 euros
- TANB anual: 2%
- Prazo: 12 meses
- Pagamento de juros: semestral
- Capitalização: sim
- Base: 360 dias
- IRS: 28%, retido em cada pagamento de juros
Neste caso, a taxa anual de 2% é dividida pelos dois períodos de pagamento. Cada semestre tem uma taxa de 1%.
Primeiro semestre (180 dias)
Cálculo dos juros brutos:
- Juros = 10.000 × 0,02 × (180/360)
- Juros = 10.000 × 0,01
- Juros brutos = 100 euros
Imposto:
- IRS = 100 × 0,28 = 28 euros
Juros líquidos:
- 100 − 28 = 72 euros
Como há capitalização, estes 72 euros são adicionados ao capital.
Novo capital após 6 meses:
- 10.000 + 72 = 10.072 euros
Segundo semestre (180 dias)
Agora, os juros já não são calculados sobre 10.000 euros, mas sobre 10.072 euros.
Cálculo dos juros brutos:
- Juros = 10.072 × 0,02 × (180/360)
- Juros = 10.072 × 0,01
- Juros brutos = 100,72 euros
Imposto:
- IRS = 100,72 × 0,28 = cerca de 28,20 euros
Juros líquidos:
- 100,72 − 28,20 = cerca de 72,52 euros
Montante final no vencimento
- Capital após 1 ano = 10.072 + 72,52
- Montante final = cerca 10.144,52 euros
O que muda face aos juros simples?
Num depósito idêntico, mas sem capitalização e com juros pagos apenas no final, o montante final seria de 10.144 euros, como no exemplo anterior.
Com capitalização semestral, o valor sobe para 10.144,52 euros. A diferença é reduzida neste exemplo porque:
- o prazo é curto;
- a taxa é baixa;
- a capitalização acontece apenas uma vez.
Mas quanto maior for o prazo, mais frequentes forem os pagamentos de juros e mais elevada for a taxa, maior é o efeito do juro sobre juro.
É precisamente por isso que a TAE e a TAEL existem. Estas taxas traduzem, numa única percentagem anual, o impacto da capitalização e, no caso da TAEL, também dos impostos. São estes indicadores que permitem comparar depósitos a prazo com calendários de pagamento diferentes sem cair em erros de leitura.
Quando há pagamentos periódicos de juros com capitalização, a rendibilidade final não se avalia apenas olhando para a TANB. É a taxa efetiva que mostra, com mais rigor, quanto o dinheiro rende até ao vencimento.
Mobilização antecipada: A liquidez dos depósitos a prazo tem preço
Uma das decisões mais importantes num depósito a prazo é a liquidez. Alguns produtos permitem mobilização antecipada total ou parcial, com ou sem pré-aviso. Outros não permitem qualquer mobilização antes do fim do prazo, sobretudo no caso de depósitos estruturados ou de campanhas específicas.
Quando a mobilização antecipada é possível, a penalização é frequente. Pode traduzir-se na perda parcial ou total dos juros corridos até esse momento. Em certos casos, o cliente recebe apenas o capital inicial ou um juro residual.
Por isso, faz sentido alinhar o prazo do depósito com as necessidades de curto prazo e manter, fora deste produto, uma almofada financeira para imprevistos.
Impostos: O que entra na conta já não é “bruto”
Os juros de depósitos a prazo são rendimentos de capitais e estão sujeitos a retenção na fonte em IRS. O imposto é retido pelo banco no momento em que os juros são creditados.
As taxas variam consoante a residência fiscal do titular. Para pessoas singulares, aplica-se uma taxa de 28% em Portugal continental e na Madeira e de 22,4% nos Açores. No caso das empresas, a taxa é de 25% no continente e na Madeira e de 20% nos Açores.
Na comparação entre depósitos a prazo, este fator muda o foco. Mais do que a taxa bruta, interessa perceber o valor que entra na conta depois de impostos. Por isso, faz sentido dar prioridade a indicadores como a TANL e a TAEL, sempre que existam.
Leia ainda: Como são tributados os diferentes tipos de rendimentos?
Os riscos que quase ninguém associa aos depósitos a prazo
Os depósitos a prazo são geralmente vistos como produtos de baixo risco de capital. O banco compromete-se a devolver o montante investido e existe a rede de segurança do Fundo de Garantia de Depósitos dentro dos limites definidos.
Ainda assim, há riscos que devem ser considerados, mesmo quando o capital está “seguro”. Um deles é o risco de inflação. Se os preços subirem mais do que o juro líquido recebido, o dinheiro pode perder poder de compra ao longo do tempo.
Existe também o risco de taxa de juro, mais evidente em depósitos de taxa variável ou com prazos mais longos, onde a evolução do referencial pode influenciar a rendibilidade final.
Nos depósitos estruturados, soma-se o risco de complexidade. A remuneração pode depender de índices, eventos ou condições específicas e acabar abaixo do esperado. São produtos que exigem uma leitura atenta da documentação e só fazem sentido quando o mecanismo de cálculo é plenamente compreendido.
