Finanças pessoais

Seguro de vida: 6 erros a evitar

Um seguro de vida é dos mais importantes a ter. O que aconteceria aos seus se falecesse e tivesse casa por pagar?

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Seguro de vida: 6 erros a evitar

Um seguro de vida é dos mais importantes a ter. O que aconteceria aos seus se falecesse e tivesse casa por pagar?

Entre os seguros que deve ponderar, ou tem mesmo, de contratar, o seguro de vida é um dos mais importantes a ter. O que aconteceria se falecesse e tivesse casa por pagar? Perante uma situação de invalidez, como iria assegurar os seus rendimentos? Garantir-se a si e aos seus, em caso de imprevistos, é fundamental.

No entanto, é importante estar devidamente esclarecido sobre que está a contratualizar e fazê-lo de forma a obter a melhor proteção, ao menor preço.

Neste artigo, abordamos algumas noções inerentes aos seguros de vida, assim como um conjunto de erros que deve evitar aquando da contratualização.

O que é um seguro de vida?

Um seguro de vida é um contrato celebrado entre segurado e seguradora, onde esta última se compromete a pagar o capital contratado, em caso de morte do segurado (seguro em caso de morte) ou em caso de sobrevivência (seguro em caso de vida). No que diz respeito a esta última situação referimo-nos, por exemplo, a casos de invalidez que impeçam a normal realização de uma atividade laboral. Assim, nessas situações, o segurado tem apoio financeiro apesar de não poder obter rendimentos por si próprio.

Ao contratualizar um seguro de vida pode ainda beneficiar de apoio financeiro em situações de hospitalização.

Não comparar opções entre seguradoras

Antes de contratar um seguro de vida, é importante comparar preços. O mesmo acontece se for às compras ou quando subscreve um serviço televisivo, por exemplo.

Assim, deve começar por fazer uma pesquisa pormenorizada sobre as diversas opções de cobertura e os preços associados em várias seguradoras. Só assim estará bem informado antes de tomar uma decisão consciente. Se, por outro lado, já tem um seguro de vida e acha que está a pagar demasiado, está sempre a tempo de mudar. Peça simulações e compare os preços. Se encontrar melhor, mude.

Leia ainda: Seguro de Saúde: 7 erros a evitar aquando da contratualização

Fazer o seguro de vida através do banco

Esta situação pode, ou não, ser um erro. Só o saberá após fazer comparação. Normalmente, quando faz um seguro de vida com crédito à habitação, tem a opção de o fazer no banco onde está a pedir o crédito. No entanto, essa situação pode ou não ser compensatória.

Muitas vezes os bancos atribuem benefícios a quem fizer o seguro de vida conjunto com o crédito, como por exemplo, a diminuião do spread. Mesmo assim, deve verificar se esse benefício compensa face ao valor que vai pagar. Pode compensar-lhe ter um seguro fora do banco e um spread ligeiramente mais alto.

Leia ainda: Tem seguro de vida? 7 situações em que pode fazer a diferença

Mão com cubos na palma quecom desenhos representam seguro de vida

Não ponderar a possibilidade de invalidez

Muitas pessoas associam seguros de vida apenas a situações de falecimento, ou seja, pensam que estes apenas servem para dar apoio à família em caso de morte do segurado. No entanto, isto não corresponde à verdade. Os casos de morte são, sem dúvida, uma das coberturas de um seguro de vida, no entanto, estes também cobrem situações em que o segurado está vivo.

O que aconteceria se o segurado ficasse em situação de invalidez? Como seria possível manter a sua situação financeira e da sua família, uma vez que este não iria conseguir exercer atividade laboral? De modo a salvaguardar esta situação, deve optar por um seguro de vida que tenha cobertura para situações de invalidez, de preferência invalidez total e permanente. Apesar de ser mais cara, esta opção é mais abrangente do que a cobertura em situação de invalidez absoluta e definitiva. A cobertura de invalidez total e permanente garante o pagamento da indemnização caso o segurado sofra uma incapacidade igual ou superior a 60% ou 65% que o impeça de exercer a sua profissão habitual ou outra atividade remunerada compatível com as suas capacidades.

Leia ainda: Guia de seguros: O que precisa de saber para se proteger

Não esclarecer todos os aspetos da cobertura

Aquando da subscrição de um seguro de vida é de extrema importância garantir que está a par de todos os aspetos da cobertura. Deve informar-se sobre todas as coberturas dos seguro, o respetivo prémio e o capital garantido para as diversas coberturas. Se tem familiares dependentes deve calcular os gastos anuais destes, de forma a que o capital seguro cubra estas despesas até que os mesmos comecem a trabalhar.

Assim, deve ler as condições do contrato e, sempre que surgir alguma taxa ou qualquer outras questão menos clara que possa aumentar o valor do prémio do seguro, pesquise sobre do que se trata. Verifique ainda as exclusões, para garantir que não existe nenhuma que o possa afetar. Normalmente, o seguro de vida não cobre desportos radicais, algumas doenças específicas, assim como, níveis baixos de incapacidade.

Leia ainda: Seguro de vida: O que afeta o prémio a pagar?

Não verificar a credibilidade da seguradora

Outro aspeto muito importante a ter em consideração sempre que contratualiza um seguro de vida é a crediblidade da seguradora. Hoje em dia existem imensas seguradoras, umas mais conhecidas do que outras. No entanto, nem todas têm a mesma credibilidade e estabilidade financeira. Lembre-se que nem sempre o mais barato é o melhor, e a mesma regra se aplica a seguros de vida.

Leia ainda: Seguro de vida: Como funciona e em que situações tem (ou deve) fazê-lo

Esperar demasiado tempo para investir num seguro de vida

Este tópico é, talvez dos mais importantes, e prende-se com a altura certa para contratualizar um seguro de vida. Na verdade, não existe uma idade ideal definida. No entanto, deve fazê-lo enquanto é jovem. Um seguro de vida é uma forma de garantia de apoio financeiro para si e para os seus na eventualidade de algo acontecer. Embora tenhamos cuidado para evitar que algo de grave aconteça, a verdade é que não controlamos o futuro.

Recordamos que existem situações nas quais tem, obrigatoriamente, de fazer um seguro de vida, como por exemplo, quando faz um crédito à habitação. Porém, nas restantes situações fica a cargo da pessoa decidir se o faz ou não.

Leia ainda: Carro sem seguro? Sabe o que lhe pode acontecer?

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