À medida que amadurecemos, a nossa personalidade e gostos pessoais vão-se alterando e, com eles, os nossos hábitos de consumo. Neste artigo enumeramos algumas das coisas que mudam na nossa relação com o dinheiro a partir do início dos 30 anos.

Experiências em vez de bens materiais

Uma das mudanças mais marcantes nos nossos hábitos de consumo é o facto de, com o tempo, começarmos a privilegiar experiências em detrimento de bens materiais. À medida que o tempo passa, vamos dando mais importância a experiências e a momentos irrepetíveis e especiais capazes de criar memórias duradouras. Paralelamente, vamos desprestigiando a importância de comprar bens materiais desnecessários e cujo prazer que nos poderão trazer é efémero, especialmente quando comparado ao prazer que as experiências nos trazem.

Qualidade acima de quantidade

Esta é uma alteração clássica dos hábitos de consumo da maioria. Visível a vários níveis, em menor escala, reflete-se, por exemplo, na compra de artigos de vestuário. Se quando temos vinte anos queremos ter sempre mais e mais artigos de vestuário e acompanhar sempre as novas tendências de moda, aos trinta já começamos a desejar peças intemporais e de qualidade, que não reflitam tendências da altura, mas antes que durem longos anos.

Menos dinheiro em comida de “plástico”

Confesse: durante os tempos do secundário ou da faculdade quantas vezes por semana comia fast food? E hoje em dia?
Com certeza que haverão exceções, mas na maioria dos casos, reduzimos conscientemente a quantidade de comida “má” consoante a passagem dos anos por várias razões:

saúde: o nosso corpo simplesmente reage de forma diferente a este tipo de comida;
gostos: mais uma vez, os nossos gostos alteram-se e, com o passar do tempo, começamos a preferir comida mais elaborada e de qualidade.

Gastamos mais em vinho e comida “boa”

E se é verdade que gastamos menos dinheiro em junk food, por outro não quer dizer que gastemos menos dinheiro em comida no geral. Pelo contrário.
No que diz respeito a bebidas, se antes nos servia qualquer vinho em promoção para garantir um jantar animado em casa com os amigos, a partir dos trinta, se o vinho não for bom, então nem vale a pena! Aos 30 já sabemos os nossas marcas de vinho favoritas, temos até favoritos dentro das várias categorias de preço e preferíamos beber água durante os jantares de amigos a beber o vinho que bebíamos aos vinte.
Verdade ou mentira?

Gastamos mais dinheiro em viagens

Depois dos “loucos anos 20” da nossa vida, até a forma como viajamos muda. A partir dos trinta, se já não o fazíamos antes, passamos a privilegiar muito mais o nosso conforto em viagem, até porque temos poucas férias e nas que temos queremos estar o mais confortáveis possível. Para além disso, quando viajamos nesta fase da vida os nossos novos gostos, mais “adultos” e refinados, não ficam em terra quando viajamos para fora. Apesar de nos esforçarmos para comer e beber de forma mais frugal, o mais provável é que nos recusemos a ir todos os dias ao Mcdonald’s só para poupar dinheiro em restaurantes mais caros.
Há vários exemplos que nos mostram onde e como gastamos mais dinheiro em viagem a partir dos trinta do que aos vinte, mas outro desses exemplo pode ser o próprio alojamento. À medida que amadurecemos vamos perdendo a paciência também para partilhar quartos de hostel com vários desconhecidos, ou mesmo para fazer couchsurfing. Claro que há sempre excepções, mas regra geral há uma altura na vida em que colocamos o nosso conforto e privacidade em viagem acima das despesas.
Pomos os nossos desejos de lado para comprar coisas para a casa ou para os filhos, quando os há.

Aos trinta, passamos também a comprar cada vez menos coisas para nós (quando compramos) e mais para a nossa casa e para os filhos, quando os há. Como o dinheiro não estica, somos melhores a estabelecer prioridades, que o nosso sentido de responsabilidade coloca nas questões de saúde, habitação, familiares, etc.

Mais objetivos a médio/longo-prazo

Uma grande mudança que ocorre na casa dos trinta é a definição de metas e objetivos, que passam a ter um prazo mais alargado. Enquanto somos mais jovens queremos tudo para ontem e no que toca a poupança isso é facilmente notório. Aos vinte anos, quando decidimos que vamos poupar para algo, esse “algo” costuma estar sempre num futuro muito próximo, seja um festival de verão, uma roupa nova, uma viagem com os amigos, …

Temos orçamentos e fundos de emergência

Ou deveríamos ter.
Aos trinta, começamos a poupar para coisas que até ainda não aconteceram. Temos fundos de emergência, PPRs, seguros Multi-Riscos, entre outros produtos desenhados para nos facilitar a vida quando e se certas situações surgirem.
Também é comum que, aos vinte anos, não coloquemos tanta importância nos orçamentos, mas aos trinta, praticamente não há como evitá-los, se bem que não há idade mínima para criar orçamentos nem – certamente – idade limite para criar um. Está sempre a tempo. 🙂 Se precisa de ajuda para criar um orçamento, veja este nosso artigo que explica como fazê-lo passo-a-passo.

 

E você? Alterou alguma coisa na forma como se relaciona com o dinheiro depois dos 30?