Como escolher depósitos a prazo sem cair em armadilhas
Antes de subscrever, confirme sempre as condições no documento certo. No caso dos depósitos simples, essa informação está na Ficha de Informação Normalizada (FIN). Nos depósitos estruturados, deve consultar o documento de informação fundamental.
É nesses documentos que aparecem, de forma clara, o prazo, as regras de mobilização, a eventual renovação automática, a possibilidade de reforços, a remuneração e a moeda do depósito.
Depois, faça uma leitura com espírito crítico, mesmo sendo um investidor conservador. Compare taxas brutas e líquidas, perceba se existe capitalização, confirme as penalizações por mobilização antecipada e tenha atenção a custos indiretos.
Regra geral, o depósito pode não ter comissões diretas, mas a conta de suporte pode ter custos que reduzem o ganho líquido, sobretudo em montantes mais baixos.
Como subscrever um depósito a prazo
A subscrição de um depósito a prazo é relativamente direta, mas exige alguns passos claros e a leitura atenta da informação pré-contratual. Antes de aplicar o dinheiro, é importante perceber o que é necessário, onde pode ser feito e quais as condições que deve confirmar.
O primeiro requisito prático é ser titular de uma conta à ordem na instituição onde pretende constituir o depósito. É dessa conta que sai o montante aplicado e é para lá que regressam o capital e os juros no vencimento. Sem conta à ordem, o depósito não pode ser constituído.
Depois, é necessário escolher o depósito a prazo. Atualmente, muitos bancos permitem que a subscrição seja feita online ou através da app de homebanking.
O percurso é semelhante na maioria das instituições: entrar na área de poupança, selecionar “Depósitos a prazo”, escolher o produto disponível, indicar a conta de origem, o montante a aplicar e o prazo pretendido, antes de validar a operação.
Leia toda a informação antes de confirmar
Antes de confirmar, há detalhes que devem ser verificados. Desde logo, os montantes mínimos e máximos exigidos, os prazos disponíveis e se o depósito está limitado a novos clientes ou a novos recursos, ou seja, dinheiro que ainda não estava no banco. Estas condições variam de produto para produto e influenciam a decisão.
O banco é obrigado a disponibilizar a Ficha de Informação Normalizada, onde constam as condições essenciais do depósito. Só depois desta leitura deve avançar para a validação final.
Após a subscrição, o banco envia um comprovativo do depósito constituído, com o valor aplicado, a taxa acordada e a data de vencimento.
Perguntas frequentes sobre depósitos a prazo
Perguntas frequentes
Os depósitos a prazo são produtos bancários em que o cliente aplica um montante por um período definido, recebendo no vencimento o capital e os juros acordados. Têm regras conhecidas à partida e, dentro de certos limites, o capital está protegido pelo Fundo de Garantia de Depósitos.
Os depósitos a prazo estão protegidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos até 100.000 euros por depositante e por banco. Esta proteção aplica-se em situações como insolvência da instituição, mas apenas até ao limite legal e por banco.
A TANB é a Taxa Anual Nominal Bruta. Indica a taxa de juro antes de impostos e não reflete o valor líquido que o cliente recebe. É útil para comparar produtos, mas não mostra o impacto do IRS sobre os juros.
A TANB é a taxa bruta, antes de impostos. A TANL é a taxa anual nominal líquida, já depois da retenção de IRS. A TANL aproxima-se mais do rendimento efetivo que entra na conta do cliente.
A TAE é a Taxa Anual Efetiva. Tem em conta a capitalização dos juros, quando existe, permitindo comparar depósitos com diferentes formas de pagamento de juros ao longo do tempo.
A TAEL é a Taxa Anual Efetiva Líquida. Reflete o impacto conjunto da capitalização e dos impostos. É uma das melhores referências para comparar a rentabilidade real entre depósitos a prazo.
Nos juros simples, os juros são calculados apenas sobre o capital inicial. É comum em depósitos em que os juros são pagos no final do prazo e não são reinvestidos.
Nos juros compostos, os juros gerados são somados ao capital e passam também a render juros. Este efeito é conhecido como “juro sobre juro” e aumenta a rendibilidade ao longo do tempo.
A capitalização ocorre quando os juros pagos são automaticamente reinvestidos no depósito. A partir desse momento, passam a fazer parte do capital e também geram novos juros.
Numa taxa progressiva, a taxa de juro aumenta ao longo do prazo do depósito. Este tipo de depósito recompensa quem mantém o dinheiro até ao vencimento final.
Sim. Os juros dos depósitos a prazo estão sujeitos a retenção na fonte em IRS. Em Portugal continental, a taxa para pessoas singulares é de 28%, sendo diferente nos Açores e para empresas.
Depende do produto. Alguns depósitos permitem mobilização antecipada, total ou parcial, mas com penalizações, como a perda dos juros. Outros não permitem qualquer levantamento antes do vencimento.